Publicações
Busca
Receba um aviso
a cada nova publicação
.
Cadastre-se
Nome

Email

Perfil
D. Bertrand de Orleans e Bragança

O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança é trineto de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel, a Redentora. É advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. Coordenador e porta-voz do movimento   Paz no Campo, percorre o Brasil fazendo conferências para produtores rurais e empresários, em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Alerta para os efeitos deletérios da Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais, que querem afastar o Brasil dos rumos benditos da Civilização Cristã, que seus antepassados tanto ajudaram a construir no País, hoje assolado por uma revolução cultural de carater socialista.


D. Bertrand responde no YouTube.
  1. Sobre Paz no Campo
  2. Sobre o MST
  3. Sobre os Quilombolas
  4. Sobre raça negra e escravatura
  5. Sobre o MST e o poder
  6. Sobre invasões do MST
  7. Sobre Reforma Agrária

:: segunda-feira, 24 de abril de 2017

Descoberta exorciza pânico de falta de água doce


Descoberta exorciza pânico de falta de água doce

Posted: 23 Apr 2017 01:30 AM PDT

O óxido de grafeno permite criar membranas altamente eficiente e econômica para dessalinizar a água do mar.
O óxido de grafeno permite criar membranas
altamente eficientes e econômicas para dessalinizar a água do mar.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Felizmente, mais um pesadelo maquinado nos laboratórios do ambientalismo neocomunista parece ter-se desfeito como um pesadelo à luz do sol. E isso em virtude do talento humano aplicado, da ciência e da tecnologia bem ordenadas a seus fins.

“Verdes”, mas também alumbrados das esquerdas e Campanhas da Fraternidade, entre outros, ficavam martelando que a água doce escasseia, é rara e cara. E jogavam a culpa na civilização moderna, que a usaria inescrupulosamente.

A ficção vem acompanhada de ilustrações propagandisticamente aterradoras e projeções para um futuro que nenhum dos homens hoje vivos poderá conferir.

Porém, o bom senso e a ciência objetiva falavam outra linguagem: água há à vontade no planeta. E se ela vier a faltar, a inteligência que Deus deu ao homem aí está para resolver os problemas até nas regiões naturalmente mais secas.

Mais de 70% da superfície do planeta está coberta pela água salgada dos mares. Ela não poderia ser dessalinizada e aproveitada?

A dificuldade consistia em que as técnicas para dessalinizar em grande escala são caras.

Agora, pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido, excogitaram uma ‘peneira’ de grafeno que remove o sal da água do mar a baixo custo. A invenção, segundo a BBC, tem o potencial de ajudar milhões de pessoas sem acesso direto à água potável.

Os resultados da pesquisa foram divulgados na renomeada publicação científica Nature Nanotechnology.

O grafeno é uma das formas cristalinas do carbono, como o diamante e o grafite, mas muito fácil e barato de produzir.

Seu derivado químico, o óxido de grafeno, é altamente eficiente na filtragem do sal, muito melhor que as membranas de dessalinização existentes.

O grafeno, descoberto em 1962, foi pouco estudado até que pesquisadores da Universidade de Manchester, analisando em 2004 sua estrutura, verificaram que consiste em uma camada fina de átomos de carbono organizada em uma espécie de treliça hexagonal.

Filtro de grafeno é tão fino que deixa passar as moléculas de água mas bloqueia os sais.
Filtro de grafeno é tão fino que deixa passar as moléculas de água mas bloqueia os sais.
Sua força elástica e condutividade elétrica tornaram-no um dos metais mais promissores para futuras aplicações.

Rahul Nair, que liderou a pesquisa, revelou, no entanto, que o óxido de grafeno pode ser feito facilmente em laboratório, informou “La Nación” de Buenos Aires.

Nair e seus colegas puderam ajustar as membranas de grafeno para deixar passar mais ou menos sal de modo mais eficiente e muito mais econômico que os filtros conhecidos até agora.

O grafeno já começava a ser considerado o material do futuro quando a equipe criou o filtro que resolveria a escassez de água potável e que é capaz de ser produzido em escala industrial.

“O óxido de grafeno pode ser produzido por simples oxidação em laboratório', explicou à BBC Rahul Nair, chefe da equipe. “Para produzi-lo em grande volume e pelo custo, o óxido de grafeno tem uma vantagem potencial”.

“Nós conseguimos controlar a dimensão dos poros na membrana e efetivar a dessalinização que antes não era possível”, sublinhou Nair.

A descoberta deverá ainda passar pelo crivo da indústria de baixo custo e da resistência ao contato com a água do mar.

Porém, segundo a BBC, seu desenvolvimento é promissor.  Fonte Blog Verde a nova cor do comunismo




:: segunda-feira, 17 de abril de 2017

Biomas da CNBB


Biomas preocupam a CNBB, mas não as dezenas de milhões de católicos que abandonaram a Fé

Posted: 16 Apr 2017 07:41 AM PDT

Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, São Cristóvão. Abandonada como muitas outras, mas o que importa é o bioma!
Igreja de Nossa Senhora de Nazaré, São Cristóvão.
Abandonada como muitas outras, mas o que importa é o bioma!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A Campanha da Fraternidade de 2017 abordou mais uma vez a questão ambiental, como já fez em edições anteriores. O tema foi “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”.

Quando falei isto a meus amigos, aliás muito enfronhados na problemática ambientalista brasileira, iniciou-se uma conversa amável que degenerou na máxima confusão.

Afinal de contas o que e que é a CNBB entende como bioma e o que tem a ver essa campanha com a religião católica, perguntavam todos.

Por isso quando vi o artigo “Biomas brasileiros — cultivar e cuidar” do Emmo. Cardeal arcebispo de São Paulo D. Odílio Scherer, achei que iria a ouvir algo bem definido e esclarecedor.

E acabei estarrecido pela radicalidade dos propósitos expostos com dulçurosa redação.

A escolha do tema foi influenciada, escreveu o prelado, pela encíclica ‘Laudato si’, do papa Francisco (2015).

Voltou-me à mente a euforia das esquerdas latino-americanas mais extremadas com dita exortação.

Veja: Encíclica Laudato Si’ causa perplexidades entre os católicos e regozijo nos extremismos de esquerda

Mas, o alto eclesiástico, explicou que a CNBB com essa campanha na Quaresma visou convidar os cristãos a refletirem sobre as implicações da sua fé em Deus.

Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios teleguiados pelo CIMI
Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios teleguiados pelo CIMI
Ele reconhece que o tema soa abstrato e distante da religião, objeto de ocupação apenas para especialistas e ambientalistas de carteirinha.

Leia-se MST, CIMI, ONGs nacionais e internacionais, Funai e outros tentáculos mais ou menos combinados com a CNBB para fazer a revolução no Brasil.

O arcebispo paulista também reconhece que “para a maioria das pessoas, talvez o conceito ‘bioma’ seja até desconhecido”.

E explica que “trata-se de um ambiente da natureza que tem um conjunto de características próprias e hospeda diversas espécies vivas bem harmonizadas com esse ambiente”.

Como é que as invasões das fazendas por indígenas atiçados pelo CIMI e denunciadas documentadamente na CPI de Mato Grosso do Sul servem para “harmonizar” as ‘espécies vivas do ambiente’ jogando num luta fratricida uns brasileiros contra outros? Visivelmente há muitas coisas que não colam.

Quanto mais lia, menos entendia... É um modo de dizer, acho que entendia cada vez mais.

Prosseguindo me deparei com que “todos os biomas brasileiros estão ameaçados e a principal ameaça é representada pela interferência indevida do homem neles. (...)

Campanha da Fraternidade 2017 se preocupou dos
Campanha da Fraternidade 2017 se preocupou dos 'biomas'.
E das dezenas de milhões de católicos que deixaram a religião?
“certas formas de manejo florestal, agricultura ou criação de gado, e mesmo de urbanização, podem produzir profundas alterações no delicado equilíbrio dos biomas.

“Por motivos econômicos, a natureza acaba sendo vista como fonte de recursos disponíveis, sobre os quais o homem avança com a vontade de se apropriar, sem considerar as consequências presentes e futuras de sua intervenção no ambiente da vida.

“A natureza ferida e desrespeitada pode voltar-se contra o próprio homem, que se torna a sua vítima”.

Simples: a gloriosa sucessão de gerações de produtores agropecuários que regaram o solo brasileiro com seu sangue, com seu suor e suas lágrimas para tirar o Brasil da incultura e da barbárie são os maiores inimigos do País (ou de seus biomas)!

E Deus que mandou os homens ocuparem a Terra toda, será por caso inimigo dos biomas?

Então a Campanha da Fraternidade 2017 visa conscientizar os cristãos dessa realidade execrada pela CNBB após piruetas verbais bem do gosto dos “verdes” e das esquerdas subversivas.

Dita conscientização, acrescenta o artigo comentado, não fica no campo. Deve ir por cima das cidades e de seus habitantes que constituem a larga maioria da população nacional.

E como na cidade não existe o famoso “bioma” na acepção adotada pela CNBB, o artigo excogita a existência de um “bioma urbano” . Nele ‘o ser humano é seu principal agente ativo e passivo’.

Por que não mencionar também os passarinhos, animais de afeição, e em ultima análise, insetos, baratas e ratos que pululam desagradavelmente nas cidades, se a acepção adotada é para ser levada a sério?

O Exmo. arcebispo reconhece por fim que haverá “quem pergunte: por que motivo a Igreja Católica se preocupa com uma questão que não é propriamente religiosa? E por que promove essa reflexão justamente no tempo da Quaresma, marcadamente religioso e cristão?”

Nesta capelinha de Barra do Guaicu, MG, o bioma parece ter progredido.
Nesta capelinha de Barra do Guaicu, MG,
o bioma parece ter progredido.
É a pergunta de todo mundo que tem um resto de fé e de lógica.

E responde que “a atitude religiosa decorrente da fé cristã não se expressa apenas em cultos, ritos, preces e exercícios propriamente espirituais. A fé cristã integra todas as dimensões da vida e da ação humana e as realidades do mundo”.

Mas é essa fé católica que está sendo abandonada no Brasil, não só na prática nas igrejas mas “todas as dimensões da vida e da ação humana e as realidades do mundo”!

E a grei confiada à CNBB está se dispersando a ponto de ficar reduzida a um mero 50% – segundo dados do IBGE e da Datafolha – quando em 1940 os católicos eram 95% segundo o mesmo IBGE? 

Essa perda massiva da fé católica não pede uma retomada fervorosa da pregação que inspirou o nascimento do Brasil e seu desenvolvimento através dos séculos de sua história?

A CNBB não responde ao clamor dessas dezenas de milhões de almas que se perdem no materialismo ambiente e prefere ficar na encíclica Laudato si’ levada como bandeira pelo bolivarianismo e populismo subversivo latino-americano!

E nos quase divinizados biomas.... que são explorados como ‘slogans’ do ambientalismo radical!
Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo




:: sábado, 15 de abril de 2017

A carne é forte e global

Setor de carnes é um dos raros em que o Brasil é referência global

Eraldo Peres - 21.mar.17/Associated Press
Workers prep poultry at the meatpacking company JBS, in Lapa, in the Brazilian state of Parana, Tuesday, March 21, 2017. Brazil
Funcionários em unidade da JBS no Paraná

A exportação brasileira de carnes cresceu 13% ao ano desde 2000 e atingiu US$ 14,4 bilhões em 2016. Ocupamos o 2º lugar no ranking mundial, exportando carne de aves para 160 países (1º do mundo), bovina para 138 países (2º lugar) e suína para 88 países (4º lugar).

A exportação é volumosa e diversificada em produtos e destinos neste setor, sem dúvida um dos mais dinâmicos do agronegócio mundial. Se o Brasil sair do mercado mundial, haverá uma imediata escassez, que impactará a segurança alimentar de boa parte da população mundial.

Os principais fatores que explicam o sucesso do Brasil nas proteínas animais são:

Disponibilidade de milho e farelo de soja: principais componentes da ração usada para criar aves e suínos, esses dois itens respondem por mais da metade do custo de produção dos animais. A maioria dos países que produzem carne no mundo importa soja e/ou milho das Américas, o que encarece o seu custo de produção.

Produtividade: genética avançada e uso de insumos modernos garantem elevadas conversões alimentares na produção de aves e suínos (kg de ração por kg de carne). No boi, o melhoramento de capins tropicais e do gado zebuíno (puro ou cruzado com raças europeias) gerou 143% de ganho de produtividade desde 1990.

Status sanitário: o Brasil tem sido privilegiado pela ausência de graves epidemias que atingem a pecuária em outros continentes, como a influenza aviária, a doença de newcastle, a peste suína, a diarreia epidêmica porcina e a vaca louca.

Coordenação da cadeia produtiva: exemplos notáveis de coordenação e eficiência da cadeia de carnes são:

a) o sistema de integração lavoura-pecuária na produção primária de grãos e bovinos;

b) a integração vertical entre pequenos produtores de suínos e aves e as indústrias processadoras, sejam elas privadas ou cooperativas;

c) a amplitude e a eficiência da cadeia fria, que vai do processamento à geladeira dos consumidores no país e no exterior;

d) a grande quantidade de auditorias, certificações e padrões privados que garantem qualidade, sanidade, rastreabilidade e bem-estar do animal.
Vale destacar que a maior parte dos países importadores impõe rígidos sistemas de aprovação de cada unidade brasileira que quer exportar: acordo sanitário internacional, preenchimento de questionários e auditorias que vão habilitar e monitorar só uma parte das unidades.

Esse processo é moroso e pouco transparente, repleto de travas sanitárias, técnicas e burocráticas, não raro sem base científica e previsibilidade. Nossos frigoríficos são constantemente inspecionados por técnicos e clientes dos países importadores: em 2016, só a JBS e a BRF receberam 550 auditorias do exterior.

Curiosamente vários países que hoje restringem a carne brasileira não aplicam internamente os mesmos critérios exigidos nas importações. A realidade nua e crua de grande parte dos países em desenvolvimento é triste: abate de animais vivos em mercados molhados (chamados de 'wet markets'), sujeira e contaminações por toda a parte, animais heterogêneos e sem controle sanitário de origem, trabalhadores descalços, sem camisa, luvas ou toucas de proteção, ausência de cadeia fria no mercado e nas casas.

Padrão, sanidade, qualidade e cadeia fria infelizmente são a exceção, e não a regra, para a maior parte dos consumidores do planeta.

O setor de proteínas animais é um dos raros segmentos da economia em que nos tornamos referência global, graças a exportações que agregam volume, qualidade, sanidade e preços acessíveis, além de boas perspectivas. Basta dizer que, enquanto a demanda mundial por alimentos aumentará 46% até 2050, a procura por proteínas animais crescerá 95%, mais que o dobro. 





