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D. Bertrand de Orleans e Bragança

O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança é trineto de Dom Pedro II e bisneto da Princesa Isabel, a Redentora. É advogado formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da USP. Coordenador e porta-voz do movimento   Paz no Campo, percorre o Brasil fazendo conferências para produtores rurais e empresários, em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa. Alerta para os efeitos deletérios da Reforma Agrária e dos movimentos ditos sociais, que querem afastar o Brasil dos rumos benditos da Civilização Cristã, que seus antepassados tanto ajudaram a construir no País, hoje assolado por uma revolução cultural de carater socialista.


D. Bertrand responde no YouTube.
  1. Sobre Paz no Campo
  2. Sobre o MST
  3. Sobre os Quilombolas
  4. Sobre raça negra e escravatura
  5. Sobre o MST e o poder
  6. Sobre invasões do MST
  7. Sobre Reforma Agrária

:: segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

"Povos ressurgidos"!

 

Más fadas, para não dizer bruxas!

 

Reza o ditado: “Cá e lá, más fadas há”. Más fadas, para não dizer bruxas! Enquanto na Bahia há “vassoura-de-bruxa” e Babau destruindo os cacauicultores, “bruxos e vassouras” travestidos de índios agitam o Pará.

Vejamos o que diz o jornal “O Liberal” (Belém do Pará 16/11/09):

O pesquisador ambiental Inácio Régis, pós-graduado em mudanças climáticas, afirma:

“O Pará é detentor de uma população indígena falsa, estimada em mil pessoas, que vive no alto rio Arapiuns, em Santarém, mais precisamente Gleba Nova Olinda, hoje conhecida área de conflito agrário”.

Em várias viagens à região, ele constatou que os “índios” não têm nada do DNA da etnia Borari. “O que existe é uma grande farsa que deve ser retificada a qualquer momento pela própria FUNAI”.

“Povos ressurgidos”

De acordo com Régis, o administrador regional do órgão em Itaituba, Jaime Santos, disse que a FUNAI fez um estudo sobre os indígenas em Santarém, classificando-os como “povos ressurgidos”.

Eles resultam no maior problema administrado pelo órgão, pois acabaram de ”bloquear a passagem de três balsas no rio, alegando que não as liberariam, por se tratar de terra indígena e só quem pode negociar em terra indígena é o Governo Federal”.

Mesmo desrespeitando o direito constitucional “de ir e vir”, bem como a violência local contra cidadãos ordeiros, mulheres, crianças, doentes, retidos na sua viagem, o Sr. Jaime julga o movimento ‘pacífico’... Isso não significa nada?

O pesquisador ataca

Para ele, movimentos sociais e Greenpeace são responsáveis pela criação dos “novos” índios. Mas o administrador da FUNAI discorda: “O índio, em si, se a gente olha pela característica, já é um fator de preservação ambiental”.

A notícia de “O Liberal” continua: “As comunidades de Novo Lugar, Cachoeiro do Maró e São José III, formada por ribeirinhos, afirmam que são descendentes dos índios Borari e liderados por Odair José Souza, mais conhecido como Odair Borari. Ele assumiu a nova identidade depois que antropólogos da FUNAI, Frei Florêncio Vaz, Sindicato dos trabalhadores rurais de Santarém e integrantes do Green Peace apareceram na região.”

Para Inácio Régis, o grupo vai, na verdade, abocanhar uma área de terras maior do que muitos municípios brasileiros.

Fonte: Helio Brambilla - GPS do Agronegócio

 





:: domingo, 7 de fevereiro de 2010

Reforma Agrária em baixa

 

Poucos votos para a malfadada RA

 

Apesar de toda a propaganda pela a Reforma Agrária, na enquete do portal Terra, ela ficou em último lugar.

Os resultados dos assentamentos são desastrosos por toda parte. Essas verbas vultosas da Reforma Agrária poderiam ser empregadas no estimulo aos verdadeiros agricultores.

Até quando continuaremos na contramão da história?

 

Enquete do Portal Terra

Pergunta: Se você fosse presidente do Brasil, qual seria a sua prioridade?

Resposta:

A. Acabar com a corrupção: 38.22% - 25.675 votos

B. Melhorar a educação: 25.51% - 17.139 votos

C. Reforma Agrária: 0.76% - 508 votos

D. Aprimorar a economia: 1.68% - 1.127 votos

E. Dar dinheiro para os pobres: 1.94% - 1.301 votos

F. Diminuir os impostos: 28.16% - 18.915 votos

G. Outra: 3.74% - 2.515 votos

Total: 67.180 votos

 





:: domingo, 7 de fevereiro de 2010

"Fábrica de índios"

 

'Não é moda, é negócio!'

 

A propósito do Post 'Virou moda dizer que é índio' escreveu para o GPS do Agronegócio uma leitora do Estado do Amazonas dizendo que 'não se trata de moda, mas de negócio'.

Ela informa que no seu Estado, 'a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira - COIAB paga para os pais declararem seus filhos como indígenas'.

Outra informação esclarecedora é de que 'a FUNAI dá certidões de nascimento de índios'. E que 'os mesmos são regiamente remunerados por ONGs'...

Por fim, diz que no Amazonas 'todos sabem já sabem dessa fraude'.

Fonte: GPS do Agronegócio

 





:: sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Arbitrariedades do INCRA

 

Sem dó nem piedade

 

Invasores do MST/CUT instalados em pequena propriedade rural não deixam proprietário entrar, causando-lhe grandes prejuízos.

Na denúncia abaixo, feita por Antonio Aversa Neto ao Blog Paz no Campo, percebe-se a sanha do INCRA. Junto à FUNAI e ao IBAMA, ele faz parte do tridente do diabo que aterroriza o campo brasileiro.

Denúncia:

'Bauru, 01 de fevereiro de 2010

'Eu Antonio Aversa Neto, nascido em 1963, tenho 46 anos, casado, tenho duas filhas, sou produtor rural nato por gosto e aptidão.

'Em 21 de setembro de 1988, com muito esforço, comprei uma propriedade: o Sítio Santa Marina com 31 hectares (13 alqueires), localizado a 5 km da cidade de Bauru.

'No dia 26 de setembro de 1988 (seis dias depois) a escritura estava registrada no cartório do oficial de registros de Pederneiras - SP matricula nº 4150.

'Faz, portanto, 22 anos que tenho a propriedade, tiro leite e crio bezerros de corte para vender, cumpro função social. Toda minha vida tive funcionários devidamente registrados.

'Agora, há cerca de dois anos, a área em torno de minha propriedade, por decreto do Lula, foi destinada à Reforma Agrária.

'Minha propriedade está invadida por integrantes do MST e da CUT desde 06/08/2009. Destruíram as cercas, armaram barracas. Vão fazer 6 meses que estou impossibilitado de produzir e até ir a propriedade, pois me cercaram as 2 estradas de acesso.

'Vendi 100 cabeças de gado às pressas e barato, deixei de criar pelo menos 60 bezerros em 06 meses, com um prejuízo de R$42.000,00, fora o que estou gastando com advogados.

'A minha área está no meio do assentamento Aimorés sob coordenação do INCRA. O INCRA mandou invadir e não me considera proprietário, vizinho ou coisa parecida.

'Quer me fazer passar por grileiro. Mesmo tendo escritura registrada,o INCRA quer que eu prove cadeia dominial até 1850.

'Funcionário do INCRA por nome de Cinesio, disse que eu é que sou o invasor. Outro funcionário do INCRA por nome de João Paulo mandou invadir.

'Estou no coração do estado de São Paulo, estão querendo me arrancar a propriedade, uma vez que não podem desapropriar. Sou cadastrado no INCRA como pequena propriedade produtiva (CCIR).

'Ao redor do sítio existem 354 lotes de assentados que não sabem o que é produzir. A miséria é visível. Vivem à custa de cestas básicas que o INCRA fornece.

'Estão cortando e roubando eucaliptos do antigo arrendatário VCP -Votorantin Celulose e Papel, sob ordem e coordenação dos técnicos do INCRA que supervisionam o local.

'Entrei em contato com a Votorantin, disseram-me que ainda não foram indenizados pela madeira, mas com certeza a União pagará caro futuramente.

'Isso deve ser motivo para uma CPI.

'O assentamento Aimorés não tem licenciamento ambiental. A CPFL - Companhia Paulista de Força e Luz está também instalando energia sem licenciamento ambiental.

'Os assentados fazem fornos, carvão e furam poços sem licença ambiental.

“Como e quando vão acabar essas arbitrariedades?'

* * *

O proprietário anexou à sua denúncia um relatório de 4 páginas preparado por seus advogados, contando a luta judicial em que está envolvido por causa dessas arbitrariedades que vem sofrendo.

É assim que o governo trata aqueles que trabalham honestamente. Neste caso, um pequeno proprietário rural sobre quem o INCRA jogou os jagunços do MST sem dó nem piedade.

Esse relatório está à disposição dos interessados no Boletim Sem medo da Verdade.  

 





:: quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Recuperação do trabalho de Rondon

 

STF suspende posse indígena no Mato Grosso do Sul

 

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, suspendeu a portaria do Ministério da Justiça que determina a entrega de duas fazendas em Mato Grosso do Sul a índios Terena.

Segundo procedimento da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), as fazendas estão na área da terra indígena Cachoeirinha. A decisão vale até julgamento de mérito da validade da portaria do Ministério da Justiça.

De acordo com Mendes, os documentos tornam plausíveis os argumentos dos fazendeiros de que estão na terra desde 1871. A defesa lembra que, segundo a jurisprudência do STF, as terras indígenas somente seriam aquelas onde os índios viviam no momento da promulgação da Constituição em 1988, como foi fixado no caso da Raposa/Serra do Sol.

O ministro afirma que é verossímel a tese de que a demarcação da terra Cachoeirinha não poderia ter acontecido. Segundo o presidente do STF, 'parece que, desde a demarcação originária em 1905, por conhecido trabalho de [Marechal Cândido] Rondon, e o registro imobiliário em 1951, havia consenso entre índios e não índios a respeito dos limites territoriais da Aldeia Cachoeirinha'.

Mendes acrescenta que 'há notícia nos autos de que o próprio ministro da Justiça, antes de assinar a portaria, questionou se se tratava de aumento de área já demarcada ou de nova demarcação'.

 





:: quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Manipulação do "cacique" Babau

 

O caso Rosivaldo

O Lampião tupinambá

 Segundo a revista “Época”, Rosivaldo Ferreira da Silva, “cujos traços faciais revelam mais ascendência negra que indígena”, estudou em Buerarema, tendo nascido de família que vive do plantio de mandioca, banana e cacau.

Durante as comemorações dos 500 anos do Descobrimento, Rosivaldo foi trabalhar como garçom em Santa Cruz de Cabrália, onde freqüentou escola. Foi aí que algumas ONGs fizeram-no ver que era indígena, trampolim para auferir muitos dividendos nessa nova condição.

Fora criado então o mito “Cacique Babau”. Munido desse “super-poder”, Babau começou a levar o terror aos campos baianos, invadindo, saqueando, obstruindo estradas para evitar que a Polícia Federal cumprisse sucessivos mandatos de prisão justiça contra ele.

A revista “Época” classificou-o de o “Lampião tupinambá”. Mais de 500 anos depois da chegada de Cabral, um índio aterroriza o Sul da Bahia, ele, o cacique Babau, que invade fazendas para conseguir a demarcação de reservas indígenas.

O mais ruidoso de seus atos terroristas foi contra a Fazenda Santa Rosa, no município de Una, invadida por meia centena de caboclos que se intitulam “índios”, tendo sido classificada por eles como retomada de área.

Um funcionário da fazenda, ainda em tratamento médico em decorrência do trauma psicológico causado pela invasão e que não quis se identificar, informou que a propriedade foi saqueada, e toda a produção de cacau roubada e vendida.

 Acampamento rotulado de “aldeia”

Saques semelhantes aos do MST

 

Com o dinheiro, os ladrões de Babau compraram vários automóveis nas cidades vizinhas, levando-os para o acampamento etiquetado de “aldeia”, localizado na gleba de terras que pertencera ao avô de Babau...

Nem as casas dos funcionários foram poupadas. Saquearam tudo: fogões, geladeiras, máquinas de lavar, camas, guarda-roupas...

Só ficaram com a roupa do corpo, e hoje estão retornando à vida normal com muita dificuldade, graças à caridade de parentes e amigos.

A comissão que representa os 20 mil moradores da área cobiçada por Babau (pequenos produtores, pescadores, comerciantes e caiçaras em geral) e contrários à demarcação, é presidida por Luiz Henrique Uaquim da Silva.

Em suas declarações, ele sempre põe em foco o impacto econômico para os municípios envolvidos.

Existe até um Hotel/Resort de alto luxo, pertencente ao ex-presidente do Bando Central, Armínio Fraga, que está ameaçado pela reserva.

Fonte: Helio Brambilla - GPS do Agronegócio
 




:: segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O Boi criminoso


Prof. Molion (5) desfaz falsas acusações contra a pecuária

Posted: 31 Jan 2010 07:37 AM PST


Catolicismo — Essa questão do metano está sendo muito falada. A pressão ambientalista aponta a pecuária e o desmatamento como os principais vilões no Brasil. Ambientalistas holandeses chegam a apresentar o desenho de um boi poluindo mais que quatro veículos...


Prof. Luiz Carlos Molion , Palestra na 61ª Reunião Anual da SBPC. Foto Antonio Cruz-ABr



Prof. Molion — O metano é resultante da fermentação anaeróbia da matéria orgânica (vegetal e animal). Arrozais, animais ruminantes e cupins são produtores de metano. Também o são as áreas com vegetação alagadas periodicamente (como os milhares de hectares das várzeas amazônicas).

Entretanto, apesar de as áreas cultivadas com arroz terem aumentado e os ruminantes estarem crescendo à taxa de 17 milhões de animais por ano (o Brasil já passou de 200 milhões de cabeças), a concentração de metano se estabilizou, segundo as medições da rede da NOAA (Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera, irmã da NASA, USA), e tem mostrado taxas anuais negativas (ou seja, decréscimo de concentração).


Ninguém sabe o porquê disso, nem mesmo o maior especialista em metano, Aslam Khalil, da Universidade Estadual de Portland (EUA).  

Os nossos rizicultores e pecuaristas podem, portanto, respirar aliviados, pois não têm culpa alguma.

Em minha opinião, o metano chegou à concentração de saturação nas condições de temperatura e pressão atmosférica atuais. O metano adicional (já que as fontes continuam aumentando) que vem sendo lançado na atmosfera está sendo absorvido, muito provavelmente pelos oceanos.

Mais uma evidência de que as atividades humanas não alteram nem a concentração atmosférica dos chamados gases de efeito estufa nem o clima (ou temperatura) do planeta. Ao contrário, sua concentração é dependente da temperatura. Como o planeta vem esfriando, e haverá um resfriamento global nos próximos 20 anos, as concentrações desses gases vão diminuir.

Começou com o metano e chegará a vez do CO2. Mas isso é negado na palhaçada em Copenhague, por ocasião da reunião da COP 15.


Catolicismo — O Sr. gostaria de fazer algumas considerações finais?

Prof. Molion — O homem não tem condições de mudar o clima global, mas grande capacidade de modificar/destruir seu ambiente local. A Terra se compõe de 71% de oceanos e 29% de continentes. A metade desses 29% é constituída de gelo (geleiras) e areia (desertos), enquanto 7 a 8% do restante encontram-se cobertos com florestas nativas e plantadas.