:: sábado, 8 de abril de 2017

Produtores rurais ajudam na preservação do ambiente inteiro

 Produtores rurais ajudam na preservação do ambiente inteiro

O investimento em tecnologia e o reflorestamento aumentam a produtividade no campo e ajudam a reduzir o desmatamento. Um raio-x da Embrapa em propriedades rurais comprova que os agricultores brasileiros estão preservando mais o meio ambiente. Veja a matéria que foi ao ar ontem no Jornal da Band:


Comentários

Apruccap disse…
Enquanto isso, os proprietários rurais de áreas delimitadas comoUnidades de Conservação são tratados como lixo pelo governo federal epelo ICMBio, que tentam retirá-los de suas terras com base em decretoscujos critérios de desapropriação não são esclarecidos e que também jácaducaram. São esses produtores rurais que protegem os parques e tolhem apresença de madeireiros, caçadores, palmiteiros e passarinheiros,sempre com risco pessoal e de suas famílias. Mas para o governo federal,o ICMBio e a maioria da população brasileira, extremamente ignorantequando se trata de analisar questões aparentemente simplórias, osproprietários que tiveram a infelicidade de estar instalados nessasáreas são vilões, que devem ser tirados do mapa. Depois que a área é'limpa', lá vem a licitação para grandes empresas explorarem atividadesde turismo, trilhas, hotelaria, lojas, estacionamento e outras noslocais confiscados dos produtores rurais. http://www.codigoflorestal.com/2017/04/produtores-rurais-ajudam-na-preservacao.html





:: segunda-feira, 3 de abril de 2017

O colapso do discurso petista

O colapso do discurso petista

 Toda a discussão sobre a divisão da sociedade entre “nós” e “eles”, promovida incessantemente pelo PT, é significativa somente para as classes médias e as suas redes sociais

 OESP, Editorial, 03 Abril 2017

 

A derrota sofrida pelo PT na eleição municipal de São Paulo foi tão acachapante que o partido resolveu tentar descobrir, com método científico, as razões desse desastre, que foi especialmente doloroso na periferia da capital, antigo reduto petista. Para isso, a Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT, foi aos bairros mais pobres da cidade para entrevistar os eleitores que, embora tivessem votado no partido entre 2002 e 2012, se negaram a votar em Dilma Rousseff para a Presidência em 2014 e em Fernando Haddad para a Prefeitura em 2016.

O resultado desse trabalho ilustra o quão descolado da realidade está o discurso petista voltado para os mais pobres. Mais do que isso, permite perceber que esses eleitores, diferentemente do que apregoam os ideólogos petistas, consideram o Estado, e não a “burguesia”, como seu inimigo, valorizam a meritocracia e entendem que a crise ética da sociedade não é resultado de vícios estruturais, e sim de mau comportamento individual, que deve ser resolvido, antes de mais nada, pela família.

A pesquisa foi feita entre 22 de novembro de 2016 e 10 de janeiro deste ano, baseando-se em entrevistas em profundidade com moradores de bairros periféricos de São Paulo, acima de 18 anos, com renda familiar mensal de até cinco salários mínimos e que deixaram de votar no PT. Ao menos 30% dos entrevistados são ou foram beneficiários de programas sociais implementados pelos governos petistas. Ou seja, é o perfil tido como característico do eleitor petista, ao menos no imaginário dos que consideram o PT representante natural dos “excluídos”.

Como hipótese,o estudo afirma que o padrão de vida na periferia melhorou como resultadodireto das políticas dos governos petistas, mas essa melhoria levou osmoradores a “se identificarem mais com a ideologia liberal, que sobrevaloriza omercado”. Com a crise econômica, prossegue a hipótese, esses moradores, aocontrário do que os petistas certamente esperavam, reagiram movidos pela“lógica da competição”, isto é, pela ideia de que é preciso que cada umtrabalhe duro para superar os problemas. Tal visão é incompatível com umaideologia que anula o indivíduo em favor da “classe trabalhadora”.

De um modo geral, a pesquisa concluiu que a política “não é prioridade no cotidiano” dos entrevistados. Quando falam do tema, em geral abordam os escândalos de corrupção. O estudo constatou também que “as categorias analíticas utilizadas pela militância política ou pelo meio acadêmico não fazem sentido para os entrevistados”, isto é, os embates entre “direita” e “esquerda” ou entre “reacionários” e “progressistas” simplesmente “não habitam o imaginário da população”. Além disso, constatou a pesquisa, “a cisão entre a classe trabalhadora e a burguesia também não perpassa o imaginário dos entrevistados”.Isso significa, em outras palavras, que toda a discussão sobre a divisão da sociedade entre “nós” e “eles”, promovida incessantemente pelo PT, é significativa somente para as classes médias e as suas redes sociais.

O estudo é obrigado a reconhecer que “o principal confronto existente na sociedade não é entre ricos e pobres, entre capital e trabalho, entre corporações e trabalhadores”, e sim “entre Estado e cidadãos, entre a sociedade e seus governantes”. Para os entrevistados, “todos são vítimas do Estado que cobra impostos excessivos, impõe entraves burocráticos, gerencia mal o crescimento econômico e acaba por limitar ou sufocar a atividade das empresas”. A maioria, ademais, se disse favorável a “uma atuação mais integrada entre poder público e iniciativa privada em favor da coletividade”.

Dessa forma, segundo a Fundação Perseu Abramo, “abre-se espaço para o ‘liberalismo popular’, com demanda de menos Estado”. A entidade sugere que, se quiser voltar a prevalecer nas urnas, “o campo democrático-popular precisa produzir narrativas contra-hegemônicas mais consistentes e menos maniqueístas”. É o reconhecimento, afinal, de que a estratégia petista de hostilizar as “elites” fracassou, e é também a prova de que um projeto político que racionalize o Estado, estimule a iniciativa privada e premie os melhores e mais esforçados é eleitoralmente viável.





:: quarta-feira, 29 de março de 2017

Tribo brasileira indenizada por danos espirituais

Tribo brasileira indenizada por danos espirituais provocados por queda de avião

Caos contemporâneo...

 

Indígenas reclamavam quatro milhões de reais devido a um acidente aéreo em 2006, alegando que a zona onde habitavam ficou contaminada pelo combustível e que os espíritos das vítimas tinham permanecido no local.

PÚBLICO 

28 de Março de2017, 0:00

 

Raoni Metuktire, líder da tribo, ganhou fama nos anos 80 ao acompanhar Sting numa digressão mundial para apelar à preservação da Amazónia D.R.

Uma das maiores companhias aéreas brasileiras, a Gol, vai pagar quatro milhões de reais (quase 1,2 milhões de euros) a uma tribo indígena devido à queda de um avião em 2006, na qual morreram 154 pessoas, entre as quais um português.

Um avião comercial da companhia colidiu, em pleno voo, contra um jacto privado por cimada reserva da tribo Caiapó, na floresta da Amazónia. Os indígenas deixaram a zona, recusando-se a regressar, mas alegando que a região onde habitavam ficou contaminada pelo combustível das aeronaves e marcada pelo sangue e presença dos espíritos das vítimas, noticia uma reportagem do programa Fantástico da Globo.

Os destroços do avião da Gol continuam no local. Por isso, os indígenas pediram uma indemnização por danos espirituais. Mas o pedido de compensação financeira engloba danos materiais, devido à destruição de várias habitações e de um centro de saúde.

Na altura do acidente o jacto privado, um Embraer Legacy 600, estava a viajar rumo aos EUA e conseguiu aterrar em segurança num aeroporto nas proximidades depois de bater na asa do Boeing da Gol, que se despenhou na zona de Mato Grosso, na Amazónia,vitimando as 154 pessoas a bordo.

O Ministério Público brasileiro, a companhia aérea e os representantes da tribo chegaram a um acordo inédito para que fosse pago a compensação financeira total exigida. 

https://www.publico.pt/2017/03/28/mundo/noticia/tribo-brasileira-recebe-quatro-milhoes-por-danos-espirituais-provocados-por-queda-de-aviao-1766744

 





:: quarta-feira, 29 de março de 2017

A CNBB joga contra os pobres

A CNBB joga contra os pobres

Os pobres, que a Igreja tem o compromisso de defender, serão os grandes perdedores de um eventual fracasso da reforma da Previdência

O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e também arcebispo de Brasília, cardeal Sérgio da Rocha, e outros dirigentes da entidade divulgaram manifesto contra a reforma da Previdência. Onze bispos da Província Eclesiástica de Belo Horizonte fizeram o mesmo.

A Igreja Católica tem uma milenar história de defesa e amparo dos pobres. Antes do surgimento do Estado de Bem-Estar Social no século XX, a Igreja e outras denominações religiosas se incumbiam, ao lado de instituições de caridade, de apoiar as classes menos favorecidas, fornecendo-lhes abrigo e alimentação.

pobreza diminuiu em todo o mundo. Na Europa do século XVIII, 90% da população era de pobres. Hoje, graças ao desenvolvimento, eles são menos de 10% dos europeus. A globalização, que permitiu a ascensão da China e de outros países emergentes, retirou da pobreza um bilhão de pessoas. O trabalho assistência aos pobres tornou-se menos relevante

Não faltam credenciais à Igreja para defender os pobres, mas ela se enganou nesse caso. De fato, o fracasso da reforma conduziria o governo federal à insolvência fiscal. O calote prejudicaria os milhões de investidores que compraram títulos do Tesouro, inclusive os fundos de pensão dos quais dependem milhares de aposentados e as pessoas físicas que, direta ou indiretamente, investem suas poupanças em papéis públicos federais.

A insolvência geraria o fenômeno conhecido como “dominância fiscal”, isto é, a situação em que o Tesouro não consegue financiar sua dívida no mercado e passa a fazê-lo mediante emissão de dinheiro. O Banco Central perde a capacidade de assegurar a estabilidade da moeda. A inflação foge do controle e pode nos levar de volta aos horrores da hiperinflação.

Como aprendemos, os pobres são os que mais sofrem com a inflação. Ao contrário dos ricos, os pobres não têm como recorrer a mecanismos de proteção contra a alta dos preços e à corrosão inflacionária de seus salários. Os ricos até ganham. Por isso, a inflação é um meio perverso de cobrar indiretamente impostos dos pobres e de concentrar a renda do país.

O manifesto dos bispos está cheio de equívocos. Afirma que a reforma prejudica os pobres. É o contrário. Os perdedores serão os não pobres, que hoje se aposentam com 30 ou 35 anos de contribuição. Os pobres, que labutam grande parte de sua vida no mercado informal, não conseguem comprovar o pagamento de contribuições previdenciárias nesse período. Por isso, se aposentam aos 65 anos, que é a idade mínima prevista no projeto de reforma. Os ricos obtêm a aposentadoria com pouco mais de 50 anos.

O manifesto é um rosário de equívocos. A preparação dos bispos tem mais a ver com filosofia, direito canônico e teoria eclesiástica. Eles não estudam economia. Por isso, na sua boa-fé e no anseio de defender os pobres, podem ter recorrido a informações inadequadas, que os levaram a não entender as consequências sociais da rejeição da reforma.

CNBB não percebeu que o atendimento de sua proposta seria a desgraça dos pobres.

http://veja.abril.com.br/blog/mailson-da-nobrega/a-cnbb-joga-contra-os-pobres/





:: sexta-feira, 24 de março de 2017

Palestra e Lançamento

Aos caros Amigos,

Está chegando o dia:

Palestra e Lançamentodo Livro “utopia igualitária – Alvitamento da dignidade humana” de AdolphoLindenberg.

Próxima sexta-feira,24 de março/2017 
Esperamos porvocê!
Local: Livraria Cultura – Iguatemi Shopping Brasília(DF)


Preço do exemplar: R$ 30,00 (trinta reais)

17 hA manifestação de superioridade deum homem em relação a outro é sempre chocante, ofensiva, revoltante? Asuperioridade gera necessariamente uma opressão do superior sobre o inferior,como afirmam os marxistas? A libertação desse jugo não requer a eliminaçãoprogressiva de todas as superioridades?

Os contrastes entre os muito ricose os muito pobres não são de molde a nos afrontar e despertar vontade de alteraro atual establishment? Não somostodos filhos de Deus, não partilhamos da mesma natureza, não temos os mesmosdireitos? Deus, que é Pai e é bom, amando todos os seus filhos, pode aprovar aexistência de desigualdades de classes, de fortuna, de saúde, e tantas outras? Oaforismo segundo o qual se dois seres forem totalmente iguais um deles ésupérfluo, é verdadeiro ou falso?

Tais perguntas, que ouvimos comfrequência, indicam o quanto a utopia igualitária influencia a mentalidade dohomem moderno.

Essas e outras questões o Dr.Adolpho Lindenberg enfrentará na próxima conferência, na Livraria Cultura,sustentando que a ditadura do igualitarismo constitui um violento atentadocontra a liberdade e a própria dignidade da pessoa humana.

 

Data:sexta-feira,24 de março de 2017

Horário: 19horas
Local:
LivrariaCultura – Iguatemi Shopping Brasília (DF) -Lago Norte

 





:: terça-feira, 21 de março de 2017

PF foi irresponsável

“PF foi irresponsável e o pecuarista, o elo mais fraco da cadeia, vai pagar a conta”, dispara o vice-presidente da SRB

O pecuarista e vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Pedro de Camargo Neto, disparou: “A PF foi irresponsável. Acho que existe pontualmente algo muito real e que tem de ser penalizado, mas é menor do que foi apresentado. Por ser menor, me preocupa o estrago que possa provocar”.

Ele critica o fato de a PF ter anunciado a operação Carne Fraca como a maior da sua história. Segundo ele, o tamanho do problema é menor em relação ao estardalhaço que foi feito. Na sua opinião, quem vai pagar a conta é o pecuarista, o elo mais fraco da cadeia, disse. (Estado, 20/03/2017)

 

Quem vai processar o delegado da PF?

Richard Jakubaszko 

 

Processar o delegado, esta é a pergunta que não quer calar, e que estou me fazendo desde a última sexta-feira, 17/3, quando o delegado midiático da Polícia Federal (PF), Mauricio Moscardi Grillo, foi aos holofotes denunciar o que considera um escândalo nacional de os frigoríficos venderam carne podre, adulterada, vencida, misturada com papelão e coberta de ácido ascórbico, acusado mentirosamente de ser cancerígeno.

Ora, que provas o delegado e seus mais de 900 agentes apresentaram? Três ou quatro conversas telefônicas, das quais tiraram ilações estapafúrdias. Numa delas, envolveram o atual ministro da Justiça, Osmar Serraglio, muito provavelmente o objetivo principal dessa desastrada operação Carne Fraca, para enfraquecer o político nomeado por Temer, porque ele teria a função, determinada pelo presidente e seus parceiros peemedebistas, de um lado, para desconstruir a LavaJato, da qual faz parte o delegado Moscardi Grillo. De outro, a intenção de desmoralizar o ministro, que já andava comentando a futura troca do atual comandante da PF, coisa que os delegados não desejam.

A ação da PF é um crime lesa-pátria, pela leviandade, por demorar 2 anos numa operação, classificada como a maior de todos os tempos da PF, e que não apresenta nada conclusivo, apenas ilações e convicções, como parece ser o modismo entre procuradores e policiais, e que judicializaram o país. O exemplo maior dessa patacoada é a mistura de papelão em carnes, um absurdo de entendimento. Por que demorou 2 anos para vir a público?

Então, que se processe judicialmente esse delegado, por abuso de poder no exercício de um cargo público. Que se afaste esse delegado dessa operação, que não é verdadeira e nem ameaça a saúde pública, e que o Ministério da Agricultura faça a lição de casa. Que se processe esse delegado pela conduta midiática, escandalosa, e por colocar em risco a balança comercial brasileira, a imagem do país nessa área de alimentos, produção que nos concedeu o privilégio de ficarmos de fora da crise que se abateu no planeta desde 2008, quando o sistema financeiro americano quase implodiu o mundo.

Para os brasileiros vai ficar a imagem, por algum tempo, de que comemos carne podre, misturada com ácido ascórbico e papelão. Não vai adiantar muita coisa o presidente Temer ter convidado os embaixadores para uma churrascaria, as redes sociais ridicularizam essas atitudes. O ministro Blairo Maggi vai ter muito trabalho para desmontar essa trapalhada da PF, as empresas JBS, Seara, Marfrige BRF não possuem forças para desmentir sozinhas as mentiras, e nem a grande mídia quer saber disso, pois não vai abrir espaço para desmentidos. O que a mídia deseja é a grana para pagar espaços publicitários dessas empresas, para custear as futuras operações escandalosas.

Neste exato momento em que publico este post, realiza-se a coletiva da Abiec e da Associação de Proteínas, em São Paulo, para esclarecer fatos do setor. Não será suficiente, os importadores europeus e chineses já começaram a pressão, e pedem para trancar as importações de carnes brasileiras. O Brasil vai perder.

O Brasil vai perder ainda com as ações midiáticas e judiciais dos veganos e ambientalistas; o Brasil vai perder com as ações de advogados americanos que vão processar na justiça americana a JBS e a BRF para obter compensações pelas perdas dos seus clientes no mercado acionário. E lá essas indenizações podem quebrar qualquer empresa que já esteja fragilizada.

Então, que se processe o irresponsável! É a minha opinião, como brasileiro e cidadão. Tudo isso, porque acredito que praticar cidadania não é exercer a plena hipocrisia. Com a prática de mais de 50 anos de jornalismo no agronegócio, tenho minhas convicções, também.

Entrevistas para gerar fatos e frases de efeito para alguns jornalistas da mídia repercutirem não vai adiantar nada. Precisa-se de punição exemplar dos delegados aproveitadores de plantão, que abusam de seu cargo e função pública. https://richardjakubaszko.blogspot.com.br/2017/03/quem-vai-processar-o-delegado-da-pf.html

 





:: quarta-feira, 15 de março de 2017

Preserva mais o meio ambiente

Ninguém no Rio Grande do Sul preserva mais o meio ambiente do que os agricultores gaúchos

Agricultores gaúchos são responsáveis pela proteção ambiental do Rio Grande do Sul. Estudo do Pesquisador da Embrapa, Evaristo de Miranda, com base nos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) mostra que as Unidade de Conservação e Terras Indígenas ocupam 1% da área do estado enquanto as áreas preservadas em propriedades privadas ocupam 21% da área rural. 'Não há ninguém no Rio Grande do Sul que preserve mais o meio ambiente do que os agricultores', disse Evaristo ao Canal Rural.

O estudo analisou mais de 450 mil propriedades rurais incluídas no CAR.

Eis aí mais um dado positivo para o setor rural derivado do CAR. Ainda bem que temos um Evaristo. Seria melhor ainda se tivéssemos vários.
Fonte: Código ambiental
Veja a matéria do Canal Rural.

Embrapa levanta áreas preservadas pela agricultura no RS

Foto: Gite/Embrapa

Gite/Embrapa - Mapa das áreas preservada e protegidas no RS - por biomas

Mapa das áreas preservada e protegidas no RS - por biomas

As áreas preservadas pela agricultura brasileira são o foco das mais recentes pesquisas desenvolvidas pelo Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Embrapa, com base nos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Em março, o Gite concluiu os números referentes ao estado do Rio Grande do Sul. Os primeiros levantamentos mostram que 13% da área total do Estado está preservada pela agricultura e que 1% da unidade federativa corresponde a áreas protegidas por terras indígenas e unidades de conservação. Esta etapa foi apresentada pelo pesquisador e coordenador do estudo, Evaristo de Miranda, na Expodireto Cotrijal 2017, realizada nos dias 6 e 9 de março, em Não-Me-Toque, RS.

Os dados analisados são provenientes das declarações e mapas cadastrados pelos agricultores no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SiCAR) – sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Em janeiro, a base de dados do SiCAR foi integrada ao Sistema de Inteligência Territorial Estratégica (SITE) da Embrapa, possibilitando o cruzamento com outras bases de dados. De posse deles, o Gite começou um trabalho de análises comparativas, nos estados, entre as áreas protegidas e as preservadas. Além do Rio Grande do Sul, estão sendo analisados os dados do Mato Grosso, São Paulo, Rondônia e Maranhão.

Neste primeiro momento, foram utilizados quatro planos de informação em um imóvel rural: áreas de preservação permanente, de reserva legal, de vegetação excedente e de hidrografia.

No Rio Grande do Sul, Evaristo de Miranda explica que o estudo utilizou as declarações de 455.295 imóveis rurais, totalizando uma área em torno de 16 milhões de hectares.

Segundo o pesquisador, o uso da pampa, bioma característico do Estado, trouxe uma particularidade às análises do CAR no Rio Grande do Sul. Isso porque, ele explica, ao realizar o cadastro de seus imóveis, os agricultores podem ter declarado a área de pampa como pastagem, ao invés de vegetação preservada. “Dessa forma, a porcentagem das áreas preservadas pela agricultura no Estado poderão ser maiores”, observa. Miranda adianta que futuros estudos do Gite reclassificarão as áreas da pampa - dentro desses imóveis rurais - como vegetação preservada a fim de se ter uma visão mais completa do papel da agricultura na preservação da vegetação nativa.

Preservação pela agricultura

Em fevereiro, foram comparadas as áreas preservadas e protegidas no Mato Grosso. Em um encontro realizado na sede da Aprosoja, em Brasília, DF, o chefe-geral, Evaristo de Miranda, entregou mapas e tabelas contendo as análises em níveis do Estado, de microrregiões e de municípios.

De acordo com o estudo, a área preservada pela agricultura totaliza 32,5 milhões de hectares do Estado, o que corresponde a 36% de sua área. A área protegida, por sua vez, corresponde a 19% do território do Mato Grosso. Ou seja, no Mato Grosso a agricultura preserva quase o dobro do que está protegido por unidades de conservação e terras indígenas.

https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/21288877/embrapa-levanta-areas-preservadas-pela-agricultura-no-rs

 





:: segunda-feira, 13 de março de 2017

Profecias verdes erradas


Profecias ambientais alarmistas da ONU erraram, constatou cientista

Posted: 12 Mar 2017 12:30 AM PST

Patrick Michaels
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Quando nossos amigos “verdes” da ONU perceberão que não é boa ideia fazer predições de desastres vindouros?, indagou o cientista Patrick Michaels, do Cato Institute, em seu blog em Forbes.

De fato, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) em 2005 predisse que em 2010 haveria 50 milhões de “refugiados climáticos” ‒ população que emigra pela deterioração climática. O UNEP até elaborou um mapa mostrando exatamente de onde emigrariam todos esses milhões.

Foi um erro mortal, segundo os censos recentes, diz Michaels. Pior ainda, a população está crescendo rapidamente onde o UNEP dizia que iria emigrar.

O realejo “verde” insistia que fluxos de refugiados ambientais sairiam das ilhas tropicais de nível pouco acima do mar, por causa dos furacões cada vez piores e mais frequentes.

Maldivas
O caso de figura deveriam ser as Bahamas que têm mais ciclones que qualquer outro lugar da terra. Entretanto a população aumentou 14% desde o ano 2000.

E as ilhas Salomão se saíram melhor: mais 20%. Nas Seychelles os habitantes cresceram 9%.

Para o cientista, a história recente revela que os órgãos da ONU funcionam como uma central sistemática de desinformação climática.

Michaels aponta alguns dos exageros inverossímeis, aliás já desmentidos, espalhados pelo Painel Intergovernamental para as mudanças climáticas ‒ IPCC, e seu autoproclamado e inexistente consenso na ciência climática.

Quando o governo da Índia desmentiu a fantasia do IPCC segundo a qual desapareceriam os glaciares do Himalaia que alimentam o rio Ganges, o então chefe do IPCC, o indiano Rajenda Pachauri, respondeu que o governo indiano apelava a uma “ciência vudu” que não afinava com a pífia ciência verde.

Mas, há anos, diz Michaels, verifica-se que o grande aprendiz de vudu é a ONU e seu órgão, o IPCC. O Rajenda Pachauri renunciou envolto em escândalos de corrupção na Índia em empreitadas que enganosamente tentavam evitar a desertificação que adviria com o fim dos glaciares do Himalaia.

Naquele relatório, o IPCC sustentava que 55% da Holanda já estavam abaixo do nível do mar.

Ainda defendia que em mais nove anos o crescimento da vegetação tropical planetária diminuiria pela metade em virtude de um massivo declínio das chuvas anuais. Hoje a América do Sul perde parte da safra pelo excesso de chuvas.

Todos estes erros se devem a um azar? perguntava Michaels.

Ciência ambientalista: aprendiz de vudu?
Os cientistas são humanos e podem errar. Mas, responde Michaels, o esquisito é que as gafes da ONU têm sentido único. 

Nunca se encontra um erro na outra direção, quer dizer, subestimar as mudanças climáticas.

Em cada “erro”, o IPCC apelou para literatura que não foi conferida no sistema “peer-review”.

Num trabalho sem viés ideológico deveria haver possibilidades mais ou menos iguais de erro num sentido ou num outro. E o modo de corrigir os erros seria dar liberdade aos cientistas para opinar normalmente.

Qual é a probabilidade de que uma moeda caia do mesmo lado seis vezes sucessivas? É 0,015%.

Porém, os cientistas da ONU consideram que um nível de 0,05% de probabilidade é um nível suficiente para achar que uma hipótese pode ser aceita, conclui Michaels.

E com esse grau de probabilidade de estarem certos pretendem reformar o mundo e pô-lo de ponta cabeça! Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo.





:: terça-feira, 7 de março de 2017

Utopia igualitária

CONVITE

Palestra: 

UTOPIA IGUALITÁRIA — Aviltamento da dignidade humana 


Adolpho Lindenberg irá expor em sua conferência no Club Homs, no próximo dia 16 (quinta-feira), que a ditadura do igualitarismo constitui violento atentado à ordem natural das coisas e discorrerá a respeito do papel e da extensão da utopia igualitária moderna, na vida do homem do século XXI. 

O expositor — que é presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, Arquiteto, Fundador da Construtora Adolpho Lindenberg — demonstrará que a hierarquia social não é uma “cascata de desprezos”, mas sim um fator de harmonia e concórdia entre classes sociais distintas. 

A manifestação de superioridade de um homem em relação a outro é sempre chocante, ofensiva, revoltante? A superioridade gera necessariamente uma opressão do superior sobre o inferior, como afirmam os marxistas? A libertação desse jugo não requer a eliminação progressiva de todas as superioridades? 

Os contrastes entre os muito ricos e os muito pobres não são de molde a nos afrontar e despertar vontade de alterar o atual establishment? Não somos todos filhos de Deus, não partilhamos da mesma natureza, não temos os mesmos direitos? Deus, que é Pai e é bom, amando todos os seus filhos, pode aprovar a existência de desigualdades de classes, de fortuna, de saúde, e tantas outras? O aforismo segundo o qual se dois seres forem totalmente iguais um deles é supérfluo, é verdadeiro ou falso? 

Tais perguntas — que ouvimos com frequência e indicam o quanto a utopia igualitária influencia a mentalidade do homem moderno — serão respondidas por Adolpho Lindenberg, que recentemente lançou a obra com o título em epígrafe. Ele sustenta que a ditadura do igualitarismo constitui um violento atentado contra a liberdade e a própria dignidade da pessoa humana.

Para se inscrever, gratuitamente, a fim de assistir tal conferência, click no seguinte link: 





Data:   16 de março de 2017
Horário:   19h
Local:   Clube Homs (Av. Paulista, 735)
São Paulo – Capital










:: quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Carnaval Vermelho - Terra sem Lei

FNL invade fazendas em 12 Estados pelo 'Carnaval Vermelho'

Comandos locais da Polícia Militar confirmam ocupações em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Sergipe, Mato Grosso e Distrito Federal

 

SOROCABA – Integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) invadiram cerca de 100 fazendas em doze Estados, entre a madrugada de sábado e a manhã deste domingo (19), na ação chamada “Carnaval Vermelho” pela reforma agrária. O líder da frente, José Rainha Junior, afirma ser “uma das maiores jornadas de luta em ocupações de terra no Brasil”. Segundo ele, para cobrar a distribuição de terras, estão mobilizados mais de 10 mil militantes e camponeses.

Até a tarde, os comandos locais da Polícia Militar confirmavam ocupações em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Sergipe, Mato Grosso e Distrito Federal. Em outros Estados, a PM não tinha sido informada das ações. “As ocupações têm como objetivo chamar a atenção do governo para o descaso que vem tratando a reforma agrária, que há muito tempo está paralisada”, informa nota distribuída pela FNL.

Em São Paulo, a reportagem confirmou invasões de 16 propriedades nas regiões de Itapetininga, Andradina, Araçatuba, Bauru e no Pontal do Paranapanema. Só no Pontal, palco dos maiores conflitos agrários do Estado, foram ocupadas dez fazendas. Os sem-terra cortaram cercas e cadeados para entrar nas áreas. Em algumas áreas, a ocupação foi feita por grupos pequenos, com até 20 militantes, segundo a PM.

Em entrevista, Rainha Junior disse que a situação nocampo é grave. “A miséria e o desemprego aumentam a cada dia e a política dogoverno é investir bilhões no agronegócio, enquanto o pequeno agricultor fica àmíngua.” Ele cobrou a criação de um ministério para a agricultura familiar.'O governo investe no sistema prisional e esquece a agricultura familiar, que fixa o homem no campo. Estamos voltando ao Brasil Colônia, com nossas terras sendo vendidas a grupos estrangeiros por preço de banana, enquanto milhares de sem terra vivem na extrema pobreza, na beira de estradas, debaixo de lonas pretas.”

O Estado de S.Paulo, 19 Fevereiro 2017 - José Maria Tomazela ,





:: segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Alarmismo climático


Físico do MIT pede fim do “doutrinamento com doidices” do alarmismo climático

Posted: 19 Feb 2017 01:50 PM PST

Richard S. Lindzen: “histerias” ambientalistas obedecem a uma maliciosa “guerra” montada por propagandistas das esquerdas
Richard S. Lindzen: “histerias” ambientalistas obedecem
a uma maliciosa “guerra” montada por propagandistas das esquerdas
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O físico da atmosfera Richard S. Lindzen, professor emérito da cátedra Alfred P. Sloan de Meteorologia no famoso Massachusetts Institute of Technology (MIT), voltou a refutar com abundante documentação os mitos catastrofistas contidos no pânico do “aquecimento global”, informou o jornal The Telegram, de Worcester, Massachusetts.