O homem manipula, então, cerca de 7% da superfície global, não podendo portanto destruir o mundo.

Os oceanos, juntamente com a atividade solar, são os principais controladores do clima global.

Mas existem outros controladores externos, como aerossóis vulcânicos, e possivelmente raios cósmicos galácticos, que podem interferir na cobertura de nuvens.

Em resumo, o clima da Terra não é resultante apenas do efeito estufa ou do CO2 e sua concentração. Ele é produto de tudo aquilo que ocorre no universo e interage com o nosso planeta.

Como foi dito, a conservação ambiental independe de mudanças climáticas e é necessária para a sobrevivência da humanidade.

(Fonte: “Catolicismo”, janeiro 2010)

Fonte: blog 'Verde: a cor nova do comunismo'
 





:: segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Índios: os novos "aristocratas" - 4

 

À sombra dos jacarandás

 

O caso mais simbólico nessa região é a reserva Tupinambá, envolvendo 47.376 hectares. Localizada na região do cacau, nos municípios de Ilhéus, Buerarema e Una, tal reserva teria sido fruto de verdadeira maquinação.

Visto do mar, o lugar é lindíssimo, com praias paradisíacas. Não menos bonito por terra, com a exuberante Mata Atlântica preservada, com árvores seculares de ipês, sapucaias, jacarandás, à sombra das quais se planta o cacau.

Do ponto de vista econômico, a região vem sofrendo com os efeitos devastadores da praga “vassoura de bruxa”, que há mais de uma década assola a região. A produção de cacau caiu de 400 a 500 mil toneladas para 70-80 mil.

Aliás, já não mais se fala de que a referida praga teria sido mais uma obra criminosa e impune do MST, como se comentou amplamente na época do seu surgimento.

Fonte: Helio Brambilla - GPS do Agronegócio

 





:: segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Índios: os novos "aristocratas" - 3

 

O que se passa no Brasil

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O sul da Bahia parece apresentar um glamour especial quando se trata de “vedetizar” os índios, talvez pela prerrogativa de ter sido o palco do primeiro encontro entre europeus e aborígines.

Com efeito, existem na Bahia várias reservas indígenas. Consta que apenas na região do Monte Pascoal haveria 22 aldeias em 8.727 hectares, com uma população estimada de 10 mil índios.

A FUNAI quer ampliar tal reserva para 52.748 hectares!

Na aldeia de Catarina Paraguaçu, os Hã Hã Hães pleiteiam 54.100 hectares para cinco etnias.

Donos de 30% da área demarcada, eles reivindicam junto ao STF a nulidade de 400 títulos de propriedades particulares.

Se a pretensão deles for atendida, essas propriedades passariam a fazer parte da reserva.

Fonte: Helio Brambilla

GPS do Agronegócio




:: domingo, 31 de janeiro de 2010

STF: reservas não poderão ser ampliadas

 

FUNAI estimula invasão dos índios

 Os conflitos decorrentes da demarcação das terras indígenas da reserva Raposa-Serra do Sol, em Roraima, ainda estão longe de terminar. Dessa vez foi o estado de Roraima quem recorreu ao Supremo Tribunal Federal para impedir que índios ocupem terras destinadas a assentamentos.

Segundo o governo estadual, os indígenas da reserva Serra da Moça entraram na área do assentamento Nova Amazônia com autorização da FUNAI, mas estendem seus domínios para além da demarcação, o que contraria as determinações feitas pelo STF no ano passado.

O caso chegou ao Supremo por confrontar a União e o estado de Roraima. Para o ministro Gilmar Mendes, que decidiu o caso monocraticamente nesta sexta-feira (29/1), o interesse estadual é o da segurança pública na região, assunto de sua responsabilidade.

A proibição de extensão de ampliação das terras indígenas consta no acórdão do Supremo, publicado em setembro do ano passado. Uma das condições listadas no acórdão pelos ministros, a de número 17, prevê ser “vedada a ampliação de terra indígena já demarcada”.

No caso, como os índios que ocuparam a área do assentamento ampliaram seus domínios somente depois, a invasão foi considerada ilegal pelo presidente da corte. Em caráter liminar, Gilmar Mendes proibiu a chegada de novos índios à região até que o Supremo julgue o mérito da questão.

Fonte: http://www.conjur.com.br
 




:: domingo, 31 de janeiro de 2010

Falsos quilombolas no RS

 

Projeto de Heinze tenta sustar terras para falsos quilombolas

 

A Câmara analisa o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 2227/09, do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS), que susta os efeitos de um decreto do presidente Lula, de 20 de novembro de 2009.

O decreto declara de interesse social, para fins de desapropriação, os imóveis abrangidos pelo território quilombola Comunidade Rincão dos Martimianos, no município de Restinga Seca (RS).

Heinze alega que a Constituição não autoriza desapropriações de terras para quilombolas, apenas prevê a titulação dos remanescentes que já estejam exercendo a posse das terras dos seus ancestrais.

O Estatuto da Igualdade Racial reforça esse dispositivo constitucional ao estabelecer que 'aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos'.

Em Restinga Seca, diz o parlamentar, 'não há nem houve, em qualquer tempo, ocupação por parte de comunidade ou mesmo de indivíduos remanescentes de quilombos'.

Segundo Heinze, as terras são propriedades de seis famílias de pequenos produtores rurais com domínio e posse há décadas e neles exercem atividades agrícolas por sucessivas gerações.

'São pessoas humildes e de poucos recursos financeiros, que exploram as terras para prover o sustento das suas famílias', sustenta o deputado. Por isso, diz ele, o decreto do governo federal 'é afrontoso'.

Fonte: http://www2.camara.gov.br





:: sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Revés na farsa quilombola

 

Justiça Federal torna nulo

processo de reconhecimento

das terras de São Jorge

Acatando pedido do casal de proprietários negros Agenor e Minimozina Silvares, a juíza de São Mateus (ES), Stelly da Cruz Pacheco, anulou o processo que demarcava a terra quilombola São Jorge, com 13.000 hectares.

A medida é resultado da campanha de esclarecimento do Movimento Paz no Campo contra o inconstitucional Decreto 4887/2003, que utiliza o vago princípio da auto-definição para fins de caracterização de terras quilombolas. Passando assim por cima do direito de propriedade. E obrigando os negros a perderem as suas propriedades e viverem no sistema coletivista.

Entretanto, apesar de todo o aliciamento do INCRA, os negros se recusam a aceitar que suas terras escrituradas sejam transformadas em terras coletivas, o que ela afirma não ser verdade.

Com efeito, o critério a ser aplicado pelo governo nesses territórios é o mesmo nas terras agro-reformadas e reservas indígenas. Os ditos ‘beneficiados’ têm apenas a concessão de uso, num sistema comunista-coletivista.

Na verdade, os proprietários perderão as suas propriedades: “O que ocorre após a titulação da área como terras tradicionalmente quilombolas é que elas passam a ser inalienável e de domínio coletivo daquela comunidade”.

Devidamente alertados, os negros da região não querem trocar a sua atual situação por esse suposto benefício do governo do PT, pois será a volta de uma escravidão ainda muito pior que é a escravidão comunista do Estado.

Este BLOG se congratula com o Movimento Paz no Campo pelo trabalho de esclarecimento e tomada de posição dos agricultores pequenos, médios e grandes da região de São Mateus.

Um exemplo a ser seguido por outros movimentos similares pelo Brasil afora, diante do perigo que representa a Revolução Quilombola no Brasil de hoje.

GPS do Agronegócio

 





:: quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Índios: os novos "aristocratas" – 2

 

Excesso de terra X escassez de índio

 

Como era de esperar, ocorreu o inevitável. Começa a haver escassez de índios no “mercado”. Daí a oferta do hipotético comunicado de “nosso” Serviço de Utilidade Pública: “Há vagas para índios e caciques'.

Basta por exemplo matricular-se num ‘cursinho’ de uma ONG denominada Conselho Indígena Missionário (CIMI), especializada nesse ramo de conhecimento, para provavelmente ter garantida uma vaga de índio ou até mesmo de cacique.

Nessa ONG, o inscrito obterá em tempo hábil o upgrade necessário para ingressar na mais recente e privilegiada classe social brasileira: a dos “aristocratas índios”. Afinal, hoje se tornaram tão comuns os cursinhos!

Nos próximos posts veremos como isso vem se passando no Brasil.

Fonte: Helio Brambilla - GPS do Agronegócio
 




:: quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Índios: os novos "aristocratas" - 1

 

'Latifúndios improdutivos'...

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Nas vésperas de Natal, quando os brasileiros se preparavam para a pausa anual de sua afanosa vida de trabalho, em Brasília, um decreto presidencial criava novas reservas indígenas de 50 mil quilômetros quadrados.
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Tal área corresponde à metade do território de Portugal, três vezes à reserva Raposa/Serra do Sol, e 34 vezes ao tamanho da cidade de São Paulo - com quase 15 milhões de habitantes.

Mas, ela abrigará tão-só sete mil novos “aristocratas” índios!
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E a voracidade da Fundação Nacional do Índio não faz senão aumentar. O território já demarcado apenas para índios já ultrapassa 13% do nosso Brasil.

Contudo, a FUNAI pleiteia mais 28 mil km2, além de mais outras 100 áreas a serem demarcadas.

Fonte: Helio Brambilla - GPS do Agronegócio




:: terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Funeral - 2

 

Nova ameaça dos índices de produtividade

Ministério Público Federal parece querer o “funeral do agronegócio”, mas não se preocupa com as favelas rurais do INCRA e muito menos com as invasões e destruições do MST.

O Ministério Público Federal resolveu (quem resolveu?) entrar no jogo de pressão pela revisão dos índices de produtividade agropecuária para fins de reforma agrária. Em recomendação expressa aos ministros do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e da Agricultura, Reinhold Stephanes, os procuradores sugerem, pela terceira vez desde o fim de 2008, a edição de portaria conjunta para a atualização imediata dos parâmetros usados no processo de reforma agrária.

      A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão reivindica o cumprimento da função social da terra, previsto na Constituição, para recomendar o reajuste dos índices de produtividade no campo. Apoiado pelo PMDB, Stephanes resiste em assinar a portaria por temer impacto negativo em sua campanha de reeleição à Câmara. De outro lado, o PT divulgou nota de apoio e o ministro Cassel insiste na revisão.

      Fonte: Jornal Valor Econômico.

 

 





:: terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Funeral - 1

 

Um funeral para o agronegócio

André Meloni Nassar

Lendo o decreto do PNDH-3 e os esclarecimentos sobre como o processo de consulta à sociedade foi feito, sou induzido a chegar à seguinte conclusão: o agronegócio não interessa à sociedade e ao governo brasileiros, pelo menos sob a perspectiva de garantia de direitos humanos. Diria, portanto, que conceitualmente o PNDH-3 enterra o agronegócio e atesta seu óbito no Decreto 7.037, datado de 21 de dezembro de 2009.

Os argumentos para o funeral do agronegócio, extraídos do atestado de óbito: o agronegócio contribui para, potencialmente, violar o direito de pequenos e médios agricultores e populações tradicionais; seus componentes, as monoculturas da cana-de-açúcar, do eucalipto, da soja e a grande pecuária (não sabia que havia a pequena pecuária), fazem mal ao meio ambiente e à cultura dos povos e comunidades tradicionais. Ainda estou meio fora de prumo com o julgamento do agronegócio que é apresentado no PNDH-3.

Fonte: OESP, 20 de janeiro de 2010.





:: terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Terrorismo climático 2


Prof. Molion (2): nos aquecimentos históricos anteriores o homem não pesou

Posted: 10 Jan 2010 07:03 AM PST


Catolicismo — O que realmente vem acontecendo com a temperatura da Terra? Por exemplo, como o derretimento das calotas polares pode ser explicado?

Prof. Molion — Não se pode negar que a temperatura global aumentou nos últimos 100 anos, porém isso aconteceu por processos naturais, e não antrópicos (provocados pela ação do homem sobre a vegetação).

O gelo do Ártico já derreteu entre 1920–1945, quando o homem lançava menos de 10% do carbono que lança hoje na atmosfera. A cobertura de gelo em 2009 já foi maior que a de 2007, após esse inverno severo do hemisfério norte (América do Norte, Sibéria e China).

A permanência do gelo depende do transporte de calor feito pelas correntes marítimas – a corrente (quente) de Kuroshio, no Pacífico (Japão), e a corrente (quente) do Golfo do México, no Atlântico. Esta última, quando mais ativa como no período 1995-2007, transporta mais calor para o Ártico e derrete o gelo flutuante.

Ao derreter, o gelo não eleva o nível do mar, pois já desloca o volume que vai ocupar quando fundir. Esse transporte de calor é em parte controlado por um ciclo lunar de 18,66 anos, que esteve em seu máximo em 2005-2006. Estudos indicaram que o gelo continental em cima da Groenlândia permanece lá desde a última era glacial, há mais de 15 mil anos. O gelo da Antártica (Pólo Sul), por sua vez, continuou a crescer nos últimos 60-70 anos.


Catolicismo — Que outros estudos desqualificam o consenso dos cientistas vinculados à ONU? Que livros e autores o Sr. recomendaria?

Prof. Molion — Dois livros: The Chilling Stars, a New Theory of Climate Change, de Henrik Svensmark e Nigel Calder; e The Unstoppable Global Warming – Every 1.500 Years, de Fred Singer e Dennis Avery.

Outros artigos podem ser encontrados na lista de referências bibliográficas dos meus artigos publicados.

Fato digno de nota é que nos últimos dois mil anos reconhecidamente houve, no período medieval entre os anos 800-1200, um aquecimento global maior que o atual, o chamado “Ótimo Climático Medieval”.

Esse aquecimento permitiu que os nórdicos (vikings) colonizassem o norte do Canadá e o sul da Groenlândia (Terra Verde), hoje coberta de gelo. E as concentrações de CO2 eram inferiores a 280 ppmv (partículas por volume) na época, de acordo com as estimativas.

Catolicismo — Como o Sr. avalia a cobertura da imprensa brasileira e internacional em relação às alardeadas mudanças climáticas e outras questões ambientais com as quais a sociedade moderna se depara?

Prof. Molion — Infelizmente, a imprensa nacional e estrangeira dá ênfase exagerada ao aquecimento antropogênico do clima. Em particular a nossa mídia, televisionada e escrita, apenas repete o que vem de fora, sem fazer críticas. Talvez isso ocorra por falta de conhecimento e desinteresse dos jornalistas pelo tema, ou por interesses dos controladores desses veículos de comunicação.

A mídia vem anestesiando, impondo aos cidadãos comuns o que se convencionou chamar de “lavagem cerebral”, ficando a impressão de que o homem é responsável pela mudança do clima – o seu grande vilão. Como veículo de informação, a mídia deveria ser neutra, ouvir opiniões contrárias e tentar apenas relatar o conhecimento científico comprovado e suas limitações. Isso já aconteceu antes.

No início dos anos 1940, dizia-se que o mundo estava “fervendo e estava sufocante” com o aquecimento natural ocorrido entre 1925-1946.

No início dos anos 1970, ao contrário, dizia-se que estávamos à beira de uma nova era glacial, devido ao resfriamento global que ocorreu entre 1947-1976. Em adição, como argumento de que o clima está mudando, exploram os eventos meteorológicos catastróficos que ocorrem. Eventos severos sempre ocorreram no passado, muito antes de o CO2 chegar a essa concentração.