Na sua palestra, intitulada “Aquecimento Global ou Alarmismo Climático?”, ele desfez as demagógicas manchetes midiáticas que anunciam que “o mundo está chegando a seu fim”.

Isso absolutamente não está acontecendo, disse o Prof. Lindzen.

Um “aumento completamente insignificante” da temperatura global num décimo de grau centígrado constatado em 2016 serviu para o banzé midiático aterrorizar o mundo com a afirmação de que foi “o ano mais quente desde que se tem registro”.

Ele mostrou gráficos de oscilações da temperatura global acontecidas ao longo dos séculos e sublinhou que ditas oscilações são perfeitamente normais.

“A relação entre um modesto aquecimento e uma catástrofe que paira sobre nós é algo gritantemente falso”, disse Lindzen.

Ele alertou também contra o “doutrinamento das jovens gerações com doidices dessas”.

Os mares subiram de nível nos últimos 10 mil anos, a mudança climática é cíclica e natural, o aumento de CO2 por causa humana desde o início da Revolução Industrial é contestável.

Essas e outras “histerias” existem por causa de uma maliciosa “guerra pela energia” montada por propagandistas das esquerdas, que promovem “qualquer outra fonte de energia desde que não preste”.

Urso polar não é bicho bonzinho mas feroz. Sobe no gelo para para catar, matar e comer animais marinos.
Urso polar não é bicho bonzinho mas predador feroz.
Sobe no gelo para para catar, matar e comer animais marinos.
Mas propaganda alarmista apresenta como vítima.




:: segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Ordem no campo

Ordem nocampo

O registro eletrônico obrigatório no CAR levou os imóveis rurais à legalidade

Até o final do ano passado, quase 4 milhões de imóveis rurais – uma área total de 399.233.861 hectares – estavam inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR), um registro eletrônico obrigatório para todas as propriedades no campo instituído pela Lei 12.651/12, o chamado Novo Código Florestal. O número representa 76% dos imóveis rurais registrados pelo Censo do IBGE de 2006 (5.175.636 unidades). Uma reportagem publicada pelo Estado no início de fevereiro revelou a adesão majoritária ao CAR, salvo no Nordeste, onde o prazo de registro dos imóveis foi prorrogado para os pequenos produtores.

Os dados do CAR foram integrados ao Sistema de Inteligência Territorial Estratégica (Site) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A correlação entre as informações técnicas do CAR, como a geocodificação das propriedades por satélite, e os mapas de exploração do Site divididos por tipos de área – preservação permanente, reserva legal, interesse social e utilidade pública, entre outras categorias – revelou a importância da atividade agropecuária para a preservação ambiental, contrariando uma ideia erroneamente difundida de que o agronegócio contribui para a degradação do meio ambiente. Como toda generalização, esta também não haveria de resistir à objetividade dos dados.

Em São Paulo, os imóveis rurais preservam em vegetação nativa uma área correspondente a 15,3% do Estado. A área preservada pelos agricultores é maior do que a soma de todas as unidades de conservação e terras indígenas. Em outros Estados, a contribuição da agropecuária para o meio ambiente é ainda maior. Em Mato Grosso, as áreas de atividade agropecuária garantem duas vezes mais proteção ambiental do que as unidades de conservação em terras indígenas. E a abrangência tende a aumentar, pois embora tenha havido um incremento de 12,5% dos imóveis rurais do Centro-Oeste inscritos no CAR em relação ao número do Censo de 2006, ainda há propriedades sem o registro obrigatório. A participação da agricultura brasileira nos esforços de preservação ambiental foi apresentada nas Conferências do Clima, em Paris e Marrakesh, e da Biodiversidade, em Cancún, como um trunfo do Brasil no cumprimento de suas metas climáticas, tanto pelo governo federal como por organizações não governamentais.

O registro eletrônico obrigatório no CAR levou os imóveis rurais à legalidade. No momento do cadastro, caso haja alguma irregularidade, o produtor assume o compromisso de saná-la com o Programa de Recuperação Ambiental (PRA). Com bom andamento em 17 Estados, o PRA amplia a prestação de serviços ambientais pelos agricultores e lhes oferece segurança jurídica pela exploração regular das áreas.

Fruto de extenso debate em audiências públicas e privadas, além dos ensejados no Congresso Nacional, o projeto do Novo Código Florestal foi aprovado na Câmara por 410 votos e no Senado por 59 votos. Consenso no governo federal, defendido em sua integralidade pela Embrapa, pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Ibama – e sem retrocessos ou ofensas à Constituição –, o diploma legal assegura aos produtores rurais a segurança de suas atividades mediante as respectivas garantias de proteção ambiental. Os avanços trazidos em 2012 pelo Novo Código Florestal, no entanto, estão ameaçados por Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) ajuizadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo PSOL, que questionam no Supremo Tribunal Federal (STF) a validade de 58 dos 84 artigos da Lei 12.651/12. Em São Paulo, o Tribunal de Justiça (TJ-SP) suspendeu os efeitos da Lei Estadual 15.684/15, que trata do PRA, gerando enorme insegurança jurídica para milhares de produtores rurais impedidos de regularizar seus imóveis e apresentar as devidas ações de recuperação ambiental.

Relator das ADIs no STF, o ministro Luiz Fux negou as liminares solicitadas pela PGR e realizou uma consulta pública, quando declarou que “a lei está valendo e tem sido aplicada, mas também tem havido muito descumprimento sob a invocação de sua inconstitucionalidade, ainda em grau inferior”. É chegado o momento de a Suprema Corte dar a palavra final, ratificando a vigência do Novo Código Florestal, e, assim, assegurar a ordem no campo.

O Estado de S. Paulo, 13 Fevereiro 2017

 





:: sábado, 4 de fevereiro de 2017

Esposa, mãe, católica e marqueteira

                 Esposa, mãe, católica e marqueteira

                                                                                                                             Péricles Capanema

 

Kellyanne Conway discursando durante a March For Life no dia 27 último

Kellyanne Conway discursando durante a March For Life no dia 27 último

Kellyanne Conway foi lançada em 2016 no centro da política norte-americana. Nascida em 1967, católica com títulos universitários prestigiosos, é casada com conhecido advogado e mãe de quatro filhos. Na vida profissional é marqueteira consagrada.

Seu (até agora) grande feito foi ser a primeira mulher a chefiar uma campanha presidencial nos Estados Unidos. A partir de 17 de agosto último, diante de perspectivas nada alentadoras, assumiu o bastão e mudou o rumo delas, conseguindo para Donald Trump consagradora vitória no Colégio Eleitoral. Atualmente é conselheira presidencial, posição de topo. Tem mais: vem sendo apelidada jocosamente de whisperer, para indicar que tem os ouvidos de Donald Trump. Logo estará na lista das mulheres mais poderosas dos Estados Unidos.

*       *       *

Em Washington, no dia 27 de janeiro último, foi realizada a 44ª Marcha pela Vida, em protesto pela aprovação do aborto em 1973 pela Suprema Corte (caso Roe versus Wade). A manifestação recebeu estímulo público de Trump: “A Marcha pela Vida é muito importante. Para todos os que estão se manifestando, meu inteiro apoio”. Nela discursou o vice-presidente Mike Pence, que “em nome do Presidente” deu as boas-vindas aos participantes. Também discursou Kellyanne Conway, começando assim: “Sou uma esposa, uma mãe, uma católica, conselheira do presidente dos Estados Unidos”. [foto acima, durante o evento].

Tais palavras estilhaçam o politicamente correto (entre nós, não entre eles). Não custa lembrar que meses atrás a revista VEJA (18-4-16), em reportagem sobre a atual primeira-dama Marcela Temer, pôs no título: “Bela, recatada e do lar”. Foi um deus nos acuda. Ironias, deboches, ataques, insultos encheram as páginas da imprensa tradicional e das redes sociais. O que respigo abaixo é apenas pequeno exemplo das centenas de milhares de manifestações. Diana Corso, psicanalista e escritora: “Acho que a pobre Marcela acabou carregando o ônus da onda de retrocesso. A existência dessa mulher nos coloca frente àquilo que temos lutado para não mais ter que ser”. Cláudia Tajes, escritora: “Não haveria nada de errado com a descrição se ela estivesse nas páginas de uma revista no início do século passado. Um mundo que só fala de empoderamento feminino e seus derivados só pode debochar ao ver uma guria de 30 anos ser retratada desse jeito. Coitada dela”. Nana Soares, jornalista: “Esta manchete parou no século 19. Estamos no século 21”. E vai por aí afora.

*       *       *

Nos Estados Unidos, comentários desse naipe são anacrônicos. Kellyanne Conway, ao destacar como características que especialmente preza seu papel de esposa e mãe e sua condição de católica, lembrando só a seguir que ocupa um dos mais poderosos cargos na Terra, tem inteira consciência que tal enumeração a faz simpática no país inteiro e a fortalece na Casa Branca.

Por quê? Existiu nos Estados Unidos, décadas a fio, um enorme setor a bem dizer invisível. Oculto, um verdadeiro país conservador, vivendo em torno da família e do trabalho. A imagem dos Estados Unidos era outra, projetada pelos holofotes de Hollywood e pela fanfarronice emproada dos setores liberals (o que lá significa ter pelo menos propensões esquerdistas e libertárias), que gostam de monopolizar microfones. Impostura gigantesca que mandava e desmandava. Até que em certa hora o país majoritário se cansou do cabresto e da asfixia. Organizou-se, buscou participação nas universidades, presença nos meios de comunicação, influência na política. Enfrentou obstáculos sem nome, mas também obteve êxitos retumbantes, um dos quais foi o período Reagan de oito anos. As refregas continuam, polarizam a nação. Em suma, movimentos conservadores fizeram com que o país invisível tomasse consciência de si, opinasse e finalmente se afirmasse como parte influente, com direito a vez, voz e voto.

*       *       *

Kellyanne Conway discursando durante a March For Life no dia 27 último

O acontecimento faz lembrar a lenda bretã da “cathédrale engloutie” (catedral submersa, engolida pelas águas), nas costas da ilha de Ys. Em certas ocasiões, os habitantes da região escutam badalar de sinos e ouvem cantos sagrados. Quando a água está muito transparente, lhe veem os contornos. A ação lúcida de lideranças responsáveis fez emergir das águas a catedral do país conservador nos Estados Unidos.

*       *       *

Temos também entre nós há um Brasil invisível, desprezado, para cuja voz poucos atentam, mas que tem consciência de que pode ditar rumos, caso aflore. É uma catedral cujos sinos bimbalham, clamando por vir à tona. O Brasil foi colocado entre os países emergentes (com Rússia, Índia, China, África do Sul, o grupo BRICS). Antes, temos emergência mais urgente para fazer. Conscientizar, empoderar (já empregando o neologismo) grandes multidões, falar, libertar setores agora sufocados. Quando o Brasil, abaixo da linha da água, hoje invisível, se afirmar na proporção correta, será completamente normal uma mulher de grande expressão, no meio de aplausos, proclamar-se ufana esposa, mãe e católica. Como acontece nos Estados Unidos.

 





:: quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Cadastro Ambiental Rural

Cadastro Ambiental Rural – hora dos fatos

No Brasil a salvação do meio ambiente, da biodiversidade e da economia está na lavoura

Evaristo de Miranda
O Estado de São Paulo, 01 Fevereiro 2017

 

A agricultura brasileira conta com um novo e poderoso instrumento de planejamento e análise: o Cadastro Ambiental Rural (CAR). Seus dados revelam o papel decisivo da agropecuária na preservação ambiental e apontam tendências, até então desconhecidas, na ocupação das terras.

Criado pela Lei 12.651/2012, o CAR é um registro eletrônico, obrigatório para imóveis rurais. Até 31 de dezembro de 2016, mais de 3,92 milhões de imóveis, ocupando um total de 399.233.861 hectares, estavam inseridos no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar).

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) integrou ao seu Sistema de Inteligência Territorial Estratégica os dados geocodificados do CAR com o perímetro dos imóveis e os mapas das áreas exploradas, consolidadas, de preservação permanente, de reserva legal, de interesse social, de utilidade pública, etc. São 18 categorias de uso e ocupação das terras, geocodificadas em cada imóvel. E para cada categoria há, em geral, mais de um polígono ou mancha demarcada. São centenas de milhões de polígonos, com bancos de dados associados, trabalhados pela equipe do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica da Embrapa.

O Censo do IBGE de 2006 registrou 5.175.636 estabelecimentos agrícolas no Brasil. O conceito de imóvel rural do CAR e o de estabelecimento agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) são bastante próximos. Até o final de 2016, um total de 2.923.689 imóveis rurais estava cadastrado no Sicar, 75,8% do esperado, tendo 2006 como base. As unidades ainda não cadastradas – 1.251.947 – estavam localizadas essencialmente no Nordeste.

No Censo de 2006 havia 3.454.060 estabelecimentos agrícolas no Nordeste, mais da metade dos agricultores do Brasil. Destes, apenas 836.169 estavam cadastrados no Sicar em 2016, algo como 34% do esperado. Como disse o ex-ministro Aldo Rebelo, no semiárido a maioria dos produtores nunca ouviu falar nem de CAR nem de internet.

No restante do Brasil, os imóveis rurais pulularam. No Norte, o número de imóveis cadastrados no CAR é 23,3% maior do que os detectados no Censo de 2006. O aumento também se verificou no Sul (14%), no Centro-Oeste (12,5%) e no Sudeste (8,1%).

O CAR não é um censo, mas é muito preciso para certas variáveis ao trabalhar com declarações expressas em mapas sobre imagens de satélite. A área dos imóveis no CAR, cerca de três quartos do total dos estabelecimentos agrícolas de 2006, já totalizou 399.233.862 hectares.A área apropriada pela agricultura teria crescido 65.553.825 hectares (19,6%) em dez anos.

O dado é paradoxal. De acordo com o IBGE, a área total da agricultura brasileira vinha declinando. Em 1985, era de 374.934.797 hectares;em 1995, 353.611.191 hectares; e em 2006, 333.680.037 hectares.Uma redução constante da área total da ordem de 12% ou a perda de 45 milhões de hectares entre 1985 e 2006. Os dados iniciais do CAR parecem negar essa tendência.

O maior aumento da área declarada com relação ao Censo de 2006 ocorreu no Norte:133,6%! No Centro-Oeste, o crescimento foi de 13,8% e no Sudeste, de 5,9%. Até o Nordeste, tão pouco cadastrado no CAR (34%), já totaliza uma área de 55.788.137 hectares,ou 73% dos 76.074.411 hectares do Censo 2006! Única exceção: a redução de 7,3% na área declarada no Sul, apesar de um número de imóveis cadastrados 14% superior ao do Censo de 2006.