A maior seca no nordeste do Brasil ocorreu em 1877-1879, durante a qual, segundo Euclides da Cunha em Os Sertões, meio milhão de nordestinos morreram. As três maiores cheias em Manaus ocorreram em 1953, 1976 e 1922, quando o Pacífico estava frio. A cheia recorde de 2009 também ocorreu com o Pacífico frio e com a “temperatura média global” em declínio, constatação feita com dados de satélites nos últimos 10 anos.

O furacão mais mortífero nos Estados Unidos ocorreu em 1900 em Galveston, no Texas, ceifando a vida de mais de 10 mil pessoas. Nessa época, a densidade populacional era seis vezes menor que a de hoje. É preciso não confundir intensidade dos fenômenos meteorológicos com vulnerabilidade da sociedade, que aumenta com o crescimento populacional.

Ademais, a sociedade tende a se aglomerar em grandes cidades, tornando mais catastrófico atualmente um fenômeno com a mesma intensidade de outro que houve no passado. O homem não tem capacidade de mudar o clima global, mas sim de modificar seu entorno, seu próprio ambiente.

(Fonte: “Catolicismo”, janeiro 2010)

do blog 'Verde: a cor nova do comunismo'
 





:: terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Terrorismo climático 1


Prof. Molion (1): absurdo atribuir ao homem o possível aquecimento climático

Posted: 03 Jan 2010 06:53 AM PST


O professor Luiz Carlos Baldicero Molion dispensa apresentação. Formado em Física pela USP, com doutorado em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA) e pós-doutorado na Inglaterra é a mais autorizada voz brasileira em climatologia.

Ex-diretor e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Prof. Molion leciona atualmente na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió, onde também dirige o Instituto de Ciências Atmosféricas (ICAT), ele vem esclarecendo a opinião pública nacional sobre o que está em jogo na atual polêmica a propósito do “aquecimento global” e “mudança climática”.

Em recente entrevista a “Catolicismo” ele voltou a colocar ‘pingos nos is’ de modo sumamente oportuno para o Brasil.

Catolicismo — O Sr. concorda com as conclusões propagadas pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), de um aquecimento global causado pela ação humana?

Prof. Molion — O IPCC (órgão vinculado à ONU) não comprova que o aquecimento global seja produzido pelo homem. Nos estudos já realizados sobre a variabilidade do clima, o aquecimento global se encontra dentro dos limites da variabilidade natural. É impossível, com o conhecimento atual sobre o clima, identificar e comprovar o possível aquecimento antropogênico.

Na minha versão mais nova do aquecimento, analiso três argumentos básicos:

1) As séries de temperatura média global não são representativas. Nos últimos anos, o número de estações climatométricas viu-se drasticamente reduzido — por volta de 14 mil no final da década de 1960, para menos de 1.000 hoje — pelo Goddard Institute for Space Studies (Dr. James Hansen), NASA. A maior parte das estações desativadas se encontrava na zona rural. As localizadas nas cidades sofrem o efeito da urbanização, o chamado “efeito ilha de calor”, que produz certa tendência de aquecimento.

2) O aumento da concentração de CO2 não se correlaciona com aumento de temperatura. Após o término da II Guerra Mundial, o consumo de petróleo se acelerou, no entanto a temperatura média global diminuiu. Em eras passadas –– como os interglaciais, de 130 mil, 250 mil e 360 mil anos atrás –– as temperaturas estiveram mais elevadas que as atuais, embora com concentrações de CO2 inferiores.

Portanto, não é o CO2 que aumenta a temperatura do ar, e sim o contrário: o aumento da temperatura provoca aumento da concentração de CO2, principalmente devido ao aquecimento dos oceanos.

3) Finalmente, os modelos de clima utilizados para as “projeções” da temperatura média global nos próximos 100 anos ainda são incipientes, não representam a complexidade e as interações dos processos físicos que determinam o clima. 

Os cenários utilizados pelo IPCC são hipotéticos, e muito provavelmente não virão a se concretizar, pois os oceanos, ao se resfriar, passarão a absorver mais CO2. Ou seja, as simulações com modelos de clima não passam de meros exercícios acadêmicos, não se prestando à formulação de políticas adequadas para o desenvolvimento da sociedade.


(Fonte: “Catolicismo”, janeiro 2010)

do blog 'Verde: a cor nova do comunismo'
 





:: domingo, 24 de janeiro de 2010

Extinção da FUNAI

Governo de Roraima contesta FUNAI

Ao comentar as liminares concedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que suspenderam parcialmente a demarcação de terras indígenas em Mato Grosso do Sul e em Roraima, o presidente da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Márcio Meira, disse que o governo do estado de Roraima é 'anti-indígena'.

Em nota, o governo de Roraima afirma que é 'estranho' o comportamento da FUNAI e que 'a via democrática de discussão de litígios é do Poder Judiciário'. O texto assinado pelo secretário estadual de Comunicação acrescenta que 'o governo do estado, e não a FUNAI, é que leva estradas, energia elétrica, educação, saúde e desenvolvimento às comunidades indígenas'. 'Portanto, anti-indigenista é quem tem a responsabilidade legal de cuidar dos índios e os abandona à própria sorte', diz a nota.

De fato, se quisermos melhorar a situação dos índios e interromper essa guerra racial deveríamos extinguir a FUNAI e usar suas polpudas verbas para os Estados e Municípios darem assistência aos índios.
 




:: sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Reservas indígenas sofrem revés no STF


STF suspende parte da demarcação


Decisão do STF derruba parcialmente decreto de Lula de dezembro último. Enquanto agricultores comemoram, FUNAI entrará com recurso.

O presidente do STF suspendeu a demarcação de mais de 90% da reserva indígena Arroio-Korá (MS), e 5% da reserva Anaro (RR), a pedido de fazendeiros, donos das terras.


A área demarcada por decreto presidencial abrange mais de 50 mil Km², localizados em diversos Estados.

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A polêmica entre indígenas e proprietários rurais se reabre. O auge dela se deu na área da Raposa/ Serra do Sol (RR), quando uma decisão infeliz do STF mantece a demarcação contínua e obrigou a saída dos arrozeiros.

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A FUNAI espera que a Advocacia-Geral da União apresente os recursos cabíveis para o plenário do STF.

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A controvérsia em torno da Arroio-Korá, localizada no município de Paranhos (MS), já era esperada.

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A presidente da CNA, Kátia Abreu, comemorou a decisão e afirmou que Mendes é 'o grande defensor do Estado de Direito' do Brasil.

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Mendes afirmou que os argumentos dos fazendeiros são 'plausíveis' e que existem, de fato, documentos que comprovam a posse das terras desde antes de 1988.

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Além disso, ele toca na questão, em sua decisão, da possibilidade de conflitos entre índios e não índios caso o decreto fosse mantido.
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Fonte: FSP, FELIPE SELIGMAN DA SUCURSAL DE BRASÍLIA - GPS do Agronegócio





:: terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Invasão, Ocupação e Conflito

 

Invasão, Ocupação e Conflito

 

Lendo o lúcido artigo de Percival Puggina lembrei-me do livro Baldeação Ideológica de Plínio Corrêa de Oliveira sobre a manobra comunista de modificação do sentido das palavras.

 Segue parte do artigo de Puggina: 

 Propor projeto de lei para institucionalizar a utilização da mediação como ato inicial das demandas de conflitos agrários e urbanos, priorizando a realização de audiência coletiva com os envolvidos, com a presença do Ministério Público, do poder público local, órgãos públicos especializados e Polícia Militar, como medida preliminar à avaliação da concessão de medidas liminares, sem prejuízo de outros meios institucionais para solução de conflitos”.

 O texto acima transcreve uma das propostas contidas no tal Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3, para os íntimos). (...) Mas, como estava dizendo, eu li. Depois de ler, dei-me conta de não haver encontrado, em parte alguma, a palavra invasão. Usei, então, aquele dispositivo do Word que manda localizar o que se quer e constatei que, de fato, invasão não constava do texto.

 Aí, lembrei-me de que eles não usam, mesmo, esse vocábulo. Preferem dizer ocupação porque invasão tem esse jeito, assim, tipo “tomar para si o que é dos outros”, que pega mal. Procurei, então, ocupação. Nada! Ué! Mas o tema aparece no decreto, adverti meus botões. Que nome deram para isso, agora?

 Acabei encontrando. Ali está, repetidas vezes, a palavra “conflito”. Sempre que necessário descrever a tal situação que se reproduz centenas de vezes por ano em todo o país, não raro em ciclos prenunciados como meses vermelhos de acirramento das investidas contra as propriedades privadas, o decreto fala em conflito.

 Você sabe como isso funciona na prática, leitor. Sob as ordens do comandante-em-chefe Stédile, um grupo de suas milícias invade uma propriedade, destrói tudo que encontra pela frente, põe os proprietários a correr, cava trincheiras, dizima lavouras, equipamentos e rebanhos, afronta as autoridades, rasga ordens judiciais para abandonar o local, etc., etc..

 E o decreto assinado pelo Influente designa o episódio como “conflito”. Quer transformar as ações do MST em algo semelhante ao que ocorre quando se verifica uma contradição entre interesses aparentemente iguais e legítimos. “A” quer algo e “B” também, cada qual com seus documentos. Tem-se um conflito.

 Assim, com esse eufemismo, o PNDH-3 propõe um instrumento muito moderno, operacional e racional, que é a mediação em casos de divergência entre interesses privados. No entanto, leitor, não é disso que se trata. Aliás, até os procedimentos usuais, que hoje obrigam o proprietário a requerer reintegração de posse em casos de flagrante esbulho possessório, praticado sob as barbas das autoridades, já são de extrema benevolência para com os invasores. Fazer o que o novo decreto pretende, sujeitando o magistrado (e o proprietário) a uma audiência prévia de mediação é uma coisa de doido.

 Imagine a situação, na prática: o comandante-em-chefe Stédile mandou invadir. A turma invade e demole tudo. Estabelece-se um “conflito”. Promove-se, então, uma “mediação”. Entre quem? Entre os bandidos e a sua vítima! Entre os invasores e o invadido! Para negociar o quê, santo Deus? Perderam completamente a noção de limites. (Fonte: http://www.puggina.org )
 

 





:: quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Fábrica de Quilombolas no MA

MST e quilombolas ...

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Irmãos siameses!
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Para convencer os quilombolas a não deixarem suas terras, há dez anos foi criado o Mabe (Movimento dos Atingidos pela Base Espacial).
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Desde a fundação, os coordenadores fazem seminários nas comunidades quilombolas - Alcântara tem por volta de 150. A Folha acompanhou um dos eventos.
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A inspiração, diz Sérvulo Borges, o Borjão, líder do Mabe, são as oficinas que o MST faz com os seus membros. 'O MST é um grande parceiro, inclusive em formação política.'
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Falando para 50 pessoas, outro participante questionou se é justo que 'esses empresários [a ACS] ganhem dinheiro às nossas custas'. 'Estamos em guerra', disse Borjão aos quilombolas que assistiam.
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O material do evento vem com os logotipos da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e do governo federal. Questionado sobre como o movimento consegue se bancar, Borjão afirma que conta com a ajuda de Brasília.
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Ele divide o governo em duas metades: a que apoia os projetos do Mabe (ministérios da Cultura, do Meio Ambiente, do Desenvolvimento Agrário) e a que não é amigável (ministérios da Defesa e da Ciência e Tecnologia).
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Os mais novos são incentivados pelo Mabe a estudar. Borjão lamenta o fato de os jovens das comunidades quilombolas receberem ensino básico tão ruim.
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Por isso, afirma ele, não conseguiu preencher as vagas que tinha conseguido via MST para enviar estudantes para Cuba e Venezuela. Um deles, entretanto, foi mandado para Goiás, por meio da Via Campesina, para cursar direito.
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No seminário, um dos que falam ao microfone diz aos jovens: 'Se você quer ter algo, se quer ter emprego, precisa estudar'. Em seguida, outro discorda:
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'Quem disse que devemos procurar patrão? Quem disse que devemos trabalhar para eles [se referindo ao Centro de Lançamentos de Alcântara]?'
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Carlos Ganem, presidente da AEB, tem procurado reverter a resistência quilombola com um discurso de inclusão social. 'Desenvolvendo o setor aeroespacial você não promove só o desenvolvimento técnico e tecnológico', diz.
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'Você proporciona um extraordinário mecanismo de alavancagem social, cultural, educacional, turística e comercial também, para chegar ao espacial.' (RM)
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Fonte: FSP, 03.01.2010




:: terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Clima fantasioso


Prof. Molion (1): absurdo atribuir ao homem o possível aquecimento climático

Posted: 03 Jan 2010 06:53 AM PST


O professor Luiz Carlos Baldicero Molion dispensa apresentação. Formado em Física pela USP, com doutorado em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin (EUA) e pós-doutorado na Inglaterra é a mais autorizada voz brasileira em climatologia.

Ex-diretor e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Prof. Molion leciona atualmente na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em Maceió, onde também dirige o Instituto de Ciências Atmosféricas (ICAT), ele vem esclarecendo a opinião pública nacional sobre o que está em jogo na atual polêmica a propósito do “aquecimento global” e “mudança climática”.

Em recente entrevista a “Catolicismo” ele voltou a colocar ‘pingos nos is’ de modo sumamente oportuno para o Brasil.

Catolicismo — O Sr. concorda com as conclusões propagadas pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), de um aquecimento global causado pela ação humana?

Prof. Molion — O IPCC (órgão vinculado à ONU) não comprova que o aquecimento global seja produzido pelo homem. Nos estudos já realizados sobre a variabilidade do clima, o aquecimento global se encontra dentro dos limites da variabilidade natural. É impossível, com o conhecimento atual sobre o clima, identificar e comprovar o possível aquecimento antropogênico.

Na minha versão mais nova do aquecimento, analiso três argumentos básicos:

1) As séries de temperatura média global não são representativas. Nos últimos anos, o número de estações climatométricas viu-se drasticamente reduzido — por volta de 14 mil no final da década de 1960, para menos de 1.000 hoje — pelo Goddard Institute for Space Studies (Dr. James Hansen), NASA. A maior parte das estações desativadas se encontrava na zona rural. As localizadas nas cidades sofrem o efeito da urbanização, o chamado “efeito ilha de calor”, que produz certa tendência de aquecimento.

2) O aumento da concentração de CO2 não se correlaciona com aumento de temperatura. Após o término da II Guerra Mundial, o consumo de petróleo se acelerou, no entanto a temperatura média global diminuiu. Em eras passadas –– como os interglaciais, de 130 mil, 250 mil e 360 mil anos atrás –– as temperaturas estiveram mais elevadas que as atuais, embora com concentrações de CO2 inferiores.

Portanto, não é o CO2 que aumenta a temperatura do ar, e sim o contrário: o aumento da temperatura provoca aumento da concentração de CO2, principalmente devido ao aquecimento dos oceanos.

3) Finalmente, os modelos de clima utilizados para as “projeções” da temperatura média global nos próximos 100 anos ainda são incipientes, não representam a complexidade e as interações dos processos físicos que determinam o clima. 

Os cenários utilizados pelo IPCC são hipotéticos, e muito provavelmente não virão a se concretizar, pois os oceanos, ao se resfriar, passarão a absorver mais CO2. Ou seja, as simulações com modelos de clima não passam de meros exercícios acadêmicos, não se prestando à formulação de políticas adequadas para o desenvolvimento da sociedade.


(Fonte: “Catolicismo”, janeiro 2010)

Fonte: blog 'Verde: a cor nova do comunismo'





:: quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FUNAI na contramão

 

 

 

A FUNAI incha ...

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... na contramão da História

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Com a criação de 'zoológicos' para silvícolas, a FUNAI vem prejudicando não apenas os índios através da política de segregação, mas igualmente comprometendo o futuro do País.

A nosso ver, já passou da hora desse órgão gangrenado ser extinto. Contudo, o governo não apenas quer mantê-lo mas ampliá-lo em mais de 130%!

Veja o que nos informa a Folha de São Paulo.

O presidente Lula assinou decreto que amplia a estrutura da FUNAI, com aumento de 20% no número de funcionários já em 2010. Hoje, o órgão tem 2.400 servidores.

No próximo ano, serão abertas 425 vagas por concurso de nível superior e 85 cargos comissionados. Mas o crescimento maior virá até 2012, com entrada de mais 2.645 concursados.

Serão contratados 3.155 servidores, aumento de 131,4% sobre o quadro atual. O número de postos em áreas com índios isolados passará de seis para 12, informou o presidente da FUNAI.

Do total de contratados, 90% trabalharão nas terras indígenas, que representam hoje 13% do território brasileiro. No final dos anos 1970, estimava-se que viviam no Brasil apenas 70 mil índios.

Hoje, esse número passa de 700 mil, segundo a FUNAI. (Cablocos transformados em “índios” como o cacique Babau e os paraguaios importados).

Fonte: FSP, 29/12/2009

 





:: sábado, 26 de dezembro de 2009

Uma decisão justa e corajosa

 

Gilmar Mendes suspende decreto do presidente Lula

 Nesta quinta-feira (24/12), o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, deferiu uma liminar que suspende o Decreto Presidencial 1.775. Publicado em 21 de dezembro, o decreto assinado pelo presidente Lula declarou ser de posse indígena a área denominada Arroio-Korá, da qual faz parte a Fazenda Iporã, no Mato Grosso do Sul. Antes do prazo de 30 dias, quando a decisão seria efetivada, os proprietários pediram um Mandado de Segurança no Supremo para reaver a propriedade.

A área conhecida por Arroio-Korá tem a extensão de mais de sete mil hectares, dos quais 184 são de propriedade dos impetrantes. A terra foi invadida por um grupo indígena em 2001 que, segundo os proprietários, tem dificultado o acesso ao terreno. Os autores do MS afirmaram que a área foi adquirida há décadas e é utilizada como sustento da família a partir de atividade agropastoril. Eles já haviam entrado na Justiça requerendo a posse do terreno, representando todos os demais proprietários da área. Porém, neste tempo, o presidente Lula baixou o decreto.

A Fazenda Iporã foi transferida pelo estado do Mato Grosso do Sul ao domínio privado no ano de 1924 e teve sua transferência ratificada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Segundo o ministro Gilmar Mendes, se na área em que está localizada a propriedade dos impetrantes existiu algum aldeamento indígena, “trata-se de aldeamento extinto, sendo caso de aplicação do enunciado da Súmula 650 deste Supremo Tribunal, que dispõe que ‘os incisos I e IX do artigo 20 da Constituição Federal não alcançam terras de aldeamentos extintos, ainda que ocupadas por indígenas em passado remoto’”.

Por Fabiana Schiavon

http://www.conjur.com.br/2009-dez-24/supremo-suspende-decreto-presidencial-transferia-terras-indigenas

 

 





:: sábado, 26 de dezembro de 2009

Os verdadeiros latifundiários

Mais reservas para índios!



Os verdadeiros latifundiários do Brasil


Brasília, 22 dez (EFE) - O Governo anunciou a criação de nove reservas indígenas, que, em conjunto, ocuparão uma área de 50 mil quilômetros quadrados, que equivale ao território da Costa Rica.

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O decreto que formaliza a criação das novas reservas foi publicado hoje no 'Diário Oficial da União' e estabelece que não será permitido o desmatamento nem atividades econômicas agressivas ao meio ambiente.

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Segundo a FUNAI, as reservas entregues a seus 'habitantes originais' somam agora mais de 1 milhão de quilômetros quadrados, o que supera a área de países como a Venezuela.

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Essa superfície representa cerca de 13% do território do Brasil e está distribuído em 600 reservas, nas quais vivem aproximadamente 480 mil membros de 227 etnias.
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:: terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Espantalho criminoso e artificial

Brasileiros culpam o MST


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Cadê o IBOPE

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do MST?


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Uma história de 25 anos de banditismo e vandalismo transformou o MST em uma das instituições mais repudiadas do Brasil.

Até a Câmara dos Deputados e o Senado, que vivem imersos em escândalos, contam com mais simpatia da sociedade. A primeira palavra que a população associa à sigla MST é “invasão”, um crime tipificado no Código Penal.

A segunda é “violência”. A devastação da imagem da organização foi comprovada em uma pesquisa realizada em novembro pelo Ibope Inteligência.
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O trabalho foi encomendado pela CNA, para verificar o apoio popular à CPI do MST, instalada no Congresso para apurar delitos atribuídos à entidade.

Constatou-se que, para a maioria dos brasileiros, o MST prejudica o desenvolvimento social, a economia, o emprego, os investimentos e mancha a imagem do Brasil no exterior.
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As respostas dadas por 2 000 pessoas às 32 perguntas do questionário transmitem uma mensagem clara: os cidadãos brasileiros querem ordem e paz, e culpam o MST pelos confrontos no campo.

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Fonte: http://polibiobraga.blogspot.com/2009/12/pesquisa-mostra-que-brasileiros-culpam.html
 
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:: terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A insistência do fracasso


Fracasso da Conferência de Copenhague

Posted: 19 Dec 2009 05:43 PM PST

O pano desceu, o show acabou. Os chefes de Estado e governo de 119 países dispersaram-se em desordem.

Nem ficaram para tirar a “foto de família” de praxe invariável nestes eventos.

Copenhague, que costuma ter temperaturas mitigadas em tempo de Natal, via o frio e a neve baterem recordes.

No auge da luta contra o “aquecimento global”, Obama anunciou que precisava voltar de pressa porque uma formidável nevasca avançava sobre Washington.

E, de fato, no vídeo da chegada na base Andrews da Força Aérea, mal se discerne o poderoso Air Force One taxiando no terminal.

Não faltaram, e até foram muitos os comentários em sites americanos, sobre a coincidência da tempestade e da frustração do projeto insano da reunião de Copenhague. Como se a mão de Deus tivesse parte...


Os presidentes Obama e Lula, mais os representantes da China, Índia e África do Sul consensuram um texto de duas folhas e meia que, quando apresentado ao plenário, foi vaiado por boa parte dos presentes.

A reunião que deveria ter terminado às 15 hs da sexta-feira alastrou-se até o amanhecer de sábado.

No fim nem hot-dog havia para comer, e os ativistas das ONGs estrebuchavam de furor pelo fracasso espetacular da reunião.

Desde Cuba, Fidel Castro tripudiou contra os “ricos”, fazendo um defasado duetto com a ardida mas infrutífera arenga final do presidente Lula.


Quase pedindo perdão pelo fiasco o presidente dinamarquês da assembléia rogou aos presentes que concordassem pelo menos em “tomar conhecimento” do texto. Isto feito, de madrugada a reunião foi extinta, sem documento final.

Acabou tudo?

É pouco provável. Não estamos diante de uma onda razoável, mas sim diante de uma estranha 'religião', sem Deus e com socialismo.

Já há novos encontros programados para 2010 visando resolver o impasse.

Mas, o mundo civilizado e não-socialista respira aliviado e se prepara para passar o Natal com esse pesadelo afastado, ainda que temporariamente, da Terra.

Fonte: blog 'Verde: a cor nova do comunismo'
 





:: sábado, 19 de dezembro de 2009

TCU investiga

 

TCU recomenda suspensão de decreto

 

Uma esperança para acabar com a famigerada demarcação de falsos quilombolas


Cerca de três mil comunidades ditas quilombolas poderão ter seus processos de titulação parados por recomendação do Tribunal de Contas da União.

O Ministério da Igualdade Racial já gritou que o TCU está extrapolando sua competência. O ministro Edson Santos (foto) recebeu com indignação a orientação do tribunal, pois “o acórdão contraria a política do governo federal”.

Para o ministro, a posição do TCU, “tenta condenar as comunidades quilombolas à situação permanente de miserabilidade”.

O Acórdão n° 2835/2009 foi publicado após análise do conflito entre a Marinha do Brasil e uma comunidade quilombola na Ilha de Marambaia, no Rio de Janeiro. O processo, de número TC 017.952/2007-9, tem como relator o auditor Marcos Bemquerer Costa, e foi impetrado pela Secretaria de Controle Externo no Estado do Rio de Janeiro (Secex/RJ), que questiona a posse da área, ocupada há mais de um século por quilombolas. A Marinha quer construir uma base de submarinos no local.

Os ministros do TCU acataram a recomendação da Secex/RJ, que pede a reavaliação da adequação do Decreto 4.887/2003, e que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) se abstenha de utilizar apenas os critérios do decreto para medir e demarcar as terras reivindicadas por comunidades quilombolas.

No Espírito Santo, parlamentares formaram uma comissão para buscar apoio da bancada federal capixaba com o objetivo de anular o decreto quilombola. A campanha liderada pelos parlamentares atende aos desejos do Movimento Paz no Campo.

A entidade procura esclarecer proprietários e trabalhadores rurais da região norte do Estado sobre o engodo existente nas maquinações em torno de ditos territórios quilombolas.

Este ano, além do reconhecimento do território de São Cristóvão/Serraria, em São Mateus, o INCRA reconheceu as terras de Retiro, em Santa Leopoldina (região serrana).

O órgão executa ainda processos de identificação de propriedades quilombolas em outras duas comunidades em São Mateus, três no município de Conceição da Barra e uma na cidade de Ibiraçu.

Fonte: seculodiario.com.br





:: sábado, 19 de dezembro de 2009

O General Inverno


No frio, um acordo de compromisso. Mas a ofensiva não vai parar

Posted: 18 Dec 2009 01:37 PM PST


O Clima também quis fazer ouvir sua voz na Conferência universal para as mudanças climáticas de Copenhague, COP-15. Afinal é dele que está se falando.

E o fez do jeito dele: soberano, incoercível, incontrolável. Na sexta-feira, dia de encerramento da COP-15 aguardava-se ‒20ºC na Espanha, na Rússia já tinha atingido ‒25ºC.

Holanda, Bélgica, França estavam cobertas de neves extraordinárias para a época.

O “general inverno” parece não ter se impressionado com a presença de presidentes como Obama, Lula ou Sarkozy decididos a controlar as “mudanças climáticas” e conter o “aquecimento global”.


Na foto, num canal de Groningen, Holanda, um marreco parece se perguntar onde está o tal de “aquecimento global” que poderia lhe devolver a água líquida, agora congelada embaixo de suas patas. Tal vez seja um bicho “cético”. Um outro mais “realista” furou o gelo e bebe como pode pelo buraquinho.

Acreditar no “aquecimento global” só mesmo dentro do Bella Center de Copenhague.

Ali, além dos chefes de Estado de 192 nações, mais de 22.000 pessoas ‒ membros de delegações oficiais, jornalistas, ativistas do ambientalismo, comunistas e anarquistas ‒, se apinham para conter o “aquecimento do planeta” e combater as “mudanças climáticas”, num local com capacidade máxima para 15.000 pessoas. Lá em verdade o aquecimento deve estar forte.

Parece cômico, e é melhor levá-lo com um sorriso. Mas, o ambiente é catastrófico. Os responsáveis dinamarqueses pediram desculpas pela confusão.

Johann Hari, colunista do “Independent” de Londres, descreveu no artigo “O surrealismo de Copenhague” para “O Globo”, o ambiente que lá se vive:

“À primeira vista, a conferência climática em Copenhague parece ter saído de uma tela surrealista de Salvador Dalí. Vi o arcebispo Desmont Tutu ser seguido por um enxame de estudantes japoneses vestidos de alienígenas e carregando cartazes dizendo “Levem-me ao seu líder” e “Sua espécie está louca?” Antes, passei por adolescentes revoltados, cobertos de preto e desfiando estatísticas sobre a quantidade de dióxido de carbono que pode ser absorvida. E assisti um casal vestido de vaca sendo atacado pela polícia, que o acusava de atirar pedras com seus cascos.”

Na “Folha de S.Paulo” com a seriedade e competência proverbial, o Prof. José Carlos de Almeida Azevedo, doutor pelo MIT e ex-reitor da UnB, publicou o artigo “Fraude e falsidade”. Nele diz:

“O livro Betrayers of the Truth — Fraud and Deceit in the Halls of Science (Traidores da Verdade — Fraude e Falsidade nos Umbrais da Ciência), de W. Broad e N. Wade, analisa casos de fraude e falsidade na comunidade científica e como elas permanecem não detectadas durante anos.

“Essas observações vêm a propósito da divulgação (climategate) pela internet de 1.079 e-mails e 79 documentos dos computadores do Centro de Pesquisas Climáticas da Universidade East Anglia (CRU, na sigla em inglês), órgão de referência mundial sobre o clima. A leitura de vários e-mails robustece a antiga suspeita de que há fraude na manipulação de dados do CRU, que sempre se recusou a revelá-los, contrariando procedimento salutar e usual da comunidade científica.

“Até agora, nada disso foi objeto de consideração na reunião em Copenhague, que parece cuidar mais de pancadarias e passeatas, na melhor tradição da juventude nazista, como lembrou o visconde Monckton.

“A maior ameaça à humanidade não é o aquecimento antropogênico. Afinal, a Terra está esfriando e se aproxima de um novo período glacial — isso é comprovado por vários fatores, incluindo a inexistência de manchas solares, que desapareceram há quase um ano. O que a ameaça a humanidade é a intromissão, na vida das pessoas e das nações, de órgãos sem mandato eletivo e de grupos econômicos, além da ONU. Eles querem nos governar e determinar às nações o que podem fazer, quanto podem crescer e consumir e se podem ser livres e independentes.”

E aqui o Prof. pôs, mais uma vez, o dedo na chaga. O que está acontecendo não é científico.

Antes bem é acintosamente anti-científico.

Estamos diante de um assalto ideológico ‒ de uma filosofia que parecia perimida, mas que soube se reciclar ‒ e que visa impor uma formidável canga na humanidade.

O que a URSS não conseguiu eles agora tentam com cores esverdeadas que, aliás, desbotam logo que expostas à análises científicas. Aparece então o velho vermelho tijolo ‒ sem a foice e o martelo aparentes ‒ para ditar “às nações o que podem fazer, quanto podem crescer e consumir e se podem ser livres e independentes”, como observou o Prof. Azevedo.

No fim desta sexta-feira, a mídia anuncia que teria saido um acordo de compromisso. “Copenhague: um acordo parcial ‘significativo’ mas ‘insuficiente’” diz “Le Monde”. “Casa Branca anuncia ‘significativo’ acordo sobre o clima”, diz “The New York Times” . A “Folha online” informa que o verdadeiro acordo ficou para 2010.

Ainda não se conhecem os termos do compactuado. Provavelmente não vão satisfazer nem a gregos nem a troianos.

Mas, a ofensiva “verde-vermelha”, ainda que amargurando uma frustração, não vai parar.