A área apropriada pela agricultura em dez anos passou de 38,7% para 47% do território nacional? Seria uma inversão na tendência declinante da área da agricultura? O tamanho médio dos imóveis teria passado de 64 hectares em 2006 para 102 em 2016? Não é o que parece. Ou, ao menos, as primeiras análises da Embrapa indicam outras realidades.

No Norte, a expansão seria em parte o reflexo de políticas de regularização fundiária e da tentativa de muitos de materializar uma posse precária de terras. Isso causa uma grande sobreposição de áreas. Em todo o País, outros fenômenos se conjugam:imprecisões na delimitação dos imóveis, sobreposições, diversos erros de registro e inconsistências na base de dados. Ainda assim, merecem aplausos os organizadores do CAR e os gestores do Sicar, por obterem o resultado de um extraordinário trabalho coordenado e coletivo junto a quase 4 milhões de produtores rurais.

Área apropriada não significa área explorada. O início do tratamento dos dados do CAR pela Embrapa apresenta fatos incontornáveis sobre o papel da agricultura na preservação de ecossistemas e biodiversidade. Boa parte dessas áreas agrícolas é ocupada por florestas, água e vegetação nativa.

Em São Paulo, de longa história agrícola, áreas de preservação permanente, reserva legal, vegetação excedente, ambientes lacustres e palustres, em 302.337 imóveis rurais já cadastrados, totalizam 3.808.519 hectares, 15,3% do Estado ou 22% da área rural.

Os produtores preservam 21,3% do bioma Cerrado no Estado e 12,4% da Mata Atlântica. A área total preservada pelos agricultores é maior do que todas as unidades de conservação e terras indígenas existentes em São Paulo.

Em Mato Grosso, de agricultura mais recente, as áreas agrícolas preservam quase o dobro do existente em unidades de conservação e terras indígenas! E novas áreas serão ainda agregadas, pois restam imóveis por cadastrar.

A Embrapa divulgará novos resultados agregados do CAR para Estados, municípios e cadeias produtivas. E com análises e mapas detalhados das áreas preservadas e do custo decorrente para o produtor, sem contrapartida da sociedade. Eles revelarão, conforme dados iniciais indicam e ao contrário do que alguns desinformados afirmam,que no Brasil a salvação da biodiversidade, do meio ambiente e da economia está na lavoura.

* Doutor em Ecologia, É Chefe Geral da Embrapa Monitoramento por Satélite

 





:: terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Paz no Campo no Canal do Boi

Paz no Campo no Canal do Boi

No final do ano foi exibida a tradicional participação de fim de ano de S.A.I.R. o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, no programa Zebu para o Mundo, apresentado por Luiz Crozara e exibido Canal do Boi, tendo o programa sido gravado na Sede Social da Pró Monarquia – Casa Imperial do Brasil, em São Paulo.

Afeito desde a infância ao ar-livre, o Príncipe Imperial é Coordenador Nacional e Porta-Voz do Movimento Paz no Campo, percorrendo todo o território nacional na defesa do agronegócio, realizando conferências e travando contato com lideranças rurais de todo o País. Sua Alteza é também autor do bem sucedido livro “Psicose Ambientalista – os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma “religião” ecológica, igualitária e anticristã”, já em sua quarta edição, onde denuncia a farsa do “aquecimento global”.

Foi também mais uma oportunidade para que o Príncipe Imperial demonstrasse a inegável superioridade na postura, na intelectualidade e no preparo para servir à Nação de um Príncipe sobre a de qualquer político da República, fazendo com que a mensagem monárquica alcançasse telespectadores do programa e contribuindo para sua formação humana e intelectual.

A participação de Sua Alteza no programa pode ser assistida acessando o link:

https://www.youtube.com/watch?v=nNJE9mrAgEE


Na mesma ocasião, também foi entrevistado o jornalista e monarquista Nelson Barretto, membro do Paz no Campo “exilado” em Brasília, que tratou sobre a ingerência e desmandos de instituições republicanas impregnadas pelo marxismo cultural, e que agem justamente na promoção dos ideais do ecoterrorismo, que vai completamente contra a índole do povo brasileiro e à boa ordem colocada por Deus Nosso Senhor na Criação.

Fonte: Pro Monarquia

A participação do jornalista Nelson Barretto pode ser assistida acessando o link:

https://www.youtube.com/watch?v=k9YaGoCy7_8

A imagem pode conter: 1 pessoa, texto




:: terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Uma nova religião


Para Prêmio Nobel o “ aquecimento global é uma nova religião”

Posted: 28 Jan 2017 11:30 PM PST

Ivar Giaever, Prêmio Nobel de Física 1973.
Ivar Giaever, Prêmio Nobel de Física 1973.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Ivar Giaever, Prêmio Nobel de Física 1973 renunciou à famosa American Physical Society (APS) em 13 de setembro de 2011 como forma de condenar a posição oficial da associação em favor do 'aquecimento global'.

Giaever é professor emérito do Rensselaer Polytechnic Institute, em Troy, Nova York, e da Universidade de Oslo.

Em 2007, a APS adotou uma declaração oficial segundo a qual as atividades humanas estão mudando o clima da Terra.

“As evidências são incontestáveis: O aquecimento global está ocorrendo”, afirmava o documento repelido pelo Prêmio Nobel.

“Se não forem empreendidas ações mitigadoras provavelmente acontecerão rupturas significativas nos sistemas físicos e ecológicos da Terra, nos sistemas sociais, atingindo a segurança e a saúde humana. Precisamos reduzir as emissões de gases de efeito estufa a partir de agora”, martelava o documento.

Giaever enviou na oportunidade um e-mail para Kate Kirby, chefe da APS, explicando que “ele não pode conviver com essa declaração” quando a temperatura global continua “surpreendentemente estável”.

Na APS, explicou o cientista, pode-se discutir todos os temas científicos, menos um que é tratado como tabu intocável: “o aquecimento global deve ser tratado como evidência indiscutível?”

“A alegação de que a temperatura da Terra passou de 288,0 para 288,8 graus Kelvin em cerca de 150 anos, se for verdade significa que a temperatura tem sido surpreendentemente estável, e a saúde humana e a felicidade melhoraram indiscutivelmente neste período de 'aquecimento'”, acrescentou o Prêmio Nobel.

“Aquecimento global”, guerra ao desmatamento, etc.: dogmas de uma nova religião

Para o Prêmio Nobel, “o aquecimento global se tornou uma nova religião”

“Ouvimos muitas advertências semelhantes sobre a chuva ácida, há 30 anos e o buraco de ozônio de 10 anos atrás ou o desmatamento”, defende ele apontando profecias catastrofistas que não se verificaram.

“O aquecimento global tornou-se uma nova religião. Nós frequentemente ouvimos falar do número de cientistas que o apoiam. Mas o número não é importante:... Só importa saber se os cientistas estão corretos. E, realmente nós não sabemos no que é que consiste o efeito real da atividade humana sobre o temperatura global”, acrescentou.

Giaever é um dos cientistas mais proeminentes citados em Relatório hoje histórico da Comissão do Meio Ambiente e Obras Públicas do Senado dos EUA.

Ele figura entre os 400 “cientistas dissidentes” que denunciaram em manifesto o mito do “aquecimento global” e que hoje aumentaram para 700.

Giaever também foi um dos mais de 100 signatários da carta de 30 de março de 2009 ao presidente Barack Obama, criticando sua postura sobre o aquecimento global.

É de se desejar que o novo presidente americano Donald Trump que mostra sensibilidade para posições afastadas do utopismo 'verde' reconheça agora os méritos de cientistas como Giaever.

Ele é figura de destaque numa legião de cientistas objetivos que vêm sendo menosprezados e até punidos pelo radicalismo ambientalista instalado na administração pública americana. Fonte: Blog Verde a nova cor do comunismo




:: segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Falta ainda o tridente

Agro Brasil - Empreende, Preserva e Transforma

O Ministério da Agricultura produziu um vídeo mostrando algumas verdades sobre a nossa agricultura. O ministro Blairo Maggi tem apresentado o vídeo em suas viagens internacionais. 
O Brasil agradece à pujança do agronegocio. Ele só existe porque nos livramos em parte do socialismo, mas falta ainda desmontar o tridente: FUNAI, INCRA e IBAMA.
Assista e ajude a divulgar:





:: sábado, 28 de janeiro de 2017

Vegetação nativa preservada ocupa 61%

Vegetação nativa preservada ocupa 61% da área do Brasil, diz Embrapa

Dados foram apresentados em palestra no lançamento da colheita em MS.
Agricultura ocupa apenas 8% do território nacional e pastagens 19,7%.

Anderson ViegasDo G1 MS

Abertura da colheita da soja em Mato Grosso do Sul; área utilizada pela agricultura representa apenas 8% do território nacional (Foto: Anderson Viegas/G1 MS)Área utilizada pela agricultura representa apenas 8% do território
nacional (Foto: Anderson Viegas/G1 MS)

Estudo do Grupo de Inteligência Territorial Estratégica (Gite) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) aponta que a vegetação nativa preservada ocupa 61% de todo o território brasileiro. O número foi apresentado nesta quinta-feira (26), pelo coordenador do grupo, Evaristo Miranda, em palestra na abertura oficial da colheita da soja, promovida na fazenda Jotabasso, em Ponta PorãMato Grosso do Sul.

Miranda explicou que dos 850.280.588 hectares que compõem o território brasileiro, 11% são de áreas de vegetação nativa em propriedades rurais, como as de reserva legal (RL) e de proteção permanente (APPs); 17% são de vegetação nativa em unidades de conservação; 13% são de vegetação nativa em terras indígenas e 20% de vegetação nativa em terras devolutas, relevos, águas interiores, etc, o que totaliza os 61%.

Esses dados, conforme o coordenador do Gite, foram atualizados no fim do ano passado pela Embrapa, com base em informações da própria instituição e de outros órgãos do Poder Público e entidades da iniciativa privada, como: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ministério do Meio Ambiente, Fundação Nacional do Índio (Funai), Agência Nacional das Águas (ANA) e Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPOG).

Os outros 39% do território brasileiro, conforme o levantamento da Embrapa, estão distribuídos entre as áreas ocupadas pelas lavouras e florestas plantadas, com 8%; pastagens 19,7% e cidades, macrologística, infraestrutura, energética, mineradoras e outras, com 11,3%.

“Nestes 8% de áreas cultivadas está toda a cana-de-açúcar, toda o reflorestamento, os grãos, a citricultura, enfim, tudo o que plantamos. Essa agricultura deste tamanho, que preocupa o mundo e que faz um monte de coisa utiliza somente 8% do território brasileiro, imagina se utilizasse 20% , o que também não seria nada, comparando com outros países, imagina o tamanho que poderia ser esse setor”, ressaltou o pesquisador.

Ele comentou que quando somada a área da agricultura e da pecuária e ainda as áreas de vegetação nativa preservadas dentro dos imóveis rurais, as propriedades rurais representam um total de 38,7% do território nacional.

Coordenador do Gite da Embrapa, Evaristo Miranda (Foto: Anderson Viegas/G1 MS)Coordenador do Gite da Embrapa, Evaristo Miranda
(Foto: Anderson Viegas/G1 MS)

“Esses dados estão sendo apresentados pelo ministro Blairo Maggi [Agricultura, Pecuária e Abastecimento] nos eventos que ele vai no exterior como o 'Green Card' [referência ao cartão que garante a residência permanente de estrangeiros nos Estados Unidos] da agricultura brasileira. Quando se vai discutir sobre agricultura e preservação ambiental em outros países, questionamos como está a situação daquela nação em relação a esses aspectos. Eles têm os dados é só apresentarem para compararmos”, desafiou.

Miranda lembrou ainda que o produtor rural brasileiro trabalha com base em uma das mais rigorosas e restritivas leis ambientais do mundo e citou, como exemplo, a questão das margens de rios, que na legislação brasileira são definidas como APPs, onde é proibido o cultivo.

“Esse é um trabalho que a Embrapa fez quando ainda estava se discutindo o Código Florestal. Em El Salvador, as áreas de margens de rios são totalmente ocupadas por pequenos e grandes produtores. Na Costa Rica tudo é ocupado com culturas e banana. No México, nas margens do rio Papaloapan as áreas são totalmente cultivadas. São depósitos aluviais. O lado do rio é o melhor lugar que tem para plantar. A civilização se desenvolveu cultivando ao lado dos rios. Assim é no Chile, na Argentina, na China, no Senegal e nos países desenvolvidos também, como ao longo do rio Ródano, na França; no rio Reno, na Alemanha; o Vale do Pó, na Itália; o rio Quadalquivir, na Espanha; o Tejo, em Portugal; o Danúbio, na Áustria e o baixo Reno, na Holanda, entre outros. Já o Brasil preserva, e por lei obrigatória, se tem de preservar as margens do rio. Não estou falando contra ou defendendo a legislação brasileira, só estou mostrando como é a lei brasileira e a comparação com outros países”, ressaltou.

O coordenador do Gite destacou ainda que com o novo Código Florestal, o produtor terá de recompor muitas áreas. As estimativas, conforme ele, é que dos 8% do território brasileiro que é utilizado atualmente para a agricultura, entre 35 milhões de hectares e 95 milhões de hectares, vão ser utilizados para a recomposição de APPs e RLs.http://g1.globo.com/mato-grosso-do-sul/noticia/2017/01/vegetacao-nativa-preservada-ocupa-61-da-area-do-brasil-diz-embrapa.html

Assista apresentação completa:http://www.canalrural.com.br/videos/soja-brasil/para-embrapa-produtor-rural-tem-que-orgulhar-profissao-77734






:: segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Clima na Groenlandia


Aquecimento e esfriamento do clima são humanamente imparáveis

Posted: 22 Jan 2017 12:38 PM PST

Atividade na superfície solar
Atividade na superfície solar
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




No fim de 2016, o Met Office, instituto de meteorologia do Reino Unido, previu que 2016 desbancará 2015 como o ano mais quente desde o início dos registros, em 1880.

A previsão é de que a temperatura média global será 1,14ºC acima da observada antes da Revolução Industrial.

O jornal “O Globo” carregava a manchete dizendo: “2016 será o ano mais quente da História, diz instituto”. Entre o início dos registros, acontecido quase 140 anos atrás, e o início da História há uma diferencia de não se sabe bem quantos milhares, milhões ou bilhões de anos – os cientistas discutem isso. Por certo, um aluno que confundir esses termos em qualquer escola séria pode levar estrepitosa nota zero.

Mas isso pouco importa na hora de semear pânico com o ritornelo do “aquecimento global”.

Dois cientistas líderes no estudo do clima, os Dres. David Russell Legates, professor de Geografia na Universidade de Delaware e ex-diretor do Centro de Pesquisa Climática dessa universidade e Wei-Hock “Willie” Soon, pesquisador da Divisão de Física Solar e Estelar (SSP) do Centro para Astrofísica do Harvard-Smithsonian, prepararam um vídeo para explicar que a contestada tendência ao aquecimento global, se existe é devida a fenômenos naturais cíclicos alheios ao homem.