Afinal, para eles é uma questão de ideologia totalitária e “religião” libertária. Estranha combinação! Mas, já tentada em países como Cuba, com Fidel e Frei Beto de mãos dadas.

E a agropecuária brasileira está, a primeira, na mira. Que o diga a recém lançada Campanha da Fraternidade 2010!

Fonte: blog 'Verde: a cor nova do comunismo'
 





:: sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Acorda Brasil!

A ... corda, Brasil!

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Demarcações e portarias
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liquidarão a agricultura
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Até o Sen. Augusto Botelho do PT de Roraima protestou contra a criação de nova reserva no seu Estado. Na demarcação da Reserva Raposa/Serra do Sol, o STF decidiu que não haveria mais expansão de reservas indígenas no País.
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- Sou contra qualquer criação de outra área florestal ou indígena até que seja definida a titularidade das terras e a área de domínio de cada pessoa que lá vive – disse o parlamentar.
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Augusto Botelho afirmou que os mais prejudicados são os pequenos e médios produtores rurais, justamente os que foram retirados da área da reserva e que, até o momento, não receberam a indenização prometida pelo governo, nem assistência técnica para instalação na nova área, a Serra da Lua.
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Segundo o senador, do total de 22 milhões de hectares de terra existentes em Roraima, 10 milhões correspondem a reservas indígenas e 2 milhões estão divididos entre o IBAMA e o Exército, restando 10 milhões de hectares para serem utilizados em atividades produtivas.
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Se contadas as Áreas de Proteção Permanente (APAs) e a reserva legal, restam somente 46% do total para uso econômico.
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Fonte: Agência Senado




:: sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Fábrica de índios ameaça

Fábrica de índios ameaça
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com 'rio de sangue”
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Em carta ao presidente Lula, os índios do Xingu responsabilizam o Governo pelo que poderá 'ocorrer aos executores da obra, aos trabalhadores e aos povos indígenas no caso de ter continuidade o projeto da represa de Belo Monte de forma arbitrária'.
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'O rio Xingu pode se transformar em um rio de sangue, que o Brasil e o mundo estejam cientes com o que possa ocorrer no futuro se os governantes não respeitarem nossos direitos', afirmaram os índios na carta, divulgada pelo CIMI (Conselho Indigenista Missionário), organização ligada à Igreja Católica.
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O documento representa uma escalada de ameaças, depois que os índios advertiram no início de novembro que a vida dos operários da represa e dos índios estaria 'em risco'.
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A hidrelétrica de Belo Monte será licitada em 21 de dezembro, transformando-se na segunda maior do País depois de Itaipu. Com capacidade de 11.233 megawatts, será construída em Altamira (PA), perto da foz do rio Xingu.
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O projeto de Belo Monte começou há mais de duas décadas, mas foi paralisado pela pressão de ecologistas e índios, que continuam insatisfeitos apesar do atual projeto ser mais benigno com o entorno.
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Fonte: OESP/08/12/09




:: sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Fascismo climático

Cúpula de Copenhague: deputados americanos bloquearão qualquer lei enquanto não acabar o “fascismo climático”

Posted: 09 Dec 2009 09:44 PM PST


Uma delegação de congressistas republicanos viajará a Copenhague para deixar bem claro às delegações presentes que seu grupo não avalizará qualquer promessa do presidente Obama com relação ao controle de gases estufa.

A notícia foi difundida pela Fox News  e ecoada, entre outros pelo diário espanhol “El Mundo”.

O porta-voz do grupo deputado James Sensenbrenner fez o anúncio em Washington (foto). Os republicanos estão em minoria no Congresso. Porém, a vertiginosa perda de popularidade do presidente Obama deixou inseguros os congressistas democratas. O resultado é que o presidente não pôde aprovar as medidas demagógicas que imaginava ter prontas para a Cúpula de Copenhague.

Nesse contexto de divisão entre democratas, os republicanos mostraram-se hábeis em bloquear as promessas do presidente.


Acresce que a opinião pública americana acredita cada vez menos no “aquecimento global antropogênico”.

A empresa de sondagens Pew constatou em outubro que a percentagem de americanos que acredita no aquecimento global caiu de 71% para 57% desde abril de 2008. Mais importante ainda: só 36% acredita que esse aquecimento se deva à atividade humana.

“Não há como negá-lo: estamos perdendo. A negação da mudança climática está se espalhando como uma doença contagiosa”, comentou George Monbiot, ambientalista e colunista do 'The Guardian' de Londres, a respeito das enquetes negativas para o alarmismo.

As reações do público dos EUA contra o alarmismo climático mostram-se muito “quentes” e a resistência pode ser feroz.

Sensenbrenner vai para esclarecer aos líderes mundiais reunidos na capital dinamarquesa que o Congresso americano não apoiará lei alguma pela redução dos gases estufa enquanto não acabe o que ele qualificou de “fascismo científico”.

O deputado escreveu ao presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Rajendra Pachauri, exigindo que a Conferência evite utilizar trabalhos dos cientistas envolvidos no Climagate. Para Sensenbrenner ficou claro que os dados científicos foram distorcidos.

Mas, para Rajendra Pachauri não há como atender o pedido republicano sem esvaziar o conteúdo dos relatórios preparados para a Cúpula do clima.

Por sua vez, o parlamentar republicano Mike Pence, disse nesta terça-feira que Obama deveria evitar as promessas em Copenhague. “Sr. Obama, não faça em Copenhague promessas que nós não poderemos cumprir”, advertiu.

“Mas vale cair com Minas do que cair em Minas”... diz a velha sabedoria mineira. Obama terá inteligência para perceber tudo o que isso significa? Ou o fanatismo alarmista cegá-lo-á na hora decisiva de falar? 

Fonte:  blog Verde: a cor nova do comunismo





:: domingo, 6 de dezembro de 2009

Babel do clima

Climagate: ONU promete investigar. Cientista espanhol diz que opinião pública foi ludibriada. A Babel do clima

Posted: 05 Dec 2009 03:42 AM PST

O Dr. Gabriel Calzada, presidente do Instituto Juan de Mariana, professor da Universidade Rey Juan Carlos declarou a “El País”  que o “Climagate” “é um caso claro de corrupção científica. A opinião pública foi enganada. Isso não quer dizer que não haja aquecimento e que outros cientistas sérios possam ter razão. Porém, cai por terra a versão alarmista da mudança climática, que oculta que nos últimos 11 anos não houve aquecimento e [a fraude] do gráfico do taco de hóquei”.

Para “El País”, o “Climategate” foi tão longe que paira sobre a Conferência de Copenhague. Pois, observa o jornal, “se o aquecimento é falso e se a mão do homem não tem nada a ver, para o quê o mundo gastará bilhões trocando o sistema energético para reduzir as emissões de gases estufa?”

De que jeito fica o IPCC, criado pela ONU para atualizar o estado do conhecimento da mudança climática?, indaga o jornal porta-voz do socialismo espanhol. “Uma coisa é que alguns cientistas tenham agido pouco eticamente ou que utilizem expressões pouco adequadas. Mas uma coisa muito diversa é um caso que abala décadas de investigação”, acrescentou.

Num debate organizado em Madrid pelo muito oficial Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), o oceanógrafo Carlos Duarte fez a apologia do “aquecimento global”, sendo abertamente contestado pelo Dr. Miguel Losada, do Centro Andaluz de Meio Ambiente, da Universidade de Granada.

Losada, se apoiando em Einstein ‒”temos que fazer as coisas do modo mais simples, mas não mais simples do que necessário” ‒ desqualificou “o excesso de zelo que consiste em dizer que a mudança climática se deve ao CO2”.

Por sua parte, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas ‒ IPCC, da ONU ordenou investigar se os cientistas envoltos no Climagate manipularam as informações sobre o aquecimento global, informaram diversos órgãos da imprensa como o 'Times' de Londres e 'La Nación' de Buenos Aires. E, com menor destaque, alguns do Brasil.

O caso é delicado pois o IPCC é grande suspeito no caso, e uma investigação por ele conduzida poderá ser facilmente contestada ou ainda incriminada de parcialidade.

O chefe dos negociadores da Arábia saudita, Mohammad Al-Sabban (foto), disse à BBC que o Climagate terá “profundo impacto” na reunião de Copenhague. Segundo ele, o material hackeado sugere que a mudança climática não tem causa humana.

Mas a voz da Arábia Saudita é pouco respeitada e acusada de encobrir interesses do lobby do petróleo.


O panorama assemelha-se à da confusão das línguas na Torre de Babel.

E a confusão está no próprio ponto de partida: não há provas claras de que exista o tal “aquecimento global antropogénico”.

Construir um acordo formidável sobre essa incerteza básica, como aliás pretende-se, ou pretendia-se, fazer em Copenhague, equivale a construir um castelo sobre uma montanha de areia.

Se se fizer esse castelo, os adversários da ordem civilizada serão os únicos vencedores, pois eles já poderão antever o dia da queda da nossa civilização.

É urgente impor um freio a esses absurdos, fazer uma pausa prudente e trabalhar sobre dados solidamente fundados na realidade. Copenhague pode esperar ou ser esquecida para sempre se assim for melhor para o futuro da humanidade.

Fonte: blog 'Verde: a cor nova do comunismo'





:: quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Fábrica de índios

 

Índios ensinam como agitar

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Deputado mineiro denuncia
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O SR. LAEL VARELLA (DEM-MG. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, nosso pujante agronegócio vem sofrendo várias ameaças. Além de estar prestes a perder mais de 17 milhões de hectares de terras produtivas a título de reserva legal, proliferam as chamadas Fábricas de índios, uma espécie de MST vestido de índio que invade e aterroriza o campo brasileiro.
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A revista Época traz uma matéria da maior gravidade sobre um tal Lampião tupinambá, que se auto-intitula cacique Babau e invade fazendas para conseguir a demarcação de uma reserva indígena.
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Segundo o texto de Mariana Sanches, Babau é um dos líderes do grupo de 3 mil pessoas que se auto-intitulam tupinambás, os primeiros índios com quem Pedro Álvares Cabral travou contato ao desembarcar em terras brasileiras.
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Desde 2004, ele e seu bando já invadiram 20 fazendas na região da Serra do Padeiro, localizada entre os municípios baianos de Ilhéus, Buerarema e Una. De acordo com a Polícia Federal, os índios usam armas e recorrem à violência em suas invasões.
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Nos últimos cinco anos, Babau passou a ser considerado por autoridades locais um inimigo público no sul da Bahia.Prossegue a reportagem: As reivindicações dos tupinambás começaram a transbordar para invasões em 2004.
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De acordo com os agricultores, os índios chegam às fazendas em bando, armados de escopetas e rifles, expulsam os não índios com ameaças de morte, destroem lavouras, incendeiam casas. O modus operandi do grupo que se diz indígena é semelhante ao dos sem-terra, afirma Pedro Holliday, juiz federal de Ilhéus.
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Holliday já deu 19 liminares de reintegração de posse, mas nenhuma foi cumprida. A Justiça entendeu que a operação de retirada dos índios de qualquer uma das fazendas poderia ser a faísca detonadora de uma explosão de violência na região.
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Babau dá duas explicações para as invasões. Uma é de ordem prática. Foi preciso ocupar as terras porque a FUNAI estava demorando demais com a demarcação.Até 2004 tínhamos 30 crianças desnutridas por falta de comida. E se é para pedir esmola à FUNAI preferimos morrer guerreando, diz. A segunda é de natureza religiosa.
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Nos nossos rituais sagrados, os encantados, os espíritos que olham por nós, nos disseram que era hora de retomar a nossa terra. Para quem está sob a ameaça das ações comandadas por Babau, as invasões de terras atendem a interesses oportunistas.
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Tem tido muito abuso na área, muita gente querendo se passar por índio para tentar conseguir alguma vantagem ou chantagear donos de terras, diz Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e dono de um hotel na região.
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Parte do terreno de Armínio está dentro da área que a Funai diz ser dos tupinambás.Se a demarcação sair, entre 18 mil e 20 mil não índios que hoje moram na região em cerca de 600 propriedades terão de partir.
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Em sua maioria, são pequenos produtores, que plantam cacau, mandioca, banana, abacaxi, melancia e borracha. Oitenta por cento da área é dividida em sítios de até 10 hectares de terras, herdados de pais ou avós, diz Clodoaldo Barbosa, presidente do Conselho Regional Associativista de Buerarema e Adjacências (Crasba), que reúne 1.200 produtores rurais.
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Cada família vive com R$ 800 por mês. E não tem para onde ir. O clima está muito tenso.A repórter arremata: Os agricultores sob ameaça de despejo dizem que preferem começar uma guerra a ser retirados de suas terras.
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Não acredito que o governo vai ter a ousadia de dizer que a terra em que moro há53 anos, pagando imposto, não é minha, diz Manuel de Quadros, de 69 anos, vizinho de Babau. Quadros divide com quatro irmãos e um filho os 75 hectares de terra herdados do pai.
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Quando chegamos aqui, derrubamos a mata no braço para plantar a roça. Não tinha essa história de índio.

Sr. Presidente, essa verdadeira Fábrica de índios que vem se espalhando pelo Brasil é fruto de uma política indigenista equivocada. A nossa sociedade e o nosso homem do campo exigem respeito ao direito de propriedade e paz para trabalhar.
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Tenho dito.




:: segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O mito do aquecimento congelou...

 

O mito do aquecimento congelou...

Segue matéria da FSP surpresa com o frio. 

Frio atípico surpreende cientistas na Antártida

Verão tem mar congelado e neve acumulada na região mais tépida do continente, que teve em 2009 o inverno mais rigoroso em 18 anos

Pesquisadores chegam a afirmar que área onde o Brasil faz ciência passa por resfriamento; em outras zonas, o degelo continua


Eduardo Knapp/Folha Imagem

 

Estação Antártica Comandante Ferraz, semicoberta de neve

EDUARDO GERAQUE
ENVIADO ESPECIAL A ANTÁRTIDA

O domingo foi de neve na baia do Almirantado. O vento forte fez ondas se formarem no mar. A vista das janelas da estação brasileira Comandante Ferraz é bloqueada pelo acúmulo de mais de dois metros de altura de neve. No fundo da baía, grande parte do mar permanece congelada.
Os mais experientes olham para o calendário e se surpreendem. Nesta época, verão no hemisfério Sul, é comum que não exista mais neve em frente à estação.
Quem dá sustentação para a impressão dos pesquisadores antárticos é Heber Passos, ele mesmo um veterano na ilha Rei George, que abriga a estação antártica brasileira.
O técnico do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) vive em um módulo separado da base, no alto de um morro próximo. Lá, ele registra tudo sobre as condições meteorológicas de toda a área.
Os gráficos que emergem do computador atestam um inverno rigoroso. O mês de agosto, por exemplo, teve mínima de 25,6 C negativos e média de -9 C. Só superior a 1991, quando a estação controlada pelo Inpe, que opera há 23 anos, marcou -28,5C de temperatura mínima e média de -11,3C.
Nos últimos dias, em novembro, as temperaturas rondaram 0C, com sensação térmica de -13C em alguns momentos.
Menos importante que os recordes anuais dos termômetros, diz Passos, é o ciclo dos invernos rigorosos. 'Antes eles eram mais espaçados [de quatro em quatro anos mais ou menos], agora tivemos um 2007 e outro em 2009', comenta.
Por eventos como o registrado hoje na estação brasileira, é que outros pesquisadores antárticos do Brasil não gostam do termo aquecimento global.
Eles preferem falar em variações climáticas. Pelo menos onde fica estação Comandante Ferraz e na região noroeste da península Antártica, o termo mais correto para é 'resfriamento global', mesmo os cientistas não sabendo explicar por que ele está ocorrendo.
De acordo com Passos, não são apenas os dados brasileiros que apontam na direção de um quadro mais frio. O acúmulo de neve é sentido por outras estações próximas, como a base chilena Presidente Frei.
No leste e no sul, entretanto, a perda de gelo continua, e em ritmo forte, mostram outros estudos feitos na região.
'Podem ser dois lados de uma mesma moeda', cogita o técnico do Inpe.
Lá fora, grupos de pesquisa em ação neste verão antártico sentem em suas rotinas de trabalho a meteorologia alterada. Seja por causa da ausência dos bichos que eles costumam estudar nesta época do ano, seja por problemas técnicos que a neve costuma causar.
No caso das aves, nesta época do ano, cientistas esperavam encontrar ninhos de skuas e gaivotões, por exemplo, em praias próximas. Mas os primeiros dias de pesquisa estão sendo tocados em ritmo lento. Por causa do grande acúmulo de gelo, dizem, os bichos ainda não montaram os seus ninhos.
O problema para o grupo dos peixes é de ordem técnica. O gelo ainda prende a lancha de pesquisa da estação brasileira. Sem ela, o deslocamento fica difícil.
Dentro de Ferraz, a neve fora de hora também deixa sequelas. Os dois lagos de abastecimento de água do complexo estão congelados. Banho apenas uma vez por dia, de preferência bem rápido. Lavar roupa, por enquanto, está proibido pelo chefe da estação.

FSP, 30 de novembro de 2009

 





:: sábado, 28 de novembro de 2009

O perigo da luta de classes no campo

 

      Para o evento em que a Lei da Agricultura Familiar foi sancionada, foi convidada a Via Campesina. Seu representante, num duro discurso, acusou o “latifúndio” de incentivar a violência no campo: “Não queremos de volta a burguesia no poder”. 

      Segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”
(25-6-06), para o dirigente da Via Campesina, a lei demarca de fato a luta de classes no campo.

      Com essa preocupação, os sem-terra continuarão a não produzir, a invadir, a saquear, a destruir por meio de ações criminosas, como foi a destruição dos laranjais da Cutrale exibida fartamente pela mídia, estarrecendo a Nação.

      Enquanto isso, a verdadeira agricultura familiar — de proprietários de pequenas áreas, de produtores com vocação para o campo, e que fazem parte da cadeia produtiva do agronegócio — prosperou. No Censo Agropecuário de 2006, recentemente publicado, ela apresentou números fantásticos, como vimos acima.
 
      Fonte: Informativo Rural - Revista Catolicismo




:: sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mar verde no sertão mineiro



O eucalipto está deixando de ser patinho feio para se tornar cisne no agronegócio mineiro. A demanda mundial por celulose da árvore para fabricação de papel avança a passos largos, impulsionada pela China. No Brasil, as siderúrgicas engrossam o coro. Elas estão de olho nas florestas plantadas por pequenos produtores rurais porque querem uma produção sustentável, que não dependa das importações de carvão mineral, mais poluente que o vegetal. Essa busca fez com que o eucalipto atingisse uma área de quase 1,5 milhão de hectares em Minas Gerais, ultrapassando a cultura mais tradicional do estado, o café, cujas plantações ocupam hoje 1,1 milhão de hectares, de acordo com dados divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“No primeiro semestre de 2009, a China aumentou em 68% as importações de celulose, enquanto os mercados desenvolvidos apresentaram queda próxima de 20%”, diz o economista-chefe da Ativa Corretora, Arthur Carvalho. Ele chama a atenção para a preferência pelo eucalipto. “Em 2008, enquanto a demanda mundial por celulose subiu algo próximo de 1,3%, a demanda por celulose de eucalipto cresceu 13%, 10 vezes mais”, compara.

O Brasil, e Minas Gerais especialmente, avança nesse cenário. Segundo a pesquisa do IBGE, em 2008 Minas ultrapassou o Paraná e assumiu a liderança nacional no valor bruto da produção da silvicultura (florestas plantadas) e extração vegetal (vegetação nativa). Atingiu a cifra de R$ 2,54 bilhões. O estado é agora o maior produtor nacional, participando com 78% da produção nacional da silvicultura e com 18% da extração vegetal. “Interessante é que a produção de carvão proveniente de vegetação nativa apresentou queda de 4,9% em relação a 2007, enquanto a da silvicultura aumentou 7,9%”, salienta o supervisor de pesquisa agropecuária do IBGE, Humberto Silva Augusto. Segundo ele, o aumento poderia ter sido ainda maior se não fosse a crise.

Com uma participação modesta – de apenas 3% – no mercado mundial de celulose e madeira serrada de origem renovável, o Brasil tem grandes chances de ocupar mais espaço nesse novo filão, sustenta Bernardo de Vasconcellos, presidente da Associação Mineira de Silvicultura (AMS). Para ter uma ideia da baixa representatividade brasileira, a Finlândia, país de dimensões bem menores, detém 8% das vendas mundiais. “Poucos países têm condições de produzir madeira de origem limpa, mas todos têm de consumir. O Brasil domina a tecnologia em genética e cultivo de florestas e o nosso índice de produtividade é seis vezes maior que a média no mundo”, afirma o executivo.

Vasconcellos lembra que o uso da floresta plantada foi reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como sistema capaz de gerar os chamados créditos de carbono, enquanto mecanismo de produção movido a combustível renovável. A floresta captura mais carbono do que produz e libera oxigênio em proporções superiores. “A sociedade vem tomando conhecimento de que precisamos defender o que temos de florestas nativas, e cada hectare de eucalipto plantado ajuda a preservar cerca de 10 hectares dessas florestas nativas. O índice de desenvolvimento humano progride significativamente nas áreas onde temos as atividades florestais”, afirma o presidente da Câmara da Indústria de Base Florestal da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Antônio Claret de Oliveira.

O cultivo de eucalipto mudou a rotina dos moradores de Paraopeba (Região Central), a 97 quilômetros de Belo Horizonte. Luiz Fernando Figueiredo, proprietário da Fazenda Capão da Ema, é um deles. Dedicava-se à pecuária de leite, atividade que nunca rendeu bom retorno financeiro, até que em 2002 aderiu a um programa do governo e iniciativa privada. “Plantei no pasto degradado, com mais de 20 anos de pisoteio de gado, e preservei a mata nativa. Foi uma ótima aposta. Comecei com 27 hectares e já tenho 140 hectares plantados.” Depois de sete anos, momento do primeiro corte, e após R$ 68 mil em investimentos (R$ 2,5 mil por hectare), ele negocia a sua produção de eucalipto por R$ 700 mil. “

Figueiredo aponta ainda como vantagem a flexibilidade de negociação dentro do setor. “Se as siderúrgicas estão em crise, posso vender para a indústria moveleira, construção civil (postes e mourões), casca para alambiques e folhas para óleos essenciais. Não preciso ficar restrito ao carvão”, exemplifica. Ele conta que quase toda a vizinhança se dedica ao mesmo negócio, o que está transformando o município de Paraopeba em mais um polo moveleiro de Minas. “A gente estima que o apagão florestal, previsto para 2017, seria adiado para 2020 com a ajuda dos produtores rurais”, observa. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a cadeia produtiva florestal gera cerca de 800 mil empregos diretos e indiretos em Minas.





:: sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Zumbi, um escravocrata - 2

 

A bondosa Princesa Isabel...




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...substituída por Zumbi, um escravocrata





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As ONGs procuram mitificar a história do Quilombo dos Palmares, apresentando-o como um refúgio de liberdade do negro perseguido. A realidade histórica, entretanto, difere bastante dessa criação mítica.

      Na verdade, o referido quilombo mantinha a escravidão e espalhava terror, mesmo entre muitos negros. 

José de Souza Martins denuncia a mistificação do Quilombo dos Palmares ao denunciar a existência da escravidão dentro dele: “Os escravos que se recusavam a fugir das fazendas e ir para os quilombos eram capturados e convertidos em cativos dos quilombos. A luta de Palmares não era contra a iniqüidade desumanizadora da escravidão. Era apenas recusa da escravidão própria, mas não da escravidão alheia. As etnias de que procederam os escravos negros do Brasil praticavam e praticam a escravidão ainda hoje, na África. Não raro capturavam seus iguais para vendê-los aos traficantes. Ainda o fazem. Não faz muito tempo, os bantos, do mesmo grupo lingüístico de que procede Zumbi, foram denunciados na ONU por escravizarem pigmeus nos Camarões”.

Faz parte da propaganda de certos movimentos negros exaltar a figura de Zumbi como sendo o libertador dos escravos. Ora, a ascensão dele se deu após o assassinato do tio: “Depois de feitas as pazes em 1678, os negros mataram o rei Ganga-Zumba, envenenando-o, e Zumbi assumiu o governo e o comando-em-chefe do Quilombo”.

Carneiro confirma o governo despótico de Zumbi: “Nina Rodrigues esclarece que nos Palmares havia 'um governo central despótico' semelhante aos da África na ocasião”. Não havia liberdade para sair: “Se algum escravo fugia dos Palmares, eram enviados negros no seu encalço e, se capturado, era executado pela ‘severa justiça’ do quilombo”.

Zumbi rompeu as pazes e espalhou o terror. Tais eram as devastações que os quilombolas espalhavam em torno de si, que a pedido das populações circunvizinhas foram organizadas as expedições armadas, das quais resultou a sua destruição.

Décio Freitas, autor do livro Palmares – A Guerra dos Escravos, em entrevista para a Folha de S. Paulo, confessou que depois das pesquisas, “ele tem hoje uma visão diferente do líder negro Zumbi. ‘Acho que, se ele tivesse sido menos radical e mais diplomático, como foi seu tio Ganga-Zumba, teria possivelmente alterado os rumos da escravidão no Brasil.’''

Zumbi não tinha pretensões de libertar os escravos – maior mercadoria da África – e mantinha os costumes ali vigentes, pelos quais algumas etnias escravizavam os seus inimigos. Os portugueses, na maior parte das vezes, não capturavam os escravos, mas os compravam das tribos que moravam na costa do continente africano. Até hoje a escravidão é praticada em várias regiões da África. Zumbi mantinha escravos de tribos inimigas para os trabalhos do quilombo.


      Bem diferente e diametralmente oposta era a Princesa Isabel, a Libertadora dos escravos.  Uma alma cristã e bondosa que aceitou sacrificar o trono em troca da libertação dos escravos. 
   
      No dia 13 de maio de 1888, a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea libertando todos os escravos no Brasil. Dia de grande festa, o parlamento do Império foi inundado com uma chuva de rosas. O embaixador norte-americano apanhou algumas flores e disse: 'Quero guardar essas flores de lembrança dessa maravilha. No Brasil a extinção da escravidão foi comemorada com flores, enquanto no meu país custou uma guerra civil com mais de um milhão de mortos'.

      Segundo os atuais movimentos quilombolas, essa harmonia, a miscigenação e a bondade de trato do brasileiro devem acabar. Seria o conflito de raças acrescentado à luta de classes marxista.

      
      Para isso, cumpre alterar a História: a bondosa Princesa Isabel, que acabou com a escravidão pelas vias legais e com o sacrifício do próprio trono, deve ser substituída por Zumbi, o líder guerreiro negro, tirano e escravocrata.
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Fonte: A Revolução Quilombola – Guerra racial, confisco agrário e urbano, coletivismo – Nelson Ramos Barretto, Ed. Artpress, SP, 2007.
 
 




:: quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Zumbi, um escravocrata

  

A bondosa Princesa Isabel

substituída por Zumbi, um escravocrata

As ONGs procuram mitificar a história do Quilombo dos Palmares, apresentando-o como um refúgio de liberdade do negro perseguido. A realidade histórica, entretanto, difere bastante dessa criação mítica. Na verdade, o referido quilombo mantinha a escravidão eespalhava terror, mesmo entre muitos negros.

Libertadora dos escravos, a Princesa Isabel era uma alma cristã e bondosa que aceitou sacrificar o trono em troca da libertação dos escravos. Após ter ela assinado a Lei Áurea, o Barão de Cotegipe vaticinou: “Vossa Alteza libertou uma raça, mas perdeu o trono”. Um ano e meio depois, o golpe militar de Deodoro derrubava a Monarquia. Aoseguir com sua família para o exílio, lembrando-se da profecia de Cotegipe, a Princesa declarou: “Mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar os escravos do Brasil”.

Segundo os atuais movimentos quilombolas, essa harmonia, a miscigenação e a bondade de trato do brasileiro devem acabar. Seria o conflito de raças acrescentado à luta de classes marxista. Para isso, cumpre alterar a História: a bondosa Princesa Isabel, que acabou com a escravidão pelas vias legais e com o sacrifício do próprio trono, deve ser substituída por Zumbi, o líder guerreiro negro, tirano e escravocrata.
 
Fonte:   A Revolução Quilombola – Guerra racial, confisco agrário e urbano, coletivismo – Nelson Ramos Barretto, Ed. Artpress, SP, 2007.




:: terça-feira, 17 de novembro de 2009

A terra está esfriando

 

                  

Na iminência de Copenhague, cientista brasileiro alerta: “o planeta está esfriando!”

 


Num momento em que as maiores incertezas envolvem a iminente Conferência de Copenhague, o professor cearense José Carlos Parente de Oliveira, 56, da UFC, Doutor em Física com Pós-doutorado em Física da Atmosfera, concedeu ponderada e elucidativa entrevista ao “Diário do Nordeste”.

Nela, afirma que, cientificamente, não se sustenta a tese de que a atividade humana determina ou influencia o clima no planeta.

E que contrariamente ao alarmismo, o globo não está aquecendo. “Na verdade, a Terra está esfriando”, afirma ele.

Para o professor Parente a polêmica está descentralizada e desvirtuada: “Perdemos o foco do problema. E o foco do problema são os meios de produzir, é a forma errada de como o homem produz seus bens”.

Eis a primeira parte, desta oportuna entrevista:

Por que o senhor caminha na contramão do ambientalmente correto e proclama que o planeta não está aquecendo, mas esfriando?

A busca da verdade deve ser o norte, o foco da atividade em ciências. E penso que não é isso o que ocorre com o tema aquecimento global. A sociedade está sendo bombardeada por notícias, reportagens na tevê, filmes e tudo isso com a mensagem de que as atividades humanas relacionadas às queimas de combustível fóssil (petróleo, carvão e gás) são as culpadas pelo aquecimento da Terra. O grande responsável por esse bombardeio é o Painel Intergovernamental sobre as Mudanças Climáticas (IPCC na sigla em inglês), que é um órgão da ONU.


O senhor quer dizer que um organismo da ONU está provocando um terrorismo ambiental?

Vejamos. A hipótese do aquecimento global antrópico defendido pelo IPCC não possui base científica sólida. Não há dados observacionais que provem cabalmente a influência humana no clima. 

Se voltarmos um pouco no tempo nós constataremos que entre os anos de 1945 e 1977 houve um resfriamento da Terra, acompanhado de grande alarde de que o planeta congelaria, haveria fome, milhares de espécies desapareceriam etc. E veja que nesse período houve grande queima de carvão e petróleo motivada pela reconstrução da Europa e da Ásia após a 2ª Guerra Mundial.