Mais concretamente, de ciclos no astro-rei – o Sol – que é de longe o que determina se faz calor ou frio na Terra com sua capacidade de gerar quantidades de energia, na forma de luz, calor e raios diversos, impossíveis de emular com recursos humanos.

Em consequência, dizem os dois especialistas, os fenômenos de aquecimento e arrefecimento da temperatura da Terra são “imparáveis”.

Sendo assim ao pé da letra imparáveis, o homem achar que pode mudar um fenômeno determinado pelo gigante do nosso sistema espacial é mais ridículo do que construir castelos de areia para conter as ondas do mar.

Ilulissat é a terceira maior cidade da Groenlândia, ilha gélida de proporções continentais que chegou a ser coberta de vegetação na Idade Média.
Ilulissat é a terceira maior cidade da Groenlândia, ilha gélida de proporções continentais
que chegou a ser coberta de vegetação na Idade Média.
Os autores do vídeo mostram como esses ciclos de aquecimento e esfriamento são históricos. Em face deles, o que homem pode fazer de mais inteligentes é adaptar-se.

Portanto, não é sério montar um banzé universal, assinar tratados como o Acordo de Paris e impor legislações draconianas, as quais não podem senão revelar a insignificância das forças humanas quando comparadas com o poder do Sol.

Legates e Soon mostram isso com um exemplo paradigmático: o da Groenlândia, ou Greenland, literalmente “terra verde”, hoje quase totalmente coberta pelo gelo.

Eles documentam como essa grande ilha já foi muito mais quente quando o ciclo solar de aquecimento em que vivemos estava em seu auge, e que desde o período quente medieval está em declínio, com alternâncias cíclicas.

Malandramente, o noticiário alarmista – como o gerado pelo Met Office, que citamos no início e que “O Globo” exagerou na manchete até o delírio – silencia a verdadeira dimensão científica dos ciclos solares que regem os períodos de aquecimento e esfriamento da temperatura terrestre.

Mas, se o alarmismo verde, fundamentalmente contrário à civilização, decidisse virar a casaca e pregar que o clima está esfriando pavorosamente e exigisse a adoção de qualquer teoria e/ou tratado louco, esse vídeo poderia vir a calhar perfeitamente.

O Met Office poderá anunciar que o clima de 2016 foi devastadoramente mais frio do que no tempo dos Vikings, quando a Groenlândia era verde, e manchetes delirantes como a citada poderão nos anunciar que o mundo em mais alguns séculos ficará reduzido a um cubo de gelo.

Assim funcionam os pânicos ambientalistas.

Em 2014, “The Economist” noticiou que o aquecimento na última década havia sido de 0,04°C. Mas em Paris o ex-presidente Obama anunciou que 14 dos últimos 15 anos haviam sido os mais quentes desde que há registros. Cientistas clamaram que 2014 foi o mais quente de todos esses, embora reconhecessem que só tinham 38% de chances de estarem certos.

Hoje a Groenlândia está coberta de gelo em imensa parte . A inteligência de seus habitantes consistiu em se adaptar ao atual período climático.
Hoje a Groenlândia está coberta de gelo em imensa parte .
A inteligência de seus habitantes consistiu em se adaptar ao atual período climático.
Em seguida os mesmos alarmistas clamaram que 2015 foi o mais quente, embora os dados não fossem confirmados pelos satélites. Agora o Met Office montou mais uma treta no jogo das comparações para 2016.

Ligado a esse terror do aquecimento global, espalha-se que os oceanos estão subindo. Contudo, o site The Daily Wire noticiou que nos últimos 50 anos o nível dos mares registrou um crescimento de menos de um milímetro, algo normal e até irrelevante estatisticamente.

O vídeo abaixo também fornece provas, depoimentos de cientistas e outros argumentos no sentido de que o CO2 não modifica em nada a temperatura da Terra. A verdade científica é que quando a Terra esquenta por efeito sol, aumenta o CO2 apenas como uma das muitas consequências da atividade solar.

O Dr. Niv Shariv, da Hebrew University, conclui: “Ainda que reduzíssemos a emissão de CO2 pela metade, o efeito sobre a temperatura global será insignificante”.

Se os EUA conseguissem reduzir suas emissões de CO2 num 80% por volta de 2050, como chegaram a prometer o então governador da Califórnia, Jerry Brown, o então presidente Barack Obama e a ex-candidata presidencial Hillary Clinton, entre outras consequências, verificar-se-ia o seguinte:

— A Califórnia teria seu nível de vida rebaixado ao atual da Coreia do Norte, segundo cálculo de Robert Bryce, do Manhattan Institute. Ou seja, um PIB per capita de U$1.800 anuais;

— Os EUA ficariam mais pobres que o México.

Esses e outros dados econômicos apontam que as esquerdas estão usando o bicho papão do aquecimento global para promover uma agenda denominada por seus ideólogos de “decrescimento”.

Seria possível tal irracionalidade? Pode ser possível não por razões da natureza, mas por obra de uma ideologia sectária de esquerda. O “socialismo do século XXI” na Venezuela prova que essa loucura é visada nos laboratórios das esquerdas comuno-progressistas.

Em um país com as maiores reservas de petróleo do mundo faltam neste momento os alimentos e remédios básicos, a metade de sua população perdeu peso pela fome e foge por terra e mar para os países vizinhos.

Se o mundo todo for jogado nessa situação para evitar o “aquecimento global” exagerado até o paroxismo, não teremos país vizinho para onde fugir.



Os imparáveis ciclos solares – O exemplo concreto da Groenlândia







:: domingo, 15 de janeiro de 2017

Fidel ‘paredón’ Castro

Fidel ‘paredón’ Castro

Para os historiadores que virão, a figura do tirano insular será a de líder cruel e sanguinário

 

*Ives Gandra da Silva Martins

Passada a emoção da morte do mais sanguinário ditador das Américas, que provocou as mais varia das manifestações de tristeza dos decadentes movimentos da esquerda mundial, mister se faz uma análise fria sobre os anos de chumbo em que vivia e vive o povo cubano, os quais se vêm prolongando desde fins da década de 1950, quando Fidel Castro assumiu o poder na infeliz ilha caribenha.

O primeiro ponto a destacar é a falta de respeito aos direitos humanos. Brutalmente, foram fuzilados, ao estilo da era do Terror da Revolução Francesa, sem julgamento nem direito de defesa, milhares de cubanos, nos famosos paredóns. De 1792 a 1794, quando Robespierre assumiu o controle do governo francês, dezenas de milhares de pessoas foram guilhotinadas, condenadas por tribunais populares. Fidel substituiu as guilhotinas pelos paredóns e fuzilamentos em massa.

Naquela época, nos meus primeiros anos de advocacia, em que era ainda popular tomar a bebida denominada Cuba Libre, era hábito pedir nos bares “Cuba sem Fidel”, pois a ditadura lá se instalou desde os primeiros momentos.

Igor Gielow, comparando diversos arquivos de várias instituições e adotando o considerado mais conservador, apresenta 7.326 mortos ou desaparecidos nas prisões cubanas (quase 6 mil fuzilados em paredóns), não se incluindo nesse número os afogados nas tentativas de fuga da ilha, ou seja, 65 mortos por grupos de 100 mil habitantes. Pelos mesmos critérios, o Chile assassinou, sob Pinochet, 23,2 para cada 100 mil habitantes; o Paraguai, sob Stroessner,  10,4; o Uruguai, 7,6; a Argentina, 30,9, no regime militar; a Bolívia, 6,2; e o Brasil, 0,3. É de lembrar que no período militar brasileiro foram mencionados pela Comissão da Verdade 434 mortos ou desaparecidos, negando-se aquela comissão a apurar as 129 mortes provocadas pelos guerrilheiros, algumas em atentados terroristas em logradouros públicos. Por isso foi alcunhada de “Comissão da Meia Verdade”. É certo que, sob o domínio de Raúl Castro, a letalidade do governo cubano caiu, havendo registro de 264 vítimas de 2006 para cá (Folha de S.Paulo, 1.º/12/216).

O segundo aspecto a ser estudado é o da liberdade. Em artigo que publiquei, O neoescravagismo cubano (Folha, 17/2/2014), observei que, após ler o contrato dos médicos cubanos com o governo brasileiro, nele encontrei cláusulas de proibição de receberem no Brasil qualquer visita, mesmo de parentes, sem que houvesse antes autorização de autoridades cubanas. Eles também ficavam com apenas um quarto do salário e transferiam para o governo fidelista três quartos. Mantinha a ditadura, por garantia, seus familiares em Cuba, como reféns, para que voltassem à ilha, eliminando assim o eventual desejo de pedirem asilo às autoridades brasileiras. Talvez nenhum símbolo seja tão atentatório à dignidade da pessoa humana como os termos desse contrato, aceito pelo governo da presidente Dilma Rousseff sem discussão. Não sem razão, o ex-presidente Lula disse ter perdido, com a morte de Fidel, “um irmão mais velho”; José Dirceu declarou, no passado, “ser mais cubano que brasileiro”; e Marco Aurélio Garcia chegou a afirmar que havia “mais democracia em Cuba que nos Estados Unidos”, num de seus costumeiros arroubos.

Quanto à economia, conseguiram os Castros levar sua população à miséria, com salários inferiores à Bolsa Família para a esmagadora maioria dela, independentemente da qualificação profissional. No momento em que ruiu o império soviético e a ilha deixou de ser mantida economicamente pela Rússia, assim como quando desmoronou a equivocada economia Venezuelana, com a perda de apoio do regime chavista – talvez Hugo Chávez ainda estivesse vivo se tivesse ido se tratar em hospitais americanos, e não cubanos –, a economia do país, sem tecnologia, indústria de ponta e investimentos de expressão, viu-se e vê-se sem horizontes, implorando aos americanos apoio para sobreviver, num mundo cada vez mais competitivo.

Politicamente, em lugar de adotarem o modelo chinês, de uma esquerda política e uma direita econômica, o que permitiu à China pular de uma economia com PIB inferior ao do Brasil no início dos anos 1990 para a segunda economia do mundo 20 e poucos anos depois, continuaram, num estilo menos estridente que o do tiranete Nicolás Maduro, a defender o fracasso comprovado, em todos os espaços geográficos e períodos históricos, das teses marxistas, com o que o futuro da ilha está dependendo ou da abertura democrática ou do auxílio externo, pouco provável no mundo em que vivemos.

Fidel Castro instalou a mais longeva ditadura das Américas, só possível por ser pequena a população de seu país e rígido o controle das pessoas, sem liberdade para pensar algo diferente do que pensam as classes dominantes. E os saudosistas brasileiros de uma esquerda mergulhada no maior escândalo de corrupção da História do mundo lamentaram a perda do ditador, cujo irmão, no poder, vê seu mais forte aliado,o incompetente Maduro, verdadeiro exterminador do futuro imediato da Venezuela, mantendo-se à frente de seu governo graças às decisões de um Poder Judiciário escolhido por um Parlamento derrotado, às vésperas de ser substituído, e que se tornou capacho do Executivo.

Friamente examinando o período de domínio do tirano insular, há de se convir que sua figura, para os historiadores que virão, será a de líder cruel e sanguinário, cujo carisma oratório empolgou, todavia, toda uma geração de jovens, a qual acreditou que a melhor forma de combater as injustiças sociais não seria criar empregos e progresso, mas apropriar-se dos bens alheios, mesmo à custa da violência e da destruição dos valores democráticos. Felizmente, essa ilusão começa a ser desfeita, em todos os continentes, pois as ideologias, corruptelas das ideias, não produzem desenvolvimento, mas apenas decepção e sofrimento.

*Professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo e Unifmu, do CIEE/O Estado de S. Paulo, da Eceme, da ESG e da Escola da Magistratura do Tribunal Regional Federal - 1ª região

OESP, 06 Janeiro 2017.

 





:: quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Frente Parlamentar da Agropecuária repudia

Frente Parlamentar da Agropecuária repudia crítica ao agro feita por escola de samba

 

Em artigo publicado no site da Frente Parlamentar da Agropecuária, o presidente da entidade, deputado Marcos Montes (PSD-MG), afirmou que a FPA se soma às associações representativas do agronegócio no repúdio a alguns aspectos do tema escolhido pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense para o Carnaval de 2017 do Rio de Janeiro. Em meio a uma homenagem ao Parque Nacional do Xingu, que é um tema legítimo, a escola de samba resvala em criticas aos produtores rurais, por supostos abusos ocorridos na aplicação de defensivos agrícolas.

“A Imperatriz Leopoldinense vai na contramão da história, uma vez que, depois de muitos anos, finalmente o cidadão dos grandes centros começa a ter as informações mais claras acerca da produção rural, que é rigorosamente fiscalizada dentro e fora do país. Para começo de conversa, se o uso de agrotóxicos nas lavouras fosse indiscriminado, como dizem, o Brasil não seria o grande exportador que é, pois os países importadores não aceitariam nossos produtos”, salientou Marcos Montes.

Ouça a matéria:


Além disso, lembra o presidente da FPA, ninguém é louco para rasgar dinheiro.“Os produtos utilizados para proteger nossas lavouras custam caro. Ninguém cometeria a insensatez de aplicá-los sem critérios. Mais do que isso, o uso dos produtos segue normas estabelecidas em conjunto pelos ministérios da Agricultura, da Saúde, do Meio Ambiente e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).”

Marcos Montes lamenta que a escola de samba tenha caído em um lugar comum já ultrapassado, que é o de criticar aqueles que diariamente produzem alimentos para o Brasil e o Mundo, geram empregos e impedem que a recessão seja ainda mais profunda. “Lamento que o Brasil ainda viva esse tipo de situação. Sabemos que o Carnaval do Rio custa muito caro. Daí, é de se questionar quem e quais os motivos de alguém estar patrocinando uma escola de samba para que ela critique a agropecuária brasileira”, concluiu.

Com informações de imagem da Frente Parlamentar da Agropecuária

Entidades do setor produtivo também repudiam o enredo da Leopoldinense, confira: Imperatriz Leopoldinense une o agro contra o preconceito. Será que o gigante acordou?

 http://www.codigoflorestal.com/2017/01/frente-parlamentar-da-agropecuaria.html#more





:: sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

A falência do sistema carcerário no Brasil

A falência do sistema carcerário no Brasil

             Em brilhante entrevista dada à revista Catolicismo, em abril de 2001, o então Comandante da Academia de Policia da Policia Militar do Estado de São Paulo, Cel. PMESP Jairo Paes de Lira, expõs de maneira lúcida, as principais causas da grave crise do sistema carcerário brasileiro e indicava as medidas para sanar as distorções existentes. Leiam a reportagem:

O público brasileiro já está infelizmente se habituando a um dos importantes fatores do processo de caos que vai se assenhoreando do País: a rápida deterioração do nosso sistema carcerário. Hábito esse perigoso, pois importa numa anestesia da opinião pública.