Outro exemplo de não conexão entre concentração de CO2 e temperatura da Terra ocorreu entre os anos 1920 e 1940, período em que a Terra esteve mais quente que os anos finais do século XX, e nesse período a atividade de queima de combustível foi de apenas 10% do que foi observado nos anos 1980 e 1990.

Afinal, o que é mesmo que está acontecendo?

Por volta dos anos 1300 ocorreu o Período Quente Medieval em que a temperatura da Terra foi superior a atual em cerca de um grau centígrado. Segui-se então um período frio conhecido como Pequena Era Glacial por volta dos anos 1800. Esses períodos são bem conhecidos dos estudiosos do clima terrestre.


O que está ocorrendo é uma recuperação da temperatura pós Pequena Era Glacial, mas essa recuperação é lenta e ocorrem oscilações em torno dela. Para visualizar, podemos pensar em uma reta que ascende lentamente, ocorrendo oscilações em torno dela. Essas oscilações ocorrem em menores escalas de tempo, e são originadas por fatores naturais, como a radiação solar, a interação dos oceanos, principalmente do Pacífico, cuja temperatura oscila com período aproximadamente decenal. Porém essa recuperação cessou em 1998.

Então, em vez de estar aquecendo, a Terra está esfriando agora? Mas isso é o contrário do que proclamam as ONGs, os cientistas, os jornais. Quem está errado?

No ano de 1998, houve um fenômeno atípico: um super El Niño aqueceu a terra quase um grau acima da média em que ela se encontrava. Desde esse fenômeno do El Niño, a temperatura da Terra, sistematicamente, vem diminuindo, conforme os dados coligidos pelos satélites. Esses dados, porém, não são aceitos e nem utilizados pelo IPCC nos seus documentos.

Qual a razão? Há um viés político por trás disso?

Penso que a atividade cientifica não está desvinculada da política. São as nações e sua sociedade que definem o ramo da ciência a ser financiado por elas. Entendo que a atitude do IPCC é para favorecer cientistas, pesquisadores que defendem a tese hipotética de que o homem é culpado pelo pequeno aquecimento do planeta, que cessou em 1998 e que foi menor do que o anunciado.

Os satélites que medem o clima da terra desde 1978 indicam que, de 1998 para cá, estamos vivendo um período de diminuição da temperatura. Só para que se tenha uma ideia de que esse dado de redução da temperatura é levado a sério, o grupo de pesquisas da Nasa que lida com lançamento de satélites está programando para 2021-2022 o envio de uma nave que deixará o sistema solar.

Ora, a atividade solar é muito importante e é um impedimento para que uma nave como essa saia do sistema solar. Por que eles programam esse lançamento para 2021-2022? Resposta: porque será o ano em que o sol terá a menor atividade. E a atividade solar é muito bem relacionada com a temperatura da terra, via efeito indireto de formação de nuvens baixas. Essa correlação de nuvens baixas, atividade solar e temperatura da terra está muito bem documentada na literatura científica.

(continua no próximo post)

Fonte: blog Verde: a cor nova do comunismo
 
 





:: segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Adiado prazo para recuperar matas

 

Adiado prazo para recuperar matas

 Os produtores ganharam maior prazo, entretanto é preciso mobilizar o Congresso para mudar o absurdo Código Florestal.

Causa estranheza jogar a culpa nos agricultores, embora o maior foco de poluição esteja nas cidades.


               EDUARDO SCOLESE -
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Nas discussões sobre as mudanças no Código Florestal, os ruralistas venceram a queda de braço contra os ambientalistas, e o presidente Lula prorrogou o decreto da reserva legal de 11 de dezembro para 11 de junho de 2011. Os produtores terão mais 18 meses para se adequar às regras de preservação dos pedaços de floresta de suas áreas.

Essa decisão foi comunicada pelo presidente aos ministros Reinhold Stephanes (Agricultura) e Carlos Minc (Meio Ambiente) na segunda, em reunião em São Paulo da qual participaram também Dilma Rousseff (Casa Civil) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário).

Stephanes disse a Lula que a entrada em vigor do decreto tendo como base a atual legislação ambiental colocaria na ilegalidade cerca de 3 milhões de pequenos e médios proprietários que desmataram legalmente suas áreas para avançar com lavouras décadas atrás.

Lula abraçou a ideia e determinou a prorrogação do decreto, o que dá a Stephanes e aos ruralistas um ano e meio de prazo para mudar o Código Florestal. Quando o decreto entrar em vigor, o proprietário autuado pela fiscalização sem a totalidade da reserva legal terá prazo de 120 dias para formalizar uma proposta de recuperação da área. Feito isso, o que já o livra da multa, terá até 2031 para recuperar a área de floresta.

Segundo o código, a reserva legal na Amazônia representa 80% da propriedade. No cerrado da Amazônia Legal, 35%, e nas demais áreas do país, 20%.

Esse decreto teve sua primeira versão publicada em julho do ano passado. Diante das críticas de ruralistas, Lula editou cinco meses depois uma versão mais amena, com multas mais leves e prazo maior para o produtor se adequar às leis.

Essa nova prorrogação do decreto, que Minc tentou evitar por meio de uma proposta de programa com facilidades para o produtor registrar sua reserva legal, é mais uma vitória dos ruralistas e uma forma encontrada pelo presidente para evitar críticas do setor produtivo na campanha eleitoral de 2010.

FSP, 14 de novembro de 2009





:: segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Agricultores repudiam demarcação

 

 

Acorda Brasil!

 

Hoje é Picadinha, amanhã será você.

 

Picadinha mostra sua importância

 

Agricultores fazem ato e repudiam demarcação das terras em favor de um grupo que se intitula descentes de quilombolas

 

DOURADOS – Produtores rurais da região da Picadinha foram até o Calçadão da Praça Antônio João, sábado de manhã, dispostos a mostrar a importância econômica da localidade, além de protestar contra a demarcação que favorece um grupo de pessoas que se intitula descendentes de quilombolas.

 

Durante o ato, os produtores colheram assinaturas, que serão encaminhadas nesta semana aos deputados e senadores da bancada federal de Mato Grosso do Sul, bem como ao governo do Estado e à presidência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), responsável pelo processo de demarcação de terras da Picadinha. Passaram pelo evento algumas autoridades públicas do município, como o prefeito Ari Artuzi (PDT), que acabou assinando o abaixo assinado em apoio aos produtores.

 

Para o ato público, os produtores usaram camisetas amarelas onde deixam claro que a Picadinha não é uma comunidade quilombola, mas sim uma comunidade rural, 100% produtiva e formada por gente trabalhadora. De acordo com vice-presidente da Associação de Moradores da Picadinha Neri Decian, atualmente a região produz mais de R$ 12 milhões em produtos que ajudam a alimentar o país, além de gerar diretamente 1.200 empregos. 'Queremos mostrar à sociedade e quem conhece nossa história sabe disso, que a Picadinha nunca teve quilombo e, portanto, não pode ter quilombolas', desabafa Decian.

 

Ele lembra que as ameaças de perder as terras deixaram os ânimos dos produtores rurais acirrados, principalmente depois que a equipe técnica do INCRA reiniciou os estudos antropológicos das áreas. Muitos proprietários apostam em conflito, pois, segundo eles, ninguém está disposto a entregar as propriedades.

 

Eles afirmam que as terras são legitimamente tituladas, conforme a lei. 'Compramos, pagamos e temos escritura, porque agora querem destruir uma comunidade com a desculpa que vão criar outra?', questiona Neri Decian.

 

O advogado Cícero Alves da Costa, que representa os produtores na ação judicial que tenta barrar a demarcação, lembra que quem conhece da história local sabe que as terras da Picadinha sempre foram habitadas por pessoas oriundas do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. 'Do dia 31 de março de 2005 para cá é que as terras da Picadinha também passaram a ser habitadas por descendentes de escravo. E por que isso? Porque seis indivíduos daquele lugar, de nome Desidério, Irinilda, Norvino, Plínio, Ramão e Sônia, se auto-reconheceram descendentes de escravo', relata o advogado.

 

Para o advogado, 'na ânsia de defender um quilombo em Dourados, tanto o INCRA quanto o Ministério Público Federal atropelam o Decreto nº 4.887/2003, querem reconhecer como de ocupação de quilombola uma área de terras que desde a sua origem é de propriedade particular'.

 

 

http://www.progresso.com.br/not_view.php?not_id=43321

 

 





:: domingo, 15 de novembro de 2009

Falsos Quilombolas ameaçam a propriedade

 

Falsos Quilombolas ameaçam a propriedade e a produção em Dourados – MS

 

Dourados: agricultores protestam contra quilombola

Pelo menos 20 agricultores realizam manifestação na manhã deste sábado na Praça Antonio João, em Dourados, para protestar contra a possível demarcação de 3.746 hectares do distrito de Picadinha como área quilombola. Os produtores rurais questionam a desapropriação e acusam o governo federal de “injustiça” com os moradores do distrito, que possuem terras no local há meio século.

Usando a camiseta da campanha em defesa das terras, os manifestantes estão distribuindo adesivos e panfletos e coletando assinaturas em um abaixo-assinado que será encaminhado à Superintendência Regional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

Em julho deste ano, técnicos do Incra elaboraram um relatório de identificação e delimitação da área, reivindicada por 15 famílias de descendentes de escravos. Moradores do distrito tentaram impedir o levantamento e chegaram a expulsar os técnicos que só voltaram ao local sob escolta da Polícia Federal. O relatório foi concluído e enviado a Brasília. As terras reivindicadas pelos remanescentes de quilombos pertencem a 56 produtores rurais.

As 15 famílias descendentes de escravos que atualmente ocupam em uma área de 40 hectares argumentam que as terras pertenceriam à fazenda Cabeceira de São Domingos, de propriedade do ex-escravo Desidério Felipe de Oliveira.

Os agricultores contestam a existência de área quilombola e afirmam que Desidério Felipe de Oliveira, estabelecido em Picadinha em 1923 vindo de Minas Gerais, nunca foi escravo. Também de acordo com os produtores do local, Desidério comprou terras em Picadinha e depois vendeu a maior parte.

A área de Picadinha não foi incluída nos 30 decretos de regularização de terras quilombolas que serão assinados no dia 20 (Dia da Consciência Negra) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre as 30 áreas que serão regularizadas, quatro ficam em Mato Grosso do Sul - Furnas da Boa Sorte, Furnas do Dionísio, Colônia de São Miguel e Chácara Buriti.

Helio de Freitas, de Dourados, MS. - Sábado, 14 de Novembro de 2009

 http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=273076

 





:: sábado, 14 de novembro de 2009

MST Quilombola

 

MST Quilombola

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Invade, saqueia, rouba e depois vira vitima!!!
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x x39 pessoas foram detidas em operação realizada pela PM do Espírito Santo na comunidade quilombola Córrego de São Domingos. A PM informou que o objetivo era 'deter os responsáveis por furto e roubo de eucalipto, além da prática de crimes ambientais'.

x Ainda de acordo com a PM, os acusados foram detidos em flagrante e houve apreensão de dez tratores, quatro motosserras, três caminhões e duas gruas para transporte de eucalipto.

xPara o Ministério Público, não há registro oficial de que tenha havido flagrante, além de não haver mandados de prisão. Os quilombolas foram transportados em ônibus e camburões 'sem justificativa plausível', o que reforça as suspeitas de violação de direitos humanos'.
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A Fibria (antiga Aracruz Celulose) alega que o mandado determinava a busca e apreensão de 'madeira extraída ilegalmente dos plantios florestais da empresa'. 'Foram recolhidos 1.650 metros cúbicos de madeira, o que equivale à carga de 110 caminhões truck.

Com esse volume, a Fibria poderia produzir 620 toneladas de celulose', informou a empresa. 'O furto é realizado de forma organizada, à luz do dia. Não raro, os trabalhadores da empresa recebem ameaças.

A Fibria adota as medidas cabíveis para preservar a integridade física de seus trabalhadores, bem como seu patrimônio', alega a empresa.

Fonte: Agência Estado

 





:: sábado, 14 de novembro de 2009

Mensageiras da Ruína

 

Mensageiras da Ruína

Ronaldo Ausone Lupinacci*

Ninguém, em nossa região desconhece que todos, por aqui, dependemos da agropecuária para a sobrevivência imediata, e para a prosperidade futura. Não só sabem disso os que tiram seu sustento diretamente da terra tais como os fazendeiros grandes, médios e pequenos, ou, os trabalhadores rurais, mas, de um modo geral, também aqueles que dependem, indiretamente, dos frutos da agricultura e da pecuária, isto é, os integrantes das demais classes sociais.

Foi a riqueza produzida pela soja, pelo algodão, pelo milho, pelo café, pela fruticultura, pela horticultura, pela criação de bovinos, ovinos, caprinos e aves que fez do Oeste baiano o pólo de maior crescimento econômico do país nos últimos vinte anos, conforme constatação do IBGE. A ocupação dos “Gerais” e do “Vale” - tal como são denominadas as duas sub-regiões em que se divide o extenso território por nós habitado - trouxe inegáveis benefícios tanto aos nativos, como aos forasteiros que aqui aportaram.

Isso, em ponto pequeno, reflete a situação do Brasil. A expansão da produção e da produtividade da agropecuária nacional gerou renda para financiar a indústria. Atribui-se, com dados certos, residir na agropecuária a torrencial fonte de recursos que fornece as divisas para o intercâmbio comercial com outras nações. Em síntese, a derrocada da agropecuária seria (e será, se acontecer) a derrocada do Brasil.

Entretanto, mirando apenas na atividade agropecuária em si mesma, não se vislumbram sinais de derrocada. Muito pelo contrário. O Brasil apresentou a maior taxa de crescimento da produtividade agropecuária no mundo, no período compreendido entre 1975 e 2008, segundo informes do Ministério da Agricultura divulgados pela Agência Estado (www.ae.com.br, 24.07.09). A mesma notícia enfatiza que o aumento da produtividade contribuiu para que os preços de alimentos e matérias primas de origem rural não pressionassem a inflação nos últimos quinze anos. Os incrementos de produtividade foram atribuídos ao melhoramento genético, introdução de novos cultivares e outras conquistas tecnológicas.

Em formidável contraste com o agronegócio e a agricultura familiar, se acham os assentamentos do programa de Reforma Agrária. Para eles só convergem idéias de miséria, fracasso, ruína, desperdício, fome, improdutividade e, sobretudo, mentira. Quanto a esta última, importa ressaltar a confusão propositada e descabida entre agricultura familiar e Reforma Agrária que os propulsores do agro-reformismo procuram estabelecer para enganar a opinião pública, de vez que consistem em realidades absolutamente distintas.

Desde o minucioso estudo efetuado em 1987 pelo advogado Atílio Faoro (Reforma Agrária: ‘terra prometida’, favela rural ou ‘kolkhozes’?”) até o recente levantamento realizado pelo Ibope, a pedido da Confederação Nacional da Agricultura, vieram a público inúmeros trabalhos de pesquisa a atestar aquilo que foi dito acima sobre a indigência dos assentamentos. Segundo dados do Ibope, 72,3% dos assentamentos não geram renda (Folha Online, 13.10.09). Isso não constitui novidade, nem aqui nem no exterior. Os países que implantaram a Reforma Agrária só colecionaram fracassos, desde o México, pioneiro no início do século passado, até mais recentemente o Zimbabwe.