         Quase diariamente a mídia publica matéria sobre rebeliões em presídios, sentenciados que são mortos por seus próprios companheiros, funcionários e familiares de detentos transformados em reféns, resgates e fugas audaciosas e espetaculares praticadas por criminosos etc., etc. E também a atitude quase sempre leniente e concessiva das autoridades em face de organizações de criminosos, cada vez mais fortes e arrogantes.

         A rebelião simultânea, ocorrida em estabelecimentos penais do Estado de São Paulo no dia 18 de fevereiro último, constituiu um marco importante nessa sinistra escalada. E serviu também de ocasião para solicitarmos a nosso entrevistado – que em agosto de 1999 já havia concedido a Catolicismo substanciosa entrevista sobre o projeto de lei de desarmamento do Governo Federal – uma palavra esclarecedora sobre o candente tema.

         O extenso e qualificado curriculum vitae do atual Comandante da Academia de Polícia Militar de São Paulo, brilhante oficial, credencia-o a abordar com segurança e experiência o assunto. Além dos cursos e simpósios de especialização em temas relacionados com a defesa da ordem pública, de que participou tanto no Brasil quanto no Exterior, o Cel. Paes de Lira exerceu importante papel de comando na operação militar que controlou a grande rebelião do Presídio de Sorocaba, ocorrida em 31 de dezembro de 1997 e 1º de janeiro de 1998.

         Assim sendo, nosso entrevistado não é somente um abalizado conhecedor teórico da temática em questão: ele comprovou na ordem dos fatos a doutrina que expõe.

Catolicismo – Qual é a gênese da rebelião simultânea em estabelecimentos penais do Estado de São Paulo, desencadeada em 18 de fevereiro de 2001?

Cel. Paes de Lira – Não tenho dúvida de que o levante generalizado, que afetou simultaneamente a Casa de Detenção do Carandiru, 24 penitenciárias, duas cadeias públicas e ainda dois xadrezes de delegacias de polícia, ocorreu porque a política penitenciária praticada neste Estado, assim como em outras unidades federativas, nos últimos anos, por sua leniência, aos poucos ofereceu condição favorável à instalação e ao crescimento de facções criminosas relativamente organizadas dentro dos presídios, com ramificações, simpatizantes e braços armados fora deles.

O Congresso Nacional infelizmente tem aprovado, atendendo à pressão da área de direitos humanos do Governo Federal e das notórias organizações não-governamentais que atuam no País, leis que cada vez mais afrouxam o Código Penal, mas principalmente a Lei de Execuções Penais. Por corolário, uma enxurrada de privilégios foi pouco a pouco incorporada ao rol de direitos mínimos que todo recluso tem de ter, a ponto de banir do sistema penitenciário todo resquício de exercício da autoridade pública, subvertida também pelo alto grau de corrupção entranhado no sistema. O excesso de direitos – como o de ócio, o das eufemisticamente chamadas visitas íntimas, o de receber alimentos para estocagem nas celas, o de não usar o indispensável uniforme distintivo dos reclusos,  e outros – eliminou a disciplina presidiária. O sentido retributivo (*) da pena foi completamente abolido, por considerar-se “contrário aos direitos humanos dos internos” e à evolução histórica do Direito Penal.

A par disso, quando a organização interna das facções criminosas começou a prosperar, a Administração Penitenciária, por ocasião das rebeliões que se foram tornando freqüentes, adotou a equívoca conduta de negociar quase a qualquer preço, firmando posição apenas no tocante a não transigir com fugas impostas mediante tomada de reféns. Os líderes dessas facções embrionárias logo se aperceberam da tática correta a adotar, em vista da disposição permanente em negociar: a obtenção de transferências planejadas, a fim de disseminar lideranças por todas as unidades do sistema prisional paulista. De fato, foram muito bem sucedidos nesse propósito, o que fica demonstrado pela notável articulação do movimento maciço a que se refere a pergunta.

Por outro lado, desde a grande rebelião do Presídio de Sorocaba, controlada a duras penas em uma operação policial militar comandada pelo Cel. Rui Cesar Melo, atual Comandante-Geral da Polícia Militar, por mim secundado, em 31 de dezembro de 1997 e 1° de janeiro de 1998, ficou claro, além de toda dúvida razoável, que os detentos decidiram-se a romper uma barreira psicológica crucial, até então verdadeiro tabu: a tomada, se bem que aparente, de reféns entre os seus próprios familiares, aproveitando-se das facilidades proporcionadas pela frouxidão do sistema, em dias de visitação. Esse fato, que constou com todas as letras em relatório encaminhado ao Governo pela Polícia Militar, deveria haver servido de alerta para a radical mudança de posição quanto ao suposto direito de “visita íntima”, de visita de crianças em convívio estreito nos pátios e celas, e de recepção de pacotes vindos do ambiente exterior, com pouco ou nenhum controle. Nada aconteceu e a política penitenciária permaneceu a mesma, em todos os seus itens negativos e perigosos. O que se viu em fevereiro último foi uma “Sorocaba multiplicada por cinqüenta”, em termos de gravidade e de número de reféns-adesistas.

A Lei de Execuções Penais é, por si só, fraca, mas os efeitos da sua prática agravam-se, quando a política concretamente aplicada vai além do próprio texto da lei.

No aspecto dos direitos humanos, cuida-se muito daqueles relativos aos internos, mas esquecem-se os das crianças e adolescentes, filhos deles, submetidos por seus pais e mães, nos dias de visita, à inominável violência de levá-los ao convívio brutal com facínoras dos mais perigosos, no ambiente degradante dos pátios e celas de cadeias. Crianças, desde tenra idade, expostas à visão de bacanais,  de espancamentos e ameaças de morte, de tráfico e consumo de entorpecentes, da exibição do prestígio armado das facções criminosas que mandam nas prisões. Mocinhas de 12, 13 anos, utilizadas pelos próprios pais, nesses dias de visitação que ombreiam com os festivais de Sodoma e Gomorra, como moeda de troca por entorpecentes, cigarros ou telefones celulares. Ou então, para aplacar a sanha de presos mais fortes, que exigem abusar dessas infelizes meninas, das mulheres e irmãs dos mais fracos, sob explícita ameaça de ajuste de contas, caso seja recusada sua maligna demanda. Tudo isso, inacreditavelmente, com o patrocínio do Estado.

Catolicismo – O Governo, a Polícia, dispunham de informações?

Cel Paes de Lira – Sim, havia dados suficientes para demonstrar o crescimento da capacidade de organização das facções criminosas atuantes no sistema prisional. Tais elementos encontravam-se, em especial, em relatórios insistentemente encaminhados pelo juiz aposentado Renato Laércio Talli, durante algum tempo Corregedor da Administração Penitenciária, aos seus superiores.

Catolicismo – O PCC é real? Quais as suas origens?

Cel Paes de Lira – Sim, o autodenominado Primeiro Comando da Capital (PCC) tem existência real, como facção criminosa relativamente organizada. Os estudos do Dr. Talli indicam que ele começou a estruturar-se em 1993, na penitenciária de segurança máxima de Taubaté, em que cumpriam pena os seus fundadores, mas ganhou contornos de organização quando eles foram transferidos para o complexo penal do Carandiru, na capital. O grupo escreveu um “estatuto” e lançou um manifesto lavrado de modo pseudopolítico, sob o lema “Paz, Justiça e Liberdade”. O estatuto impunha aos seus membros rígido comportamento de lealdade, sob pena de morte, e estabelecia bases de ação para a obtenção de privilégios, por meio da pressão permanente contra a Administração Penitenciária. A primeira grande rebelião comandada pela liderança original do PCC foi exatamente a do presídio de Sorocaba, já referida neste texto. Foi o primeiro teste quanto à utilização da massa de visitantes como supostos reféns, a fim de inibir a ação da Força Policial.

Catolicismo – Qual o controle interno que o PCC exerce sobre seus membros? Existe algum processo de iniciação secreta para a admissão deles?

Cel. Paes de Lira – Sempre segundo a investigação do juiz Talli, os membros são admitidos com base no histórico criminal, rejeitando-se aqueles que hajam praticado roubo, extorsão e violência sexual no interior da prisão (frise-se bem, no interior do sistema, não fora da cadeia). Passam por um rito iniciático denominado nada menos do que “batismo”, durante o qual juram lealdade e fidelidade aos princípios do “estatuto” e às lideranças, aceitando sentença de morte, especialmente no caso de deixar de contribuir com os “irmãos”, quando fora da prisão.

Catolicismo – Num manifesto do PCC havia alusão a Che Guevara. Há dados que falem em vinculação do PCC a partidos ou movimentos de esquerda?

Cel. Paes de Lira – Não consta do referido levantamento elemento algum em favor dessa hipótese. Além disso, em minha experiência recente de três anos e meio no trato com rebeliões em estabelecimentos prisionais, em todo o Estado, nunca localizei um só documento que fosse nesse sentido. É bem verdade que o manifesto do PCC utiliza-se de bordões como “liberdade, justiça e paz”“abaixo a opressão”, e define-se como “o braço armado contra o terror dos poderosos, opressores e tiranos”. Mas eles são disparados, sempre, contra a Administração Penitenciária, não contra o regime ou o governo em geral. Minha opinião é que a imagem de Guevara está sendo utilizada mais para conferir à facção contornos, por assim dizer românticos, de um partido ou sindicato que supostamente lute contra um sistema de poder brutal. Trata-se de uma forma de tentar atrair simpatias de certas parcelas da juventude, que têm na lembrança difusa do guerrilheiro comunista um referencial equívoco de luta pela liberdade.

Por outro lado, não tenho dúvida de que o PCC, para organizar-se, bebeu na mesma fonte do chamado Comando Vermelho (CV), facção criminosa atuante no Rio de Janeiro. Portanto, aprendeu na cartilha dos guerrilheiros comunistas das passadas décadas de 60 e 70, que transferiram aos criminosos comuns a sua doutrina de organização e as suas táticas urbanas de roubo a bancos e carros-fortes. Insuspeito autor, Gorender, fundador do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), confirma, na sua obra de suposta autocrítica, Combate nas Trevas, o modo pelo qual os criminosos comuns herdaram, entre os muros do antigo presídio Tiradentes, as técnicas de organização reivindicatória e as táticas de “expropriação”, dos participantes sobreviventes da aventura militarista da esquerda armada.  

Catolicismo – Qual é o papel da corrupção no que toca a essa crise?

Cel. Paes de Lira – A corrupção no sistema prisional torna possível às facções criminosas obter, para emprego nas rebeliões, armas, material de resistência (barricadas, combustível e suprimento alimentar) e, principalmente, equipamento de telecomunicação. Esse último item foi fundamental para o sucesso do desencadeamento simultâneo da rebelião generalizada de fevereiro, bem como para a coordenação dela, a partir das lideranças espalhadas pelos diversos presídios. O telefone celular entra nas prisões por mãos de familiares dos presos e de advogados corruptos, assalariados em base até semanal do crime organizado: isso só pode ser obtido mediante omissão de fiscalização, a peso de ouro. Às vezes – o que resta também demonstrado nos relatórios do juiz Talli – é o próprio agente penitenciário corrupto o introdutor, a preço maior, certamente, por ser maior o risco a correr o mau funcionário.

Catolicismo – Que linhas, pela sua experiência, podem ser adotadas para solucionar a crise?

Cel. Paes de Lira – A crise no sistema penitenciário deve-se considerar estrutural. Exige-se, portanto, e creio que a sociedade paulista finalmente deixou bem clara essa demanda, uma reforma profunda na própria política para o setor. Emergencialmente, devem-se adotar certas medidas comuns em qualquer país civilizado, ao menos para  retomar o princípio da autoridade e a disciplina prisional:

·   Fiscalização eletrônica, e supervisionada, de pessoas e pacotes, em caráter permanente, para acabar com o ingresso de armas, drogas e celulares;

·   Proibição de visitas de crianças, exceto sem contato algum com os presos;

·   Proibição de “visitas íntimas”;

·   Limitação de visitas, em quantidade de pessoas, em tempo de duração e em periodicidade;

·   Monitoração visual e sonora das visitas, respeitando-se no entanto o sigilo da entrevista com advogado regularmente constituído;

·   Proibição de recepção de alimentos para estocagem nas celas;

·   Uso obrigatório de uniforme prisional;

·   Requalificação profissional dos agentes penitenciários;

·   Extinção das poucas masmorras ainda existentes no sistema;

·   Obrigatoriedade, para os internos, de trabalho para custeio do sistema;

·   Concentração dos líderes identificados em um único estabelecimento de segurança máxima, a fim de conter o processo de disseminação de liderança.

A reformulação que se impõe exige, é claro, mudanças legislativas. Mas o Congresso Nacional está em condições de votá-las rapidamente, atendendo aos reclamos da população, que não mais pode ser submetida à ameaça representada pelo exercício da arrogância de facções criminosas, dentro ou fora dos estabelecimentos prisionais deste Estado.

 (*) Sentido retributivo da pena: abrange o aspecto punitivo, conseqüência do crime. (Punitur quia peccatum est).





:: quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

O movimento ambientalista brasileiro é uma fraude

O movimento ambientalista brasileiro é uma fraude

Leio no Canal Rural, o braço de comunicação e marketing do Grupo JBS, que o Brasil não produz hoje nem a metade da borracha natural que consome. Consumimos 412 mil toneladas e produzimos apenas 193 mil toneladas. Menos de 1% da produção nacional vem do extrativismo de seringais nativos. O movimento ambientalista brasileiro é uma fraude. Nos anos 80 os ecólatras fizeram o mundo acreditar que o extrativismo era o futuro da Amazônia. Era mentira.


O ambientalismo brasileiro é uma fraude. Diante da incapacidade de alcançar o desenvolvimento sustentável em todas as duas dimensões, os ecólatras esquecem a dimensão social e econômica. Seu foco é a proteção ambiental. Escudados pelos simbolismo do termo sustentabilidade, os canalhas violentam as pessoas.

Veja a matéria do Canal Rural, o braço de comunicação e marketing do Grupo JBS: Setor de borracha no Brasil busca autossuficiência da produção publicada em 25 de Dezembro de 2016.

Aliás, quem conhece o trabalho do Professor Alfredo Homma, da Embrapa Amazônia Oriental, sabe muito bem que os ambientalistas mentem quando oferecem o extrativismo como alternativa sustentável.

Imagem: Composição do fotor.com com fotos de Valter Campanato e Marcelo Camargo, da Agência Brasil, e Arison Jardim, da Secom Acre.

Veja você mesmo:

HOMMA, A. K. O.. Extrativismo vegetal na Amazônia: limites e oportunidades.. Brasília: EMBRAPA-SPI, 1993. v. 1. 202p.

HOMMA, A. K. O.. Extrativismo vegetal na Amazônia: história, ecologia, economia e domesticação. 1. ed. Brasília, DF: Embrapa, 2014. v. 1. 468.
 

Fonte: http://www.codigoflorestal.com/2017/01/o-movimento-ambientalista-brasileiro-e.html#more





:: terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A reforma da reforma agrária2

A reforma da reforma agrária

Urge uma integração agrícola moderna para os assentamentos e pequenos produtores

Gustavo Diniz Junqueira*

A histórica política de distribuição de lotes rurais no Brasil não conseguiu reduzir a pobreza. Olhando para a frente e deixando as ideologias para trás, políticas pragmáticas devem incentivar a integração de assentados, agricultores familiares e agronegócio moderno num só programa: o desenvolvimento.

Toda vez que um ciclo de poder se encerra, há que tirar os ensinamentos antes de se iniciar o seguinte. O último, que teve início no País na redemocratização de 1988,incluía entre seus mitos a crença de que uma reforma agrária era necessária para reduzir a pobreza no campo. Ao longo dos anos, por comprovado fracasso, essa bandeira foi sendo gradualmente abandonada e hoje só sobrevive no fisiologismo dos interessados na distribuição de cargos e recursos federais. Sendo o agro um setor estratégico para o Brasil, devemos ter a coragem, a humildade e a iniciativa de rever dogmas, construir alianças e propor novas políticas relacionadas ao uso da terra, que evitem os erros conhecidos e construam um futuro no qual assentados, pequenos, médios e grandes produtores, assim como indústria e serviços, sejam integrados num único agronegócio.

O Brasil tem o maior programa de reforma agrária do mundo, com 88 milhões de hectares já distribuídos em assentamentos rurais, mas não existem dados oficiais sobre a produção agropecuária, o número de pessoas afetadas e cálculos sobre a riqueza produzida nessas áreas. Em geral, os assentados vivem em estado de miséria e degradação.

A vida de um assentado rural produtivo exige dedicação diária ao trabalho e, por ser autônomo, a abdicação de vários benefícios trabalhistas que trabalhadores tanto rurais como urbanos desfrutam. Com total ausência do Estado, desconectados do modelo econômico do agro e sem alcançar uma escala mínima de produção, esses assentados se veem incapazes de gerar renda efetiva e acabam abandonando ou vendendo de forma irregular os lotes recebidos.

Além de não resolver a questão a que se propunha, a entrega de lotes pelo governo trouxe outros problemas. O programa tornou-se uma ferramenta para negociatas com recursos públicos. Muitos dos terrenos foram redistribuídos para políticos,funcionários públicos e apadrinhados. No início de 2016, a Controladoria-Geralda União (CGU) analisou o cadastro dos assentados – cerca de 1 milhão de famílias. Ao cruzar os dados com os da Receita Federal e os da Previdência Social, a CGU descobriu indícios de fraude em cerca de 76 mil lotes concedidos nos últimos 20 anos. Em abril, o Tribunal de Contas da União encontrou ainda mais fraudes e determinou a imediata paralisação do programa de reforma agrária até que as irregularidades possam ser investigadas.

Enquanto tudo isso acontecia, o que comprovadamente melhorou a vida dos brasileiros foi o inovador modelo da agricultura tropical brasileira. Na maioria dos municípios que têm presença relevante da atividade agropecuária se verificam índices de desenvolvimento humano (IDHs) superiores aos das cidades que não têm essa atividade, nas mesmas regiões. Cidades como Primavera do Leste e Sinop, em Mato Grosso, são frequentemente citadas como duas das que apresentam melhor IDH no Brasil. De acordo com um estudo conduzido pela consultoria Kleffmann e publicado em 2014, o IDH dos municípios agrícolas cresceu 69% de 1970 a 2010, em comparação com os não agrícolas, onde o aumento foi de apenas 57%.

A agropecuária expandiu a produção de alimentos em mais de 300% nos últimos 40 anos, dobrou sua ocupação do território com atividade produtiva, atingindo 60 milhões de hectares de área agricultáveis, e transformou um país tropical, historicamente importador de alimentos, numa potência agroexportadora. Esse setor tem sido nas últimas décadas, também, um dos principais motores de inovação e desenvolvimento no País.

A inovação,conciliada à baixa interferência do governo, levou a uma grande transformação da atividade agropecuária nestes últimos decênios, fazendo a terra deixar de ser o fator determinante de sucesso no agro e a gestão tomar o seu lugar. Com a intensiva adoção de tecnologia e gestão, terras que antes eram inviáveis se tornaram propícias para a atividade agropecuária. Dessa forma, o custo de produção, a escala e a logística passaram a ser os principais fatores de competitividade. Todavia a tecnologia necessita de investimento, a escala precisa de capital e o capital demanda gestão eficiente.

Num cenário assim, a continuidade do programa de reforma agrária com base unicamente na distribuição de terras, desconhecendo a dinâmica econômica e social da atividade agropecuária, é uma clara opção pela pobreza, e não pelos pobres.

Se o objetivo é reduzir a desigualdade ainda presente no campo brasileiro, é imperativo reformar o programa de reforma agrária como conceito e política. A solução passa por transformar o atual programa numa ação de integração agrícola e econômica dos assentamentos ao moderno sistema de produção e comercialização agropecuário. O foco deve ser na evolução social, política e de gestão dessas áreas e pessoas por meio de uma parceria público-privada entre os assentados, os governos estaduais e municipais, as cooperativas agrícolas e de crédito e o setor produtivo privado. O sucesso na atividade agropecuária exige aptidões específicas. Portanto, a integração agrícola dos assentamentos deve incluir um robusto programa de qualificação com base em desempenho individual e a transferência de tecnologia de produção, comercialização e gestão por parte do setor produtivo.

A questão, portanto, é muito mais ampla do que a simples distribuição de terras. Essa política já vem sendo empregada no nosso país desde 1940 e não alcançou seu principal objetivo, que é a redução da pobreza. O que o Brasil precisa é de uma integração agrícola moderna para os assentamentos e pequenos produtores.

* Gustavo Diniz Junqueira é Presidente da Sociedade Rural Brasileira

OESP, 03 Janeiro 2017

 





:: sábado, 31 de dezembro de 2016

Reforma da Reforma Agrária

      Reforma da Reforma Agrária

 

Destaque: A medida provisória vai no caminho certo, ao tirar a reforma agrária da órbita de grupelhos e partidos que usam o problema da terra como arma eleitoral. Mas isso não basta. É preciso ter coragem de assumir o fracasso da reforma agrária. O que falta é dar reais condições – jurídicas, técnicas e econômicas – para que os já assentados participem dos avanços do agronegócio, superem a pobreza e possam colaborar ativamente para o crescimento do País.

Segue editorial de O Estado de São Paulo - 31 Dezembro 2016.

Reforma agrária sem'agentes'

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) condenou a medida provisória (MP) por meio da qual o governo de Michel Temer mudará a política de reforma agrária e de regularização fundiária.Só isso basta para concluir que se trata de uma boa iniciativa.

 Na sexta-feira passada, o governo publicou a Medida Provisória 759/2016, que trata da regulamentação fundiária rural e urbana. Em linhas gerais, no que diz respeito à questão rural, o texto se presta a desburocratizar o processo de regularização das terras em assentamentos e também a facilitar as desapropriações para realizar a reforma agrária.

Segundo o governo, a meta é entregar até o final de 2018 cerca de 280 mil títulos de domínio para assentados, além de acelerar a venda de terras da União para os beneficiários do Programa Nacional de Reforma Agrária. A prioridade, segundo informou o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), será dada aos 9.332 assentamentos já existentes, nos quais está cerca de 1 milhão de famílias.

Nas contas oficiais, esses 280 mil títulos representam 12 vezes mais do que o total emitido nos 13 anos de governo dos petistas Lula da Silva e Dilma Rousseff, que fizeram da reforma agrária uma de suas principais bandeiras políticas e eleitorais. Além disso, segundo o Incra, a MP garante aos proprietários de terras desapropriadas rapidez no ressarcimento, o que pode reduzir as costumeiras disputas judiciais nessa área.

Os assentados só terão direito ao título definitivo de posse se pagarem pela terra. O pagamento poderá ser feito em até dez anos, com desconto de 20% para áreas maiores e de 60% para áreas menores. Se mais tarde o titular quiser vender aterra, terá de esperar dez anos para realizar o negócio.

A MP procura também resolver uma distorção que havia levado o Tribunal de Contas da União (TCU) a suspender o processo de titulação de lotes. O TCU entendeu como irregular a distribuição de terras para funcionários públicos. Agora, os servidores estão expressamente proibidos de receber os títulos. No entanto, a medida permite que o beneficiário preste concurso público depois de ganhar a titulação.

Mas o aspecto mais significativo da MP, que ajuda a dissipar os ares ideológicos da reforma agrária, são os novos critérios de seleção dos beneficiários do programa,exatamente o ponto que mais irritou o MST. A partir de agora, cabe apenas aos municípios – com base em “parâmetros mais objetivos”, como enfatizou o Incra –organizar a distribuição de terras, dispensando a intermediação dos movimentos de sem-terra. O assentado não precisa mais estar acampado para se candidatar a um lote, ou seja, não tem de estar mais vinculado ao MST e congêneres, situação que havia transformado esses grupos sem personalidade jurídica em agentes oficiais da reforma agrária.

A única tarefa dos movimentos como o MST, como se sabe, era servir de apoio ao governo petista, usando os assentados como massa de manobra. Foi assim que o MST transformou a reforma agrária em próspero negócio imobiliário, garantindo o financiamento de invasões e dos protestos violentos Brasil afora. A medida provisória assinada por Temer acaba com essa boquinha, razão pela qual o MST protestou, dizendo que o objetivo do governo é prejudicar o movimento e “jogar o poder da seleção” dos beneficiários “para o coronel local”, além de“facilitar a venda (de terras) para os grandes proprietários nacionais e estrangeiros”.

A medida provisória vai no caminho certo, ao tirar a reforma agrária da órbita de grupelhos e partidos que usam o problema da terra como arma eleitoral. Mas isso não basta. É preciso ter coragem de assumir que, hoje, não há mais por que falar em ampliação da reforma agrária, uma vez que há cada vez menos gente interessada em trabalhar no campo. O que falta é dar reais condições –jurídicas, técnicas e econômicas – para que os já assentados participem dos avanços do agronegócio, superem a pobreza e possam colaborar ativamente para o crescimento do País.





:: sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Pecuária e defensivos são vítimas de ataques e desinformação,

Pecuária e defensivos são vítimas de ataques e desinformação,

 por Marcos Sawaya Jank

Avanços notáveis têm acontecido no tema da sustentabilidade da agricultura brasileira, seja pela aplicação mais rigorosa das leis, seja pelo uso generalizado de técnicas conservacionistas que trazem ganhos econômicos para os produtores.

Melhorou também o diálogo e a parceria entre empresas, associações, ONGs e grupos de pesquisa, como a Coalizão Brasil Clima Agricultura, Florestas e Agricultura e o Grupo Técnico da Pecuária Sustentável (GTPS), que tem desenvolvido parcerias interessantes e inovadoras.

Porém, no debate atual chamam a atenção dois mitos que continuam sendo repetidos ad nauseam, sem a necessária evidência dos fatos. O primeiro é a acusação de um persistente atraso na pecuária de corte brasileira e o outro é um suposto uso excessivo de defensivos agrícolas pela agricultura.

Esses dois pontos foram levantados em eventos ocorridos na Conferência do Clima em Marrakech, em recente evento no Insper e agora em um artigo desnecessariamente espinhoso de Daniela Chiaretti no 'Valor Econômico' de 5/12, intitulado 'As bravatas de Blairo'.

Utilizamos uma frase deste artigo para tratar da questão do uso de defensivos na agricultura tropical brasileira: 'O Brasil é líder inconteste no uso de venenos lançados sobre o campo, colheitas, trabalhadores, índios, donos de terras, animais, solo, água, produtos agrícolas e consumidores'.

Não é de espantar que o Brasil, com uma agricultura situada entre as maiores e mais produtivas do mundo, seja o país que apresenta o maior consumo de defensivos, erroneamente chamados de 'veneno'.

Ocorre, porém, que o correto não é comparar consumo absoluto, mas sim o relativo, por hectare ou por unidade de produto gerada. Nosso consumo médio de defensivos é de 5 kg de ingredientes ativos por hectare, bem abaixo do observado na Holanda (20,8 kg), no Japão (17,5 kg) e na Bélgica (12 kg), países que gostam de apontar o dedo contra o Brasil.

Um estudo da Kleffmann mostra que, enquanto o uso de defensivos por unidade produzida cresce 120% na China e 47% na Argentina desde 2004, no Brasil ele decresce 3%.

E, ao contrário dos países de clima temperado, que contam com o inverno e a neve para quebrar o ciclo das pragas e doenças, aqui se produz o ano todo sob clima quente e úmido, sendo que em muitos lugares fazemos duas ou até três safras na mesma área.

Especialistas afirmam que, se os defensivos não fossem utilizados, a produção agrícola sofreria uma redução da ordem de 50%, que certamente provocaria desmatamentos adicionais, além do risco de forte elevação dos preços dos alimentos.

Já em relação à pecuária de corte, não há dúvida de que existe grande disparidade na produtividade do gado e das pastagens. Mas ainda assim a evolução do campo foi fantástica: entre 1990 e hoje, a área ocupada com pastagens caiu de 188 milhões para 167 milhões de hectares, ao mesmo tempo em que o rebanho aumentou de 147 milhões para 214 milhões de cabeças, o maior do mundo. Em 2015, a produtividade chegou a 60 kg de carne/hectare, ao crescer impressionantes 143% no período.

Se os 10 milhões de toneladas de carcaça de 2015 fossem produzidos com a tecnologia do início da década de 1990, a pecuária estaria usando não 167 milhões, mas sim 400 milhões de hectares, o que acarretaria em muito desmatamento. Isso comprova que os ganhos da pecuária são evidentes, ainda que heterogêneos.

O 'aprimoramento continuo' da sustentabilidade agropecuária brasileira é um fato inconteste. Ainda temos um longo caminho pela frente, mas não há um único país que tenha avançado em produtividade e conservação ambiental na mesma escala que o Brasil nos últimos 25 anos.

Artigo de Marcos Jank foi publicado originalmente na Folha de São Paulo
 
Fonte Código Floretal




:: quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Neve no Saara! Resfriamento global?

Após 37 anos, volta a nevar no deserto do Saara
FERNANDO MOREIRA

A 'nevasca' durou meia hora | Reprodução/Facebook(Karim Bouchetata)

Fenômeno raro em aldeia argelina | Reprodução/Facebook(Karim Bouchetata)

Boa parte do Hemisfério Norte fica coberta de neve no fim de ano.
Mas o que dizer de neve no Saara? Pois aconteceu!
Pela primeira vez em 37 anos, nevou no deserto africano.
Na tarde de segunda-feira (19/12), contou o 'Daily Mail', o fotógrafo amador Karim Bouchetata registrou o fenômeno na região de Ain Sefra (Argélia), situada a mil metros do nível do mar.
neve caiu por cerca de meia hora.
A neve havia sido vista pela última vez também em Ain Sefra, conhecida como Portão do Deserto, em fevereiro de 1979.
Farol transformado em 'castelo' pela natureza | Reprodução/Facebook(Joshua Nowicki - Photography)