Apesar de tudo, o quarteto formado por Lula, Incra, MST e CPT exige a elevação dos índices de produtividade dos fazendeiros. Coisa que não exige nem dos assentamentos, nem da indústria, nem do comércio, nem dos Bancos, e nem, muito principalmente, do governo, superlativamente improdutivo. Coincidência ou não (provavelmente não...), a ONU intrometeu-se no assunto com o envio do indesejável emissário Oliver De Schutter, quem sabe como parte dos preparativos para o governo mundial que pretende estabelecer (Folha Online, 17.10.09). Intrometeram-se, também (não coincidentemente), “intelectuais” nacionais e alienígenas, com a publicação de um manifesto recheado de falsidades e obtusidades (www.estadao.com.br, 24.10.09).

O grande esforço conjunto empreendido pelas forças acima identificadas só pode ter como desiderato final uma importante cartada política. E, não é difícil perceber que se trata de fomentar a luta de classes, a discórdia, a confusão, no rumo da implantação do coletivismo. São elas, pois, as mensageiras da ruína que um dia poderá imperar no Brasil, como imperou (ou ainda impera) na Rússia, na China, na Europa Central, na Coréia, no Vietnã, no Cambodge, em Cuba, na Etiópia, na Bolívia, etc., etc, etc.

Oportunamente, tratarei de três temas correlatos: a-) a inexistência de fundamento moral para que o Estado se atribua o direito de ditar índices de produtividade; b-) o alcance da medida (maiores índices de produtividade) como pretexto para impulsionar a invasão de terras; c-) os erros estratégicos e táticos das lideranças rurais por não terem combatido a Reforma Agrária em seu nascedouro.

* O autor é advogado e agropecuarista. ronaldo.lupinacci@terra.com.br

Publicado: 13/11/2009 -  Jornal Nova Fronteira - Barreiras, BA.

 





:: quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Visão oposta cheia de luz

Aquecimento global: para salvar o planeta produza mais CO2, diz físico matemático


Frank J. Tipler [foto], professor de Física Matemática na Universidade de Tulane e co-autor de “The Anthropic Cosmological Principle” e outros livros, apontou um argumento elementar: o CO2 é o primeiro e mais importante alimento das plantas. E estas são o elo primordial da corrente da vida.

O CO2 é a fonte de carbono para a química orgânica. Sem ele, os seres vivos desapareceriam. Quanto menos CO2 no ar, menos as plantas o sintetizam. Em conseqüência, menor será a massa vegetal e menos alimento haverá para os animais, e obviamente para os humanos.

Eliminado o CO2, morre toda a biosfera. Mas, a histeria ambientalista trata esse gás benéfico como um “tóxico” perigoso para a Terra.

As plantas eram muito mais produtivas quando, em época longínqua, o CO2 atingiu 0,1 % da atmosfera, escreveu Tipler. Depois, essa proporção caiu para 0,02% e hoje gira em volta 0,0379%, cifra inexpressiva.


O ser humano, agricultor inteligente, percebeu há milênios a necessidade que tem os vegetais de CO2. Por isso, começou a aplicá-lo nas plantações na forma de adubo orgânico, e, depois, químico.

O homem tirou proveito também dos imensos depósitos de carbono existentes no subsolo em forma de carvão mineral, petróleo e gás. E depois de trazê-lo à superfície o homem o converteu em CO2. Isto favoreceu os vegetais elevando a participação do CO2 na atmosfera até o nível hodierno.

A tentativa de reduzir o volume de CO2 não só não salva a terra, mas é contraproducente para a biosfera. “É um ato profundamente mau”, escreveu Tipler.

Mas nem o bom senso nem as matemáticas fazem efeito nos histéricos. O Premio Nobel de Economia Paul Krugman qualificou a oposição ao projeto de lei do presidente Obama para reduzir o CO2 de “traição contra o planeta”! É um dos exemplos mais aberrantes do fanatismo ambientalista desligado da realidade, comentou Tipler.


Krugman (foto) num ataque súbito de fervor meio religioso, escreveu que “aqueles que querem reduzir o uso de combustíveis fósseis são inimigos mortais da biosfera. Devem ser detidos a todo custo!”

Tipler explicou que Krugman presume que as condições climáticas de há um século eram as “naturais” e não devem ser mudadas. Mas não tem idéia do que está falando.

Ele usa um critério subjetivo para denunciar a humanidade e a civilização. Este posicionamento arbitrário, anti-histórico e danoso, entretanto, é considerado “progressista” pela mídia que concede largos espaços para o excitado economista e abafa a voz dos cientistas prudentes. 

Fonte: blog Verde: a cor nova do comunismo




:: quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Apagão no Pará

 

Aviso ao STF: eis o apagão do direito de propriedade e da ordem no Pará

Vejam o video que recebi do blog do Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 11 de novembro de 2009 | 13:12

Acima, há um vídeo, praticamente inédito — o Jornal da Globo exibiu apenas um pequeno trecho —, sobre a destruição de fazendas no sul do Pará protagonizada pelos ditos sem-terra. Vejam lá. A bandidagem agora recorre a armas de fogo e a coquetéis molotov. Prestem atenção aos depoimentos dos trabalhadores que tiveram suas casas destruídas: a canalha meteu fogo até em bujão de gás.





:: quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A Queda do Muro

 

 

Enquanto na Europa é comemorado a queda do Muro da Vergonha, no Brasil o MST quer implantar o fracassado socialismo de miséria e opressão.

 

Segue o discurso do Deputado Lael Varella pronunciado hoje.

O SR. LAEL VARELLA (DEM-MG. Pronuncia o seguinte discurso.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, há 20 anos caía o Muro de Berlim, o tristemente celebra Muro da Vergonha ou Cortina de Ferro. As duas décadas de sua queda foram lembradas no último dia 9/11, com homenagens às vítimas do regime comunista e com agradecimentos aos líderes que ajudaram na sua derrubada, na reunificação do país e no fim da Guerra Fria.

Segundo o noticiário, cerca de 100 mil pessoas enfrentaram a chuva e o frio e se reuniram em frente ao Portão de Brandenburgo, numa noite de emoção e gratidão. A chanceler alemã, Ângela Merkel, homenageou os proibidos de sair do lado oriental durante anos, conforme notícia de Lourival Sant’Anna do jornal O Estado de São Paulo.

Construído pelo regime comunista na madrugada de 13 de agosto de 1961, o agourento Muro foi erguido com o pretexto de servir de 'barreira de proteção antifascista'. Na prática, servia para impedir a fuga em massa de cidadãos para o encrave capitalista de Berlim Ocidental.

No início era apenas uma cerca de arame farpado, mas depois chegou a ser uma imponente construção de 156 quilômetros, sob rígida vigilância de militares com ordens para alvejar quem tentasse escapar. Segundo um estudo publicado neste ano, pelo menos 136 pessoas morreram em tentativas de fuga entre 1961 e 1989.
Mas nem um único tiro foi disparado quando o Muro caiu e a noite se transformou em festa gigantesca, com os alemães orientais invadindo as ruas de Berlim ocidental em descrença, e moradores de ambos os lados do Muro se abraçando impulsivamente.

Sr. Presidente, essa festa pelo seu simbolismo precisaria ser comemorada no Brasil com toda a grandeza que ela merece.

Entretanto, nós estamos assistindo ao recuo da história com cenas trágicas de movimentos tentando implantar um regime semelhante ao muitas vezes fracassado socialismo.

Não bastasse a indignação levantada contra o MST pela destruição do laranjal da Cutrale, em São Paulo, agora no Pará, o MST continua derrubando, queimando, assaltando, roubando! Cem homens armados e encapuzados acabaram de derrubar e queimar casas, expulsar empregados e atear fogo em tratores, além de roubar gado em duas fazendas no sul do Pará. (OESP, 4/11/2009).

Mulheres, crianças e idosos tiveram de fugir para não ser espancados. O avião com três mulheres e três crianças, expulsas pelo MST, caiu logo depois de decolar de uma das fazendas. O comandante e o piloto ficaram feridos. A Delegacia de Conflitos Agrários abriu inquérito para apurar os atos de vandalismo. Os policiais e a imprensa tiveram dificuldades para chegar às propriedades.

O MST bloqueou a rodovia, afirmando que a ação foi um protesto contra a morosidade da Reforma Agrária no Estado. Os invasores chegaram de madrugada, gritando que todos deveriam sair imediatamente, e passaram a destruir as casas e os currais, usando tratores da fazenda, que em seguida foram incendiados por aquelas mãos criminosas.

A polícia constatou danos também na fazenda Rio Vermelho. Uma vila de casas, onde moravam 30 empregados, foi incendiada. Maria Raimunda, coordenadora do MST e da invasão, afirmou que a incursão foi apenas para 'protestar contra a presença de escolta armada' na área.

Na tarde do último domingo, uma cena que faz lembrar os traficantes do Rio de Janeiro, um helicóptero da fazenda teria sido alvo de disparos quando sobrevoava uma área de retiro de gado da Santa Bárbara com uma equipe de reportagem da Confederação Nacional da Agricultura — CNA. Os jornalistas filmavam as ações dos sem-terra a pedido da presidente da entidade, Senadora Kátia Abreu.
Escutamos quatro ou cinco estampidos de tiros de revólver e o piloto subiu para sair do alcance conta Oscar Boller, gerente da Fazenda Espírito Santo, em Xinguara, que também pertence ao grupo e foi invadida nos últimos dias. A câmera de vídeo registrou, em áudio, o estampido dos disparos e as imagens de sem-terra armados ateando fogo em pastagens e instalações.

Sr. Presidente, que os 20 anos da queda do Muro de Berlim sejam lembrados com todas as homenagens às vítimas do regime comunista com a esperança de que seja extirpado essa falsa ideologia, essa vergonha de nosso tempo assim designado pelo Cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Bento XVI, não só na Europa, mas em todo o mundo. E também aqui no Brasil. Tenho dito.

Termino citando trechos da grande interpelação feita por Plinio Corrêa de Oliveira no dia 11 de fevereiro de 1990, Festa de Nossa Senhora de Lourdes.

IV – Interpelação aos dirigentes dos diversos PCs disseminados pelo mundo

– Nada viram?

Durante décadas a fio, os líderes comunistas dos diversos países mantiveram constante e multiforme contacto com Moscou, e ali estiveram, mais de uma vez, recebidos normalmente como comparsas e amigos.

– Nada contaram?

E sempre que chegavam de volta aos seus países tomavam imediato contato com os respectivos PCs, onde todos lhes perguntavam sofregamente o que haviam visto e ouvido nesta verdadeira Meca do comunismo internacional que é Moscou.

 

– Se conheciam o trágico fracasso do comunismo, por que o queriam para suas pátrias?

Se os chefes comunistas no mundo livre sabiam que o fruto do comunismo era o que agora o mundo inteiro vê, por que conspiravam para estender esse regime de miséria, escravidão e vergonha, a seus próprios países?

 

V – Por que combatiam implacavelmente os anticomunistas, os quais erguiam barreiras contra a penetração da desgraça soviética em seus países?

Entretanto, havia ainda mais grave. Por que esses líderes comunistas disseminados pelo mundo somaram à enganosa patranha do silêncio organizado sobre o 'paraíso' soviético, também a detração sistemática e infatigável, durante sete décadas a fio, contra todos os que – indivíduos, grupos ou correntes – se empenhavam dedicadamente em evitar para suas pátrias a desdita soviética, abrindo para esta os olhos da opinião pública?

– Interpelação? – Não: apelo fraterno

A vós, diletos irmãos na Fé, a cuja vigilância a falácia comunista transviou ou está em vias de transviar, não faremos uma só interpelação. De nosso coração sempre sereno parte, rumo a vós, um apelo repassado de ardoroso afeto in Christo Domino: diante do quadro terrível que nestes dias se esboça a vossos olhos, reconhecei, pelo menos hoje, que fostes ludibriados. Queimai o que ajudáveis a vencer. E combatei ao lado daqueles que ainda hoje ajudais a 'queimar'.

 Sinceramente, categoricamente, sem ambiguidades tendenciosas, mas com a franqueza tão enormemente respeitável que é inerente à contrição humilde, voltai vossas costas para os que cruelmente vos têm enganado. E ponde em nós vosso olhar, serenado e fraterno, de irmãos na Fé.





:: terça-feira, 10 de novembro de 2009

Imensa Orfandade

  

 

Imensa Orfandade



 

A propósito da Campanha da Fraternidade da CNBB para 2010,comentado ontem, lembrei-me do famoso artigo Imensa Orfandade do saudoso Prof. Plinio Corrêa de Oliveira publicado na Folha de São Paulo, 27 de novembro de 1976.

Transcrevo alguns trechos desse artigo tão cheio de Fé e coragem, mas infelizmente tão atual.

- Se um certo número de missionários do Pará, os bispos sob cuja égide trabalham, e a própria cúpula da CNBB estão infiltrados de comunismo, uma dúvida assalta no mais fundo todo católico desejoso de abrir sua alma a um sacerdote, se por, miséria humana as condições da Igreja hoje são tais que comunistas ou comunistóides podem ser ordenados padres, ou padres podem ser pervertidos pela doutrina comunista, e um ou outro pode ser mandado para 'evangelizar' não sei que pobres colonos em não sei que rincões deste imenso Brasil... qual a garantia de que o sacerdote da igreja mais próxima, a quem quero abrir-me, não seja um subversivo também?

 Aquele que é, talvez, o mais sagrado dos direitos do católico, isto é, o de confiar no sacerdote a quem acusa suas faltas ou pede um conselho, esse direito fica dessa maneira lesado.

 A grande responsabilidade pela terrível insegurança espiritual que o comunismo, e pior que ele, o criptocomunismo religioso vai espalhando pelo Brasil, é precisamente da grande maioria das autoridades eclesiásticas.

 Com efeito, ou o comunismo existe nas fileiras do Clero, nas obras e associações católicas, ou não existe.

 Se existe, por que tantos bispos — entre outros, ainda há meses atrás, o cardeal D. Scherer, arcebispo de Porto Alegre — timbram em dizer que não há comunismo no Clero brasileiro? Por que tantos outros ficam calados, diante do incêndio esquerdista que aos olhos de todos os fiéis vai ganhando aqui e acolá o vasto e venerável edifício eclesiástico? Como explicará a História a ausência de qualquer investigação, de qualquer punição canônica eficaz contra os culpados?

 Se, pelo contrário, o incêndio é irreal, e são alguns intrigantes que caluniam tantos eclesiásticos aos olhos do povo de Deus, por que razão os que sofrem esta injustiça não defendem a própria reputação, não exigem as provas do que acerca deles se afirma, e não pulverizam as calúnias que estariam a sofrer?

 Não se espantem, Srs. cardeais, Srs. arcebispos, Srs. bispos, monsenhores, Srs. cônegos e Srs. sacerdotes, que se mantêm em silêncio ou em meio silêncio diante de tantas aberrações.

 O povo brasileiro continua a ter Fé. Não, porém naqueles que pregam o evangelho de Marx, de Lenine ou de Brejnev. E também não nos que se calam ante a pregação 'marxista-cristã'.

 O Brasil continua católico apostólico romano, como sempre. Mas uma imensa sensação de orfandade espiritual se vai estendendo sobre ele.

 Pedimos a Maria Santíssima, Rainha do Brasil, Mãe de todos os brasileiros, que vele por nós, os brasileiros de todas as latitudes. Os colonos, por certo. Mas também os não-colonos... (Folha de São Paulo, 27 de novembro de 1976